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#EspecialPoe – Eleonora

Eleonora é um conto escrito por Edgar Allan Poe e publicado pela primeira vez em 1841. A narrativa, dividida em duas partes, pode ser considerada uma das poucas que fogem daquilo que esperamos das obras do autor, embora a essência de sua escrita esteja presente.

Essa é uma história de amor. Em um primeiro momento o narrador conta sobre viver durante anos com a tia e a prima em um vale comum, e como esse vale foi ganhando características idílicas conforme os primos se apaixonavam. O paralelo entre a beleza do local e a da prima, agora sua esposa e grande amor, deixa clara a influência dos sentimentos na maneira como o jovem enxerga a vida e a própria existência.

Infelizmente Eleonora fica doente, mas não consegue partir sem antes ter certeza que o amor entre ela e o marido é maior que tudo. Neste ponto promessas são feitas, e a repercussão disso é o que compõe a segunda parte do conto. De maneira poética e romântica o autor fala sobre o amor e seus desdobramentos; fala sobre a dor da perda e de como isso impacta diretamente na nossa percepção acerca do mundo e de nós mesmos.

Achei a história linda, embora curta. É aquele tipo de texto que a gente deseja que se estenda, mas que mesmo assim fica contente quando termina porque o final toca e surpreende. Talvez esteja justamente no encerramento deste conto, de maneira mais clara, os traços da escrita de Poe. Este, aliás, ao escrever sobre o amor entre primos e sobre a dor da perda nesta história, levantou possibilidades de que a teria escrito em homenagem à Virginia Poe, sua prima e parceira de vida que faleceu em 1847 em decorrência de uma tuberculose – que apresentou seus indícios anos antes. Seria Eleonora uma espécie de desabafo antecipado sobre a morte iminente de seu grande amor?

Vocês já leram este conto? O que acharam do fato de ser uma história que foge um pouco dos padrões de escrita do autor? Conta aí nos comentários ;)

Uma leitora frenética e inquieta, apaixonada por histórias fantásticas e com uma tendência a se deliciar com romances água com açúcar. Viciada em fotografias e gatos, é uma apreciadora das pequenas coisas e costuma ver beleza até onde não há.