#EspecialPoe – Manuscrito Encontrado Numa Garrafa

Manuscrito Encontrado Numa Garrafa é um conto escrito por Edgar Allan Poe e publicado em 1833. Na época o autor ganhou $50 dólares de prêmio pelo “Baltimore Saturday Visitor”, em um momento em que se introduzia como um contador de histórias.

Narrado em primeira pessoa, acompanhamos o narrador que parte em uma viagem à bordo de uma embarcação. Em alto mar, porém, eles são surpreendidos por um furacão que acaba matando quase toda a tripulação, deixando vivos apenas ele e um velho sueco. Após dias vagando em noites intermináveis, eles se verão em apuros novamente quando se chocam com um outro navio, muito maior que o seu. O protagonista então muda de embarcação, porém não é visto ou notado por ninguém nela, tornando tudo uma situação assombrosa.

O tormento de não ter controle sobre a situação e vagar completamente a esmo norteia o cenário aqui construído. O mar pra mim sempre é um tópico assustador, pois acho