Dica de Série – Colony

Colony é uma série de ficção científica produzida pelo canal norte americano USA, criada por Ryan CondalCarlton Cuse, co-criador da famosa série Lost. Foi ao ar em 14 de janeiro de 2016 e atualmente está em sua segunda temporada.

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A trama de Colony se passa em uma Los Angeles distópica dominada e controlada por forças alienígenas. A invasão dos Raps, como são chamados, aconteceu há quase um ano, e pelo que se sabe todas as grandes cidades do planeta foram isoladas por muros e são, desde então, controladas por eles. Ninguém tem permissão para sair da cidade e, os que tentam, são mortos pelos drones da patrulha militar extraterrestre. Até onde se sabe, tudo fora dos muros foi destruído e pessoas mortas. Já dentro das cidades muradas, os invasores selecionaram pessoas específicas para construir uma polícia humana aliada, sendo essa chamada de Terra Natal.

Os policiais da Terra Natal (que são conhecidos como Boinas Vermelhas) tem ordens para matar qualquer pessoa que tente se rebelar, fugir ou que esteja fora de casa após o toque de recolher, um sinal sonoro que é emitido todas as noites. Há controle de comida e muitas das lojas e bares são fechados. Ninguém sabe o que os alienígenas querem no planeta, nem porque isolaram as cidades. Tampouco, alguém da população os viu.

No centro da história, conhecemos uma pequena família, mas que vai desempenhar um papel muito importante dentro da serie. Nesta família temos Katie Bowman (Sarah Wayne Callies ), Will Bowman (Josh Holloway), Gracie (Isabella Crovetti-Cramp) e Bram (Alex Neustaedter).  Aparentemente eles vivem uma vida tranquila, mas na verdade, a família está bem instável após Charlie, o filho mais novo do casal ter ficado para fora dos muros durante a chegada. Will usa o sobrenome falso de Sulivan, já que era um agente especial do FBI antes dos Raps mudarem o mundo. Desde então, ele tem trabalhado em uma mecânica e busca meios clandestinos de sair da cidade e procurar o seu filho do lado de fora. É justamente em uma das tentativas de sair da cidade que ele é capturado pela Terra Natal e, após descoberto o seu verdadeiro nome e perfil de ex-agente, é recrutado pelo governo para trabalhar em uma força-tarefa.

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Will foi recrutado para caçar um grupo insurgente que recentemente assumiu um ataque que ocorreu em uma das saídas do muro. O grupo rebelde é conhecido como Gerônimo, e até agora ninguém sabe quantas pessoas estão envolvidas. Só o que sabem é que esse grupo rebelde tem conseguido se expandir e se não for controlado, em pouco tempo os Raps poderão perder o controle da cidade. Para Will, estar aliado ao governo pode não ser uma boa opção, mas talvez a única que poderá lhe conceder privilégios para conseguir sair da cidade e encontrar seu outro filho. Já para Katie, acabar com o grupo rebelde significa continuar vivendo sob comando dos invasores. Aqui nesse ponto vamos ter uma ruptura da trama, que para mim funcionou bem e me prendeu a atenção para continuar assistindo: enquanto Will se alia ao governo, Katie vai procurar e se aliar à resistência, e fornecer a eles informações privilegiadas sobre as operações da Terra Natal.

De início, quase desisti de ver a série. Tudo acontece muito rápido no primeiro episódio e parece ser uma história atropelada. Mas não é. Aos poucos, todas as peças vão se encaixando e a trama vai ficando mais envolvente. Os personagens, que em primeiro momento, pareciam deslocados e pouco críveis, passam a ter ações mais concretas e convincentes, e ao fim da trama, eu estava vivendo a mesma apreensão que os protagonistas. Talvez o que mais atrapalhou o meu gosto pela série no começo é que esse mundo invadido pelos alienígenas não é explicado logo de cara. Então, demora um tempo para o espectador se situar na história e compreender o que está ocorrendo.

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Como é de se esperar de uma distopia, há críticas políticas e ideológicas o tempo todo. Até mesmo a forma de como o grupo rebelde luta contra os invasores pode ser entendido como uma alusão perfeccionista de como os Estados Unidos reagiria caso fosse invadido por outro país ou força militar. Interessante notar também que os insurgentes não possuem um líder definido. O nome Gerônimo é relativo a todos, a qualquer um que acredita na reconquista do país e na queda dos alienígenas.

É uma série curta, com apenas 10 episódios, e há muitos pontos de vistas interessantes ocorrendo simultaneamente que somente assistindo é possível para compreender. Todas as peças são interligadas e nenhum personagem que aparece na trama está ali por acaso. Eu demorei um pouco para me atentar a isso, mas logo percebi que prestar atenção nos detalhes, símbolos, sinais e até mesmo nas falas dos personagens torna a experiência com a série ainda melhor. Um dos melhores momentos, inclusive, é quando Will pergunta ao seu superior, Alan Snyder, se ele já havia feito contato com os Raps. Alan responde com pesar que sim, e diz que “quando estamos diante deles, percebemos o quanto somos insignificantes perante ao Universo”.

E aí, já conhecia essa série distópica? Gostou da dica?

É colaborador do Resenhando Sonhos.
Catarinense, Publicitário formado pela UNOESC, apaixonado por sci-fi, distopias e suspense policial. Fã de Arquivo X e Supernatural, sonha um dia encontrar os aliens.