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A Bruxa de Blair – A sequência de um clássico

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Em 1999, The Blair Witch Project chocou o mundo com seu novo jeito de fazer filme de terror. Quando os estudantes de cinema Heather Donahue, Michael C. Williams e Joshua Leonard entraram na floresta Black Hills nas proximidades de Burkittsville para gravarem um documentário sobre a suposta lenda urbana, A Bruxa de Blair, ele jamais imaginaram que um filme de orçamento tão baixo (cerca de 35 mil dólares)  fosse fazer tanto sucesso como fez, gerando um ganho maior que 250 milhões de dólares.

O grande segredo desse sucesso foi a forma que o filme foi produzido e todo marketing responsável para parecer que toda aquela história fosse real. Antes das gravações, os atores receberam pequenas aulas de como mexer com a câmera e então foram levados por oito dias para a floresta onde tudo aconteceu, lá, os privaram de comida, sono e sem localização nenhuma, apenas uma bussola. Imagino o quão assustador foi para os atores filmarem tudo e talvez seja essa a essência do filme, afinal. Os sustos eram reais, tudo planejado pelos responsáveis da gravações.

Os produtores fecharam parcerias com sites bastante conhecidos para que os mesmos colocassem na ficha dos atores como “desaparecidos” para que tudo parecesse o mais real possível. O marketing do filme foi tão forte, que a polícia estadual de Maryland fez diversas buscas na área da floresta. A operação durou certa de dez dias e nela foram utilizados cães, helicópteros e uma grande equipe na busca dos três jovens.

Em 2000, o filme A Bruxa de Blair 2 – O livro das sombras foi lançado mas não repetiu o sucesso do seu antecessor. Custando 15 milhões de dólares, o filme só rendeu pouco mais de 47 milhões, pouco lucro se comparado ao primeiro filme.

Agora, 17 anos depois do lançamento do primeiro filme, eis que surge uma surpresa durante a Comic Con em San Diego. Em sua programação estava listado que seria apresentado o filme The Wood, mas na realidade foi apresentado A Bruxa de Blair – The Wood.

O novo enredo da história segue o que aconteceu no primeiro filme. James Donahue sempre esteve curioso sobre o paradeiro da irmã Heather, que nunca mais fora vista desde que entrou na floresta de Black Hills, para o documentário da Bruxa de Blair. Eis que uma pista surge, e ele se reúne com três amigos para ir até a assombrosa floresta, com a esperança de encontrar a irmã com vida. Por ser uma grande fã de filmes de terror, fui bastante animada assistir a sessão desse novo filme mas tentei não criar tantas expectativas para ver algo novo e surpreendente.

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Com algumas novas tecnologias, como um drone, temos uma maior visão de tudo o que está acontecendo com os jovens na floresta, mas tirando o fato de que o mundo se inovou muito em relação à filmagens de 1999 pra 2016, o filme segue o mesmo estilo do primeiro. Jovens, na floresta, perdendo a noção do tempo e alguns acontecimentos sinistros.

Claro, tomei alguns sustos durante o filme, a direção trabalhou bem o estilo found footage e pelo menos eu não cheguei a ficar tonta, apesar da constante correria dos atores. Por falar neles, não vi nenhum grande astro interpretando no filme, mas nenhum deles compromete o desenrolar da história. Achei The Wood um bom filme, mas com nada de muito inovador. Depois de tantos filmes do tipo e principalmente por ser uma continuação, todo mundo já sabe o que acontece quando um grupo de pessoas vai no meio da floresta Black Hills.

Provavelmente, esse será o último filme da franquia, e acredito que quem curtiu o primeiro filme deveria conferir para relembrar e até se despedir dessa histórica icônica do terror nos cinemas. E, se por acaso um novo filme vier, espero que os diretores compreendam que o público anseia por algo novo e não somente a mesma história contada da mesma forma somente por outros olhos.


FIQUE DE OLHO NO MÊS DO PESADELO

mesdopesadelo23

 

É resenhista do Resenhando Sonhos.
Nascida no interior Paulista, futura cientista da computação, se apaixonou por literatura quando conheceu o bruxo Harry Potter e o vampiro Edward Cullen. Adora ir no cinema e assistir séries em dias chuvosos.