Assassin’s Creed (2017) | Crítica

untitled-1

Assassin’s Creed chega aos cinemas com a direção de Justin Kurzel (The Turning e Macbeth: Ambição & Guerra) para satisfazer a ansiedade dos fãs do game. Como jogo de ação-aventura, foi criado pela Ubisoft e desde então ganhou nove jogos principais, além de vários secundários. Saindo da plataforma principal, virou série de livros, e agora atinge as telonas.

Com o protagonismo de Michael Fassbender como Callum Lynch, a adaptação busca na história inicial do jogo sua essência para construção no cinema. Na trama, Call é filho de membros da ordem, e descendente de um importante assassino última vez visto há 500 anos. Condenado a pena de morte, sua execução parece ser sua última parada. Ele acorda sob o domínio das Indústrias Abstergo, uma empresa fachada controlada pelos Templários, inimigos centenários da ordem de assassinos. Essa organização desenvolveu um poderoso mecanismo capaz de fazer uma regressão através do dna e, sendo Call um descendente direto da exata pessoa que eles estavam procurando, ele se torna a cobaia perfeita.

Apresentado ao fato como uma oportunidade de receber sua vida de volta, Call vai aos poucos descobrir mais sobre seu passado e também sobre o presente, e o que essas pessoas que o resgataram realmente querem.

254782

Minha visão é de uma não jogadora do game e, como qualquer adaptação nesse estilo, há sempre a preocupação de se fazer entender para todos os públicos e não somente para os fãs. E, nesse sentido, acho que ainda faltaram alguns elementos. O principal exemplo disso é o salto da fé, importante parte da crença dos assassinos, e que é apenas mostrado, sem realmente explicar a sua relevância para aqueles que seguem a ordem.

Há uma transição entre presente e passado e a ação acaba por acontecer muito mais na cabeça do protagonista do que de qualquer outra forma. Fassbender parece estar completamente dentro do papel e ajuda a segurar o tom do filme. Há uma leve quebra nas transições, pois saímos sempre abruptamente da ação para retornar ao presente, o que ao meu ver prejudica um pouco o ritmo do filme.

Marion Cotillard, que fica com a personagem de Sofia, responsável pelo desenvolvimento do Animus, parece um pouco apática e sem emoção, enfraquecendo sua atuação ao lado do expressivo assassino. A trilha sonora é poderosa e é um dos elementos mais importantes na ambientação do filme. A fotografia está muito bonita e ao voltar no tempo temos imagens bem construídas de uma Espanha mais antiga. Enquanto 3D não há grandes usos do recurso, o que é uma pena, pois as sequências de ação certamente ficariam ainda mais incríveis se esse aspecto tivesse sido melhor explorado.

O próprio Animus poderia ter mais ângulos, já que as descobertas partem dele. Fiquei imaginando como seria ver mais de uma pessoa conectada ao mesmo tempo, pois há vários descendentes no complexo da Abstergo e poderia haver interação entre eles além do tempo real. Porém, essas são só conjecturas minhas.

As cenas de luta são ótimas, principalmente quando os pontos temporais se unem em sincronia. Segundo as notícias divulgadas, Fassbender e Ariane Labed fizeram questão de gravar a maioria das cenas, usando dubles apenas em ocasiões específicas. Com tudo isso, esse primeiro filme abre uma porta que pode ser imensamente explorada pelo estúdio se a adaptação render bilheteria. Há muitos desdobramentos e caminhos que podem ser seguidos daqui pra frente, e que certamente agradaria aos fãs da história para dar continuidade à franquia.

Com alguns detalhes que poderiam melhorar, Assassin’s Creed é um bom filme, com ótimas cenas de ação e uma história empolgante. Pra mim que desconhecia grande parte da trama do jogo, fiquei super animada com tudo e agora quero pegar os livros para desbravar melhor esse universo.

thumb_livro

4estrelasb

ASSASSIN’S CREED

Diretor: Justin Kurzel

Elenco: Michael Fassbender, Marion Cotillard, Jeremy Irons e mais

Ano de lançamento: 2017

Callum Lynch (Michael Fassbender) descobre que é descendente de um membro da Ordem dos Assassinos e, via memória genética, revive as aventuras do guerreiro Aguilar, seu ancestral espanhol do século XV. Dotado de novos conhecimentos e incríveis habilidades, ele volta aos dias de hoje pronto para enfrentar os Templários.

