A freira (2018) I Crítica

A Freira é o terceiro filme lançado dentro da franquia de Invocação do mal e estreou nos cinemas brasileiros no dia 06 de setembro de 2018. 

Quanto ao enredo, a história se desenrola à partir do suicídio de uma freira em uma abadia na Romênia, afastada do vilarejo onde é conhecida por ser amaldiçoada. Após um camponês responsável por levar alimento até o convento encontrar o corpo, o Vaticano designa um padre especialista para investigar o caso e determina que uma noviça o acompanhe nessa jornada. Colocando à prova sua fé e até mesmo suas almas ao arriscarem a vida junto aos mistérios do desconhecido, os dois descobrem um segredo profano e se deparam com um espírito maligno que assume a forma de uma freira demoníaca e transforma o convento em um campo de batalha entre o bem e o mal.

É preciso dizer que talvez este não seja um filme para todos, algumas pessoas preferem filmes que apresentem um terror psicológico o que quase não está presente aqui, a maioria das cenas do filme são cheias  jumpscares (o que para algumas pessoas não é lá boa coisa) contudo, na minha opinião, foram colocados de forma inteligente e algumas vezes amenizados pelos alívios cômicos também inseridos na dose certa.

De uma forma geral, a proposta do longa é apresentar uma explicação para o surgimento da personagem no filme anterior e contar a história de um dos maiores demônios enfrentados pelo casal de demonologistas Waren, o temido Valak. É claro que para isso seria necessário conectar os filmes da franquia, o que acontece apenas no final mas de forma alguma diminui seu prestígio, ao contrário, tudo foi conectado de uma forma que pessoalmente não era o que esperava e acabei gostando bastante. Outro ponto importante a ser observado é que o desenrolar da trama não oferece grandes mistérios e, assim como os outros filmes da franquia, ele apenas se propõe a contar uma história sobre a qual temos conhecimento desde o início e o que nos motiva a continuar acompanhando os personagens é o fato de estarmos torcendo pela vitória dos mocinhos.

Apesar de muitas críticas negativas sobre a atuação dos atores Demián Bichi (Padre Burk) e Taissa Farmiga (Irmã Irene), particularmente achei que eles foram bem convincentes em seus papéis e que desenvolveram uma conexão bem admirável. Quanto ao nosso personagem “coadjuvante” interpretado por Jonas Bloquet, esse foi inserido na trama para proporcionar alívios cômicos e estabelecer um leve romance proibido além de ter um papel importante na conexão com os outros filmes da franquia. E, se é necessário comentar, a atuação de Bonnie Aarons como a Freira, acredito que mesmo com o número exagerado de aparições ela cumpriu seu papel de forma maravilhosa.

Em resumo, o clima tenso do convento, as aparições injustificas e as histórias inseridas para criar uma conexão entre os personagens e a sua ida ao local foram muito bem amarrados, trazendo ao espectador alguns momentos de apreensão e angústia. É claro que nem todos os filmes conseguem agradar a todos os tipos de espectadores ou suprir suas expectativas mas, esse é sem dúvida, um bom filme de horror e, apesar de não apresentar um alto nível de terror psicológico, acredito que a essência do gênero ou, a provocação à religião e a fé além de deixar explícito o oculto e os piores pesadelos humanos está inserida de forma mais do que satisfatória e de forma alguma faz deste um filme “mais do mesmo”.

Eu espero infinitamente que em meio a tantas críticas negativas eu tenha conseguido passar um pouquinho de entusiasmo com relação a esse filme! Se você já assistiu, vamos conversar nos comentários ;)

 

 

É resenhista do Resenhando Sonhos.
Estudante de Direito, 21 anos, mineira, mora em Belo Horizonte e ama o universo literário.