2016 não foi um ano ruim!

serfeliz

2016 não foi um ano ruim! Parece estranhamente errado dizer isso, mas não é. Quando o fim do ano se aproxima sempre desejamos logo que ele acabe pela esperança de dias melhores no ano que está por vir. Tchau 2016, seja bem vindo 2017. Mas será que é simples assim? E, mais do que isso, será que é certo ignorar as coisas boas que o ano nos trouxe só porque o contexto geral é ruim?

No ano que passou tivemos muitas perdas. Vimos o cenário político mundial mudar. Tivemos um impeachment no Brasil e a ascensão de um presidente que não poderia ter menos carisma (entre outras coisas). Vimos Trump ser eleito e o mundo todo entrar em choque. Fidel Castro finalmente se foi, mas não sem antes deixar suas marcas em Cuba. E já sentimos saudades de Barack Obama. O Brasil sofre economicamente, os preços sobem, os empregos diminuem, mas o caos está no mundo todo e não só aqui.

Vimos casais que amávamos se separando, como Fátima e Bonner, Jolie e Pitt. Perdemos um número estrondoso de personalidades conhecidas: David Bowie, Prince, George Michael, Christina Grimmie, Alan Rickman, Carrie Fischer, o brasileiro Domingos Montagner. E tantos, tantos outros. Vimos nosso coração se entristecer de uma forma que não há palavras, quando o Chapecoense despencou dos céus.  E foi triste e doloroso ver todas essas coisas.

Esse foi um ano onde mais uma vez me vi em um emprego que não gosto, onde sofri financeiramente, onde perdi tantas coisas, fui assaltada e vi pedaços e relações da minha vida se deteriorando.

Mas 2016 também trouxe algumas felicidades e é importante relembrá-las acima das dificuldades. Conheci uma quantidade imensa de novas pessoas e dai tirei alguns bons amigos. Cultivei minhas amizades e vi elas florescerem. Aprendi mais um pouco sobre abrir mão e deixar as pessoas irem quando não me fazem bem. Escutei e agi. Dei conselhos que as vezes eram difíceis de dizer, até pra mim que costumo não ter a delicadeza nas palavras.

Vi o Resenhando crescer, em todos os âmbitos. Superei todas as metas que tinha desenhado para o ano e fiz mais ao longo dele, não deixando nada pra trás. Consolidei esse “hobby” que é algo tão importante pra mim. E, através dele, conheci ainda mais pessoas e recebi um carinho incrível através de palavras de encorajamento, agradecimento e muito abraços. Abraços esses que recebi na Bienal.

Siim! Viajei. Não foram férias, não foi pra tão longe, mas eu fui. Conheci São Paulo e os amigos que lá se escondem. Fui na minha primeira Bienal do Livro e encontrei tanta gente que eu admiro, e que estão espalhados por esse Brasil. Conheci e abracei tantas pessoas que eu não sabia quem eram, mas que me conheciam e gostam de mim sem esperar nada em troca (além de uns vídeos ou posts, claro). Voltei pra casa com meu coração quentinho e com o sentimento de missão cumprida, por mais que nem faça sentido. E, no final do ano, risquei mais um evento da lista. Vivi minha primeira Comic Con, e foi épico.

Aprendi entre tantas coisas a não ter medo de sair do meu casulo. O que está lá fora pode ser tão legal quanto o que está aqui dentro. E, falando nesse casulo, ele ganhou mais um membro. Lexi tem um irmãozinho e Kvothe já domina a casa com seu rabo laranja e suas peripécias de jovem gato.

E, se não bastassem todas essas coisas, foram tantos mundos que visitei em 2016. Tantos personagens maravilhosos, amigos que fiz entre páginas, sentimentos que descobri, vivi e senti. E chorei, tantas vezes. De felicidade, de tristeza, de frustração, de vontade. Simplesmente por chorar. Porque a gente pode, sabe? Ser vulnerável, ser compreensivo, ser humano. Rir do engraçado, do banal, de nós mesmos. E aceitar o riso do outro, aceitar o amor e o carinho, não só porque precisamos dele, mas porque somos merecedores.

Essas foram apenas as coisas que lembrei enquanto sentei aqui brevemente para não deixar a data passar em branco, porque 2016 deixou sua marca de diversas formas. E, para 2017, esse ano que vem com um peso enorme nas costas de curar as feridas do ano que passou, desejo apenas força. Força pra seguir em frente, pra buscar as coisas que quero, correr atrás de meus objetivos, concretizar os meus sonhos. E, se sobrar, pode mandar um pouquinho de sorte também, porque nunca é demais. O resto eu tenho ou sei como conseguir.

Pra todos, um feliz 2017. Vai ser iluminado, vai ser melhor <3

dicaprio

É a criadora e autora do Resenhando Sonhos.
Gaúcha do interior do Rio Grande do Sul, hoje mora na capital Porto Alegre e quer conhecer o mundo.
Publicitária por formação, sonhadora por opção. É mal humorada e chata.