É a criadora e autora do Resenhando Sonhos.
Gaúcha do interior do Rio Grande do Sul, hoje mora na capital Porto Alegre e quer conhecer o mundo.
Publicitária por formação, sonhadora por opção. É mal humorada e chata.
  • rudynalvacorreiasoares

    Tami!
    Não sabia que era um jogo de game, mas sabia que tinha os livros da série, embora não tenha lido nenhum.
    Quero assistir porque amo o protagonista, gosto desse tipo de ficção/fantasia e se tem uma trilha sonora de arrebentar, o filme deve mesmo ser bom, mesmo com todas suas ressalvas.
    “O saber se aprende com os mestres. A sabedoria, só com o corriqueiro da vida.” (Cora Coralina)
    cheirinhos
    Rudy
    http://rudynalva-alegriadevivereamaroquebom.blogspot.com.br/
    TOP Comentarista de JANEIRO dos nacionais, livros + BRINDES e 3 ganhadores, participem!

  • to bem ansiosa pra ver como ficou a adaptação, mas tô tentando manter as expectativas baixas pra não me decepcionar…
    Meu marido é muito fã da saga, tem quase todos os livros e foi ele quem me apresentou ao universo… Ainda não li os livros mas sei a essência da história por causa do jogo, tomara que eu goste do filme também :)

  • Bruna Prata

    Primeiro jogo que eu comprei na minha vida foi de Assassin’s Creed, na época não fazia ideia do que era ou sobre o que se tratava, achava legal a história e o modo de jogo. Mas, nunca me aprofundei nesse mundo por falta de interesse, confesso. Quando vi o trailer, fiquei até ansiosa para o filme, o que é algo surpreendente para mim. Só me resta ver como ficou essa adaptação.

  • Daiele

    Eu não conheço o jogo, portanto nem de longe sou fã ou alguem que simplesmente aprecia a historia, haha.
    A coisa mais desagradável de um filme baseado em algo, na minha opinião, é quando ele não só deixa coisas importantes de fora, mas principalmente quando o trama central só é entendi por aqueles que conhecem a historia. Acho que um filme, envolvendo tudo (dineiro e pessoas) deveria ser bom não so para aqueles que são fã mas tbm para quem nao conhece (acredito que o numero de bilheteria seria bem maior).
    Não sei pq, mas lendo a resenha me lembrei muito de MadMax, e acho que vou dar uma chance de assistir, quem sabe (ultimamente quando penso em ir ver um filme no cinema ele ja saiu de cartaz!–‘ )

  • Lili Aragão

    Oi Tamirez, foi através do trailer do filme que fiquei interessada nessa história e se assim como você eu gostar do filme, vou querer acompanhar a história nos livros. O Game passa longe de mim, nunca joguei ou conheço quem joga mas ouço falar que tem uma boa base de fãs. Pelo que li da resenha apesar de ter algumas quedas o filme é muito bom e já na minha meta pra assistir ;)

  • Marta Izabel

    Oi, Tamirez!
    Também não sou uma jogadora de games mais gostei muito do trailer do filme que tem muitas cenas de luta!! Fiquei bem interessada em assistir o filme! Gostei muito da indicação!
    Beijos

  • Rita de Cássia

    Não gosto desse jogo.
    E não li o livro.
    Tbm não me interessei pelo filme.
    Não faz muito a minha praia.
    Mas sei que tem muitas gente que curti.

  • Pamela Liu

    Oi Tami.
    Não joguei o jogo nem li os livros, então não conhecia nada da história rs
    Mas, mesmo após ler a sua resenha, não fiquei com vontade de ver o filme ou ler os livros. Não gosto muito de filmes que são só ação.
    Quem deve estar super feliz com adaptação para os cinemas são os fãs do jogo e dos livros =)

  • Thaynara Ribeiro

    Eu amo filmes que tem luta!!!
    Mas tenho um medinho de não entende ou não gostar por ser de um jogo. Ainda não estou convencida se vou ver o filme ou não.

  • Gabriela Souza

    Oi Tami. Eu já tinha lido a respeito de Assassin’s Creed e acho a história bem interessante, apesar de nunca ter jogado e lido os livros. Não pretendo ler, mas acho que não custa assistir o filme, que por sinal possui cenas bem interessantes de luta. Beijos