Dica de Série: The Last Ship

The Last Ship é uma série americana do canal TNT que entrou no ar em junho de 2014 e está atualmente em sua 5ª temporada. A história é baseada no livro de mesmo nome de William Brinkley, lançado em 1988 e a série é dirigida por Michael Bay.

Uma pandemia viral ataca o mundo e mata 80% da população global. Enquanto isso acontece em terra, o navio USS Nathan James está em missão e não tem conhecimento sobre o que está acontecendo. A bordo está a Drª. Rachel Scott, supostamente para fazer uma pesquisa em paralelo com a missão inicial, mas que posteriormente se prova muito mais do que isso.

A bordo da embarcação estão 218 americanos que servem à Marinha e quem está a frente da tripulação é o comandante Tom Chandler. Depois de 4 meses em alto mar eles são atacados e em busca de uma resposta ele confronta Rachel sobre o que está acontecendo. É só ai que ela revela sobre a Red Flu e a verdadeira missão: encontrar uma vacina. Porém, parece que há mais pessoas sabendo que eles podem ser os responsáveis pela imunização desse mal e estão dispostos a fazer o que for necessário para tomar esse poder dos Estados Unidos.

Tudo o que envolve conflitos de guerra, exércitos, marinha, espiões ou inteligência chama minha atenção, então quando vi que The Last Ship misturava três dessas coisas, a série foi automaticamente adicionada a minha playlist. Porém, preciso fazer uma confissão: o que foi definitivo pra mim foi ver que Eric Dane estava envolvido no projeto. Depois de sua saída de Grey’s Anatomy, onde viveu Mark Sloan e nosso eterno McSteamy, nunca mais tinha ouvido falar do ator e descobri-lo aqui foi o que deu o impulso que eu precisava.

A primeira temporada pode parecer um pouco parada em alguns momentos, mas a trama vai realmente aumentando seu desenvolvimento durante a passagem dos episódios, levando a sequências eletrizantes. Acho que de todos os âmbitos militares, a Marinha nunca foi o meu preferido, pois prefiro terra firme. Estar a bordo de um monstruoso navio que pesa toneladas, armado com misseis e alvo deles também, se confrontado com um inimigo, me soa assustador, porque vamos combinar, né? Não há pra onde fugir. Ou, como eles dizem, se “mata o pássaro no ar” (kill the bird), ou o dano pode ser fatal.

Aqui as mais diversas abordagens são feitas e é possível ver como a coisa não é tão unidimensional assim, proporcionando várias linhas de ação. A principal talvez é que não passamos todo o tempo em alto mar, há incursões à terra firme cada vez mais frequentes pois é preciso buscar algo ou confrontar alguém. Isso dá mais dinâmica para a história e não deixa a situação decair.

Essa é uma daquelas séries em que há momentos que tudo parece desandar, todo mundo vai ser morto, vai tudo fracassar e é ai que vemos o quanto acabamos envolvidos com o que está acontecendo. O mundo foi devastado pelo vírus. Não só as pessoas estão morrendo, como aquelas que vivem estão passando fome. Os governos, em sua maioria, caíram por terra, há uma desordem geral, o mundo virou terra de ninguém. E aqueles que sobreviveram e detém ainda poder, querem mais e mais pois veem uma oportunidade de explorar o momento ao seu favor.

Da segunda para a terceira temporada há uma mudança de foco e o mesmo volta a acontecer com a 4ª que foi exibida em 2017. Porém, não acho que isso prejudique a narrativa, já que o contexto geral permanece: onde há caos, há sempre algo novo surgindo para se tornar um problema ainda maior. Acho que essa nova temporada vai abordar um lado mais sombrio de um certo personagem que ainda não vimos, e estou ansiosa por isso.

Algo que me chamou a atenção desde o início é o senso de lealdade e honra. Mesmo com o governo em frangalhos e eles sendo um dos últimos braços militares dos Estados Unidos, não há sequer uma piscada de dúvida. Eles mantém seus postos e fazem o que lhes é ordenado. Mas há emoção e nela reside o medo e a incerteza de como estão suas famílias, já que estão há tanto tempo em longe e sem notícias. Acho muito legal como os episódios contrastam não só o problema político e social, mas também o emocional dos tripulantes.

Então, caso você goste de séries nesse estilo, The Last Ship é uma boa opção. As temporadas são curtas, com 13 episódios e é viciante e fácil de maratonar. E uma curiosidade é que várias das cenas são realmente gravadas em um navio “real/oficial”, o que deve ser muito legal, e para o espectador passa um total senso de verossimilhança. Não vejo muita gente falando sobre a série aqui no Brasil e por isso resolvi indicar, pois gosto bastante e acho que vale a pena dar uma chance ;)

É a criadora e autora do Resenhando Sonhos.
Gaúcha do interior do Rio Grande do Sul, hoje mora na capital Porto Alegre e quer conhecer o mundo.
Publicitária por formação, sonhadora por opção. É mal humorada e chata.