A Cor de Coraline – Alexandre Rampazo

A Cor de Coraline é do autor Alexandre Rampazo e é um lançamento de 2017 da Rocco Pequenos Leitores.

Coraline se sente muito confusa quando Pedrinho lhe faz o seguinte pedido: Me empresta o lápis cor de pele? Dentro da cabeça da menina um mar de opções se abre e ela começa a tentar buscar respostas para essa pergunta, já que não sabe exatamente de que cor Pedrinho está falando.

De tom em tom Coraline viaja e pensa sobre as possibilidade, compartilhando seus pensamento e anseios com o leitor de forma simples e bela. Enquanto isso o menino espera sua resposta de forma atenta, aguardando a reação final da menina. Qual será a cor que Coraline vai entregar?


Minha Opinião

Que amorzinho! é a primeira coisa que eu tenho pra dizer sobre essa história. Eu tenho intercalado alguns quadrinhos, mangás e livros ilustrados entre as minhas leituras e assim que Coraline chegou por aqui eu já devorei. São pouco mais de 32 páginas contendo muitas ilustrações e pequenos blocos de texto, mas que contam uma linda história.

O debate sobre tom de pele e racismo é algo que está sempre em pauta. Qual é a cor da pele e como essa interpretação se forma na cabeça de uma criança foi uma forma muito especial e lúdica de abordar a temática. Alexandre Rampazo realmente acertou muito no tom.

Coraline vai especular das cores mais “óbvias” aquelas que não fariam muito sentido, mas que na cabeça da menina podem ter alguma explicação, afinal Pedrinho não definiu um parâmetro. Pele de quem? Dela, dele, de um personagem, de um animal? E, acho que algo que é o mais importante, importa mesmo descobrir qual é a resposta para essa pergunta? Será que existe uma cor certa?

Eu não sabia muito o que esperar mais fiquei apaixonada pela lógica e leveza da história. Certamente vou indicar a todo mundo que tem filhos pequenos para que essa seja uma história compartilhada na infância. Tenho certeza que a reação das crianças, seja de entendimento total, reflexão ou até discordância leve os pais a trabalhar o assunto da igualdade e do não preconceito de forma muito sadia, moldando jovens mais atentos ao tema desde o inicio.

Como a própria sinopse já diz, as cores não estão aqui para servirem de diferenciação e sim para colorir e deixar o mundo ainda mais belo. Talvez nem Pedro saiba a cor que ele pediu, talvez a que Coraline escolher não vai ser a que ele esperou, mas ao fim, não é realmente a cor que importa.

A Cor de Coraline é um livro ilustrado, curtinho, mas com uma mensagem muito bonita e importante se ser apresentada às crianças. Pros papais, mamães, irmãos, titios, titias, madrinhas e padrinhos, fica aqui uma ótima representação para dividir com o pequeno que encanta a sua vida. Você vai se divertir e ainda passar a frente uma mensagem tão legal e importante. Vamos todos viajar e encontrar significado junto com Coraline.

A COR DE CORALINE

Autor: Alexandre Rampazo

Editora: Rocco

Ano de publicação: 2017

Quantas cores cabem na pergunta “Me empresta o lápis cor de pele?”. Em A cor de Coraline, o ilustrador, designer gráfico e escritor Alexandre Rampazo passeia pelas inúmeras possibilidades contidas numa caixa de lápis de cor e na imaginação infantil a partir da pergunta de um colega para a pequena Coraline, e mostra que o mundo é mais colorido – e diverso – do que nos acostumamos a pensar.

É a criadora e autora do Resenhando Sonhos. Gaúcha do interior do Rio Grande do Sul, hoje mora na capital Porto Alegre e quer conhecer o mundo. Publicitária por formação, sonhadora por opção. É mal humorada e chata.
  • rudynalvacorreiasoares

    Tamirez!
    Amo livros infantis porque além de bem lúdicos, trazem grandes lições e não apenas para os pequenos, mas para todos nós, afinal, também podemos entender a lógica usada pela criança.
    Deve mesmo ser um livro fofo!
    Que sua semana seja repleta de luz e paz!
    “A amizade, depois da sabedoria, é a mais bela dádiva feita aos homens.” (François La Rochefoucauld)
    Cheirinhos
    Rudy
    TOP COMENTARISTA DE MAIO 3 livros, 3 ganhadores, participem.

  • Nina Novaes

    Oi Tami!
    Eu adoro livros que falam sobre representatividade e preconceito. Como estudei sociologia na faculdade, essas foram umas das temática que mais me interessaram. Encontrar na literatura, mesmo que infantil, livros que tratam desse assunto, me deixa muito feliz. O livro realmente parece um amorzinho e é muito bom ver esse tipo de narrativa sendo construída para crianças.

    beijos
    Psicose da Nina | Instagram
    Colunista no Estante Diagonal

  • Natália Costa

    Parece tão fofo! Gosto de livros infantis com esta pegada de reflexão! Tem muito adulto precisando deste livro…hahahaha

  • Que amor esse livro, achei bem fofo, e sem dúvidas pretendo conferir esta história, sem dúvidas o tema nos faz pensar e refletir sobre o assunto.

  • Isabela Carvalho

    Oi Tamirez ;)
    Que livro lindo *-* me apaixonei pela capa!
    Não leio esse tipo de livro normalmente, mas achei a mensagem tão linda que fiquei com muita vontade de ler!
    Bjos

  • Lara Caroline

    Olá Tamirez, tudo bem?
    Que gracinha de livro e que tapa na cara ao mesmo tempo. Adorei este jeito de abordar um assunto tão importante, e gostei do fato de as pessoas não terem sido coloridas ao longo dos quadrinhos, isso deixa um espaço super bacana para imaginação das crianças.
    Beijos

  • Carol

    Ai que sonho de livro! Entrou para minha wishlist! :) Antes de ler sua resenha já tava apaixonada pela capa, agora estou doida para ter um pra mim!

  • Gabriela Souza

    Oi Tami. Achei o livro um amor! Gosto de livros levinhos e esse realmente deve nos trazer uma mensagem muito linda sobre um tema importante. Quero saber que cor a Coraline entregou afinal hahaha Beijos

  • Bruna Prata

    Nunca tinha visto a classificação de lápis “cor de pele” por esse ângulo. Achei a proposta muito maravilhosa, tanto que fiquei curiosa.

  • Lais Luz

    Que livro amorzinho.
    Nunca tinha parado pra pensar no lápis cor de pele, agente só pensa em uma cor, sendo que exinte muitas de pele na vida real.

  • Amanda Barreiro

    Que lindo! Uma discussão tão “adulta” abordada com a inocência de uma criança… eu mesma me policio ao máximo pra não usar mais a expressão “cor de pele”. Na minha época de criança, cor de pele era sinônimo de bege. O engraçado é que eu mesma n me achava bege, e odiava pintar meus bonequinhos assim, sempre escolhia o rosa salmão, que eu achava mais parecido comigo, rs. Ainda bem que esse conceito está mudando!

    Beijos!

  • Marta Izabel

    Oi, Tamirez!!
    Que livro mais fofo!! Adorei as ilustrações dele !! Mesmo sendo voltado para crianças fiquei louca de vontade de ter um livro lindo desses!!
    Bjoss