Annabelle 2 (2017) | Crítica

Após o enorme sucesso de Invocação do Mal (2013), ficou claro que o plano dos produtores de lançar sequências e até spinoffs das histórias do casal Ed e Lorraine Warren não parariam tão cedo. Foi então que em 2014 foi lançado Annabelle, um filme sobre a tenebrosa boneca que apareceu no primeiro filme da franquia, e que também é um dos mais famosos casos do casal Warren.

Como nem tudo foram rosas, Annabelle não conseguiu agradar o público, por se tratar de um filme bem misto, enquanto a maioria das pessoas estavam esperando um thriller tão assustador como Invocação do Mal. Mas, apesar das críticas, o filme foi sucesso de bilheteria, e então em 2017 foi lançado sua sequência, Annabelle 2.

As mudanças já começaram quando foi escolhido um novo diretor para dirigir a sequência: David F. Sandberg. Ele teve sua estreia no mundo do cinema com o aclamado Quando as Luzes se Apagam. Enquanto James Wan, ficou com a produção do longa. Com tantos nomes bons assim, eu me animei bastante pra ver, apesar da decepção do filme anterior.

Ao começar a história somos apresentados à um casal, cujo uma das partes é um fabricante de bonecas. Eles possuem uma filha linda apelidada de Bee. Certo dia, a garotinha sofre um trágico acidente e morre. Anos depois, esse casal acolhe de bom grado um pequeno grupo de meninas com uma freira, de um orfanato, o qual elas não tinha lugar pra ficar. Dentre as garotinhas está Janice, uma menina que teve o azar de contrair a doença poliomielite que a fez ficar incapacitada de conseguir andar sem o auxílio de uma muleta. Além dela, há sua melhor amiga, Linda, uma garota bastante curiosa, e que ao contrário das outras meninas do orfanato, gosta muito de Janice. Ao irem se familiarizando mais com a casa, as crianças começam a perceber que uma força maligna ali reside e é assim que o terror se instala.

Particularmente, o filme traz muitas coisas clichês que vemos em longas onde crianças são as pessoas assombradas. Como por exemplo, se esconder dentro do armário ou fechar os olhos na cama, sem ver o que está atrás dela. Mas isso nem de perto é um demérito do filme, o diretor soube explorar bem esses clichês sem deixar que ficasse um filme cansativo.

Durante certa parte da história, somos surpreendidos com um verdadeiro easter egg do próximo filme (spin off) da franquia de Invocação do Mal. E, sem dúvidas, a produção foi bem melhor que o primeiro filme.

Annabelle 2 não é um filme que tem a acrescentar muitas coisas no gênero de terror, ele cumpre o que promete e dá vários sustos no spectador. Devo parabenizar as atrizes mirins que interpretaram muito bem Janice (Talitha Bateman) e Linda (Lulu Wilson), ela que já havia me deixado que queixo caído ao interpretar a pequena Doris no filme Ouija 2.

Fica aqui minha indicação pra quem quiser curtir o filme mas estava com receio por causa do primeiro filme de Annabelle. Apesar da história ser bem melhor, ambos filmes tem sua ligação que me agradou bastante quando sai da sala do cinema.

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ANNABELLE 2: A CRIAÇÃO DO MAL

Diretor: David F. Sandberg

Elenco: Talitha Bateman, Lulu Wilson, Stephanie Sigman e mais

Ano de lançamento: 2017

Anos após a trágica morte de sua filha, um habilidoso artesão de bonecas e sua esposa decidem, por caridade, acolher em sua casa uma freira e dezenas de meninas desalojadas de um orfanato. Atormentado pelas lembranças traumáticas, o casal ainda precisa lidar com um amedrontador demônio do passado: Annabelle, criação do artesão.

É resenhista do Resenhando Sonhos.
Nascida no interior Paulista, futura cientista da computação, se apaixonou por literatura quando conheceu o bruxo Harry Potter e o vampiro Edward Cullen. Adora ir no cinema e assistir séries em dias chuvosos.