Divergente: Do livro ao filme

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Faz algum tempo que eu estou adianto esse post, porque queria estar bem focada na hora de escrever, porque tenho várias coisas para falar sobre o livro e adaptação cinematográfica. Confesso que quando esse livro virou bambambam e o filme foi anunciado eu fiquei bastante temerosa, pois automaticamente me remeteu a Jogos Vorazes, que é uma ótima trilogia/franquia. Eu acabei lendo o livro no início de abril, para poder ver o filme na sequência.

Divergente é uma distopia, Y.A. (young authors), que se passa em uma chicago futurista, pós guerra, onde para manter a ordem e a paz a população é dividida em cinco Facções, tendo cada, uma característica marcante e distinta, apontando assim sua função na comunidade. Beatrice Prior, a protagonista, foi criada na Abnegação, mas como todo jovem, ao completar 16 anos, passa por um teste para determinar sua verdadeira essência e apontar sua facção correta. O enredo do livro gira em torno do fato de que Beatrice teve um resultado inconclusivo no teste, sendo portanto uma Divergente. Os divergentes são temidos por parte do “governo”, pois são caracterizados como pessoas que não podem ser controladas. Com isso, Tris é orientada a se esconder em uma facção para sobreviver. Optando pela Audácia, a protagonista passa por muitos desafios para conseguir passar pelo treinamento e não virar uma sem-facção.

O livro da autora Veronica Roth foi publicado no Brasil pela Editora Rocco e já tem sua sequência com Insurgente e Convergente.

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A minha experiência com o livro foi ótima, li em uma tarde sem nenhuma dificuldade. Eu realmente curto esse tipo de história e portanto foi algo natural, e é óbvio que não será assim como todo mundo. Ao fim já estava louca pra ler a continuação, mas como ainda não tinha Insurgente, e queria ver o filme primeiro, parei por ai momentaneamente.

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O filme foi bombardeado logo de cara e eu fico muito irritada com isso. Ninguém pode julgar se o filme será bom ou não somente pelos atores escalados para o papel, mas foi isso que aconteceu com Divergente. A pobre Shailene Woodley foi bombardeada e sapateada como um saco de batatas. Sinceramente, ela não é nenhuma Jennifer Lawrence, mas também está bem longe de ser como a tonta da Kristen Stewart. Achei a atuação dela bem pontual no filme e não me decepcionei. O único problema é quando ela chora, dai a coisa fica feia.

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O que me chamou atenção: Eles apresentaram muito bem as facções, logo no inicio do filme de forma muito concisa. Kate Winslet está muito diva no seu papel e foi uma escolha perfeita. E, por incrível que possa parecer, as adaptações feitas ao longo do filme para encaixar as partes importantes foram muito bem feitas, como a parte da tirolesa, o encontro da Tris com a mãe e até mesmo o confronto final com o Quatro e a Jeanine (apesar de essa parte ter quase-quase decepcionado).

Os pontos fracos: A única ressalva que tenho com relação a Shailene Woodley é que na descrição física ela se parece muito pouco com a Beatrice do livro, que se vê com um corpo de criança, sem nenhuma graça. A atriz não é nenhuma Megan Fox, mas também não serve pra ter corpo de criança, como é possível ver logo nos posters, onde ela está muito bem torneada. Mas, talvez a maior decepção para mim foi o Eric. No livro ele é descrito como alguém com o rosto tapado de piercings, já no filme ele aparece de cara praticamente limpa. Senti falta da cena onde ela vislumbra os livros no quarto do irmão, que depois faz todo o sentido com a escolha que ele faz e também achei que a cena onde o pai dela morre não foi legal.

O filme não foi o sucesso que foi Jogos Vorazes por inúmeros motivos, e o principal deles foi o preconceito. Apesar de ser um livro para jovens, ele traz mensagens mais adultas e instrutivas, com lições sobre caráter e discriminação. Dei uma pesquisada e vi que a imprensa foi a que mais malhou o filme, dando 2.5 (me pergunto aqui, se se deram ao trabalho de ler o livro, ou o criticismo vem na onda dos outros), já os fãs parecem ter aprovado dando entre 4 e 4.5. Eu fiquei satisfeita e estou bem ansiosa por Insurgente, o qual pretendo ler em breve.

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Na futurística Chicago, quando a adolescente Beatrice (Shailene Woodley) completa 16 anos ela tem que escolher entre as diferentes facções que a cidade está dividida. Elas são cinco, e cada uma representa um valor diferente, como honestidade, generosidade, coragem e outros. Beatrice surpreende a todos e até a si mesma quando decide pela facção dos destemidos, escolhendo uma diferente da família, e tendo que abandonar o lar. Ao entrar para a Dauntless (Audácia), ela torna-se Tris e, vai enfrentar uma jornada para afastar seus medos e descobrir quem é de verdade. Além disso, Tris conhece Four, um rapaz mais experiente na facção que ela, e que consegue intrigá-la e encantá-la ao mesmo tempo.

 

É a criadora e autora do Resenhando Sonhos. Gaúcha do interior do Rio Grande do Sul, hoje mora na capital Porto Alegre e quer conhecer o mundo. Publicitária por formação, sonhadora por opção. É mal humorada e chata.