A Sutil Arte de Ligar o Foda-se – Mark Manson

A Sutil Arte de Ligar o Foda-se é um livro de não ficção do autor Mark Manson. A publicação é de 2017 pela Intrínseca.

Sobre o Livro

O que você vai encontrar aqui não é um passo a passo sobre como transformar a sua vida em um mar de felicidade, ou como realizar todos os seus sonhos, ser bem sucedido, ter uma relacionamento estável e de sucesso ou vencer na vida. Não. Na na não.

Esse é um livro bem mais sobre se desprender de todos esses conceitos de que existe uma fórmula secreta, de que isso é algo alcançável num estalar de dedos. A Sutil Arte de Ligar o Foda-se não é um livro sobre como alcançar a felicidade, mas sim de escolher sobre o que vale a pena sofrer.


Minha Opinião

Eu não posso dizer que tenho um pé atrás com livros de auto ajuda. Eu tenho os dois mesmo. Por um tempo eu tentei algumas leituras, mas eu sempre me confrontava com o absurdo dos passo a passo ou das fórmulas para a felicidade. Sempre os mesmos questionamentos pipocavam na minha cabeça: será que somos tão iguais assim que isso deveria funcionar pra todo mundo? e como é que tanta gente conseguia encontrar respostas em algo tão básico?

Mas ai, eis que a vida andava meio difícil por aqui e, na falta de poder pagar uma terapeuta, fui em busca de conforto e iluminação entre aqueles que nunca me deixaram na mão: os livros. Eu pesquisei bastante e ponderei muito sobre me aventurar (e possivelmente me irritar) com essa leitura, porém resolvi arriscar.

De antemão já digo que esse livro não vai funcionar pra todo mundo. Se você é do time que adora os livros com as fórmulas citadas ali em cima, provavelmente não vai gostar desse e, caso você seja um otimista que sempre vê o lado positivo de tudo e se irrita com pessoas mais realistas, também não recomendo. Entretanto, se assim como eu, você prefere ser mais direto com as coisas na vida e evitar o mimimi desnecessário, eis um boa indicação.

Através de experiências próprias ou das de pessoas bem conhecidas como Romeu e Julieta, Malalah, Buda, Dave Mustaine e outros, vamos sendo apresentados com algumas situações que podem apresentar muitas soluções ou caminhos, mas que no fim do dia, a única coisa que o autor quer que nós nos perguntemos é pelo que estamos dispostos a sofrer? Porque é essa dor, essa escolha, que nos impulsiona pra frente. É essa busca que nos motiva, e quando ela não for acontecer, quando não houver nada a se tirar dali e, mesmo assim, você escolher chorar sobre o leite derramado, isso irá gerar apenas uma exaustão sem propósito, vazia.

Sendo bem sincera, acho que acabei gostando tanto da leitura porque percebi, logo nas primeiras páginas, que muito do que era proposto, já são coisas que eu executo na minha vida. E que ver ali, como um conselho às pessoas, foi como um tapinha nas costas de “você está fazendo isso certo”. Eu me considero uma pessoa franca e direta. Eu passo pelas coisas e vou em frente. Isso não significa que eu não me importo ou que fico alheia. Apenas significa que eu escolho bem ao que eu vou dedicar a minha atenção e quando. Algumas pessoas consideram isso frieza ou descaso e, querendo ou não, nem sempre a gente está 100% disposta a enfrentar de frente as coisas e as criticas. Então ter recebido esse impulso e ter lido certas coisas ali, foi como uma validação que eu estava precisando exatamente agora, quando algumas coisas andam mais complicadas que outra e, mais do que nunca, eu não estou “alheia” aos fatos, apenas navegando um problema por vez.

E assim, o livro não é as mil maravilhas em sua totalidade. Eu gostei bastante do começo, porém no meio dá uma boa murchada pra voltar com mais força no final. Nem tudo que eu li eu concordei, nem tudo o que foi dito eu absorvi, mas, ao contrário da grande maioria dos textos do gênero que eu já me confrontei, esse foi um chute muito mais perto do gol.

Então, caso você esteja procurando um dica nesse estilo ou precise de um livro mais sincerão sobre o assunto, fica aqui a dica para A Sutil Arte de Ligar o Foda-se. O texto é bem fluído, dividido em várias partes para facilitar a leitura, e fiz várias anotações enquanto ia lendo e me dando conta de situações e pontos relacionados. Vale a pena dar uma chance, não só para o livro, mas pra você. Olhe o mundo com um pouco mais de pessimismo, vendo as falhas, identificando o bom e o ruim, e as coisas vão ficar mais claras sem a pressão constante de ser feliz o tempo inteiro.

A SUTIL ARTE DE LIGAR O FODA-SE

Autor: Mark Manson

Editora: Intrínseca

Ano de publicação: 2017

Chega de tentar buscar um sucesso que só existe na sua cabeça. Chega de se torturar para pensar positivo enquanto sua vida vai ladeira abaixo. Chega de se sentir inferior por não ver o lado bom de estar no fundo do poço.
Coaching, autoajuda, desenvolvimento pessoal, mentalização positiva – sem querer desprezar o valor de nada disso, a grande verdade é que às vezes nos sentimos quase sufocados diante da pressão infinita por parecermos otimistas o tempo todo. É um pecado social se deixar abater quando as coisas não vão bem. Ninguém pode fracassar simplesmente, sem aprender nada com isso. Não dá mais. É insuportável. E é aí que entra a revolucionária e sutil arte de ligar o foda-se.
Mark Manson usa toda a sua sagacidade de escritor e seu olhar crítico para propor um novo caminho rumo a uma vida melhor, mais coerente com a realidade e consciente dos nossos limites. E ele faz isso da melhor maneira. Como um verdadeiro amigo, Mark se senta ao seu lado e diz, olhando nos seus olhos: você não é tão especial. Ele conta umas piadas aqui, dá uns exemplos inusitados ali, joga umas verdades na sua cara e pronto, você já se sente muito mais alerta e capaz de enfrentar esse mundo cão.
Para os céticos e os descrentes, mas também para os amantes do gênero, enfim uma abordagem franca e inteligente que vai ajudar você a descobrir o que é realmente importante na sua vida, e f*da-se o resto. Livre-se agora da felicidade maquiada e superficial e abrace esta arte verdadeiramente transformadora./p>

É a criadora e autora do Resenhando Sonhos.
Gaúcha do interior do Rio Grande do Sul, hoje mora na capital Porto Alegre e quer conhecer o mundo.
Publicitária por formação, sonhadora por opção. É mal humorada e chata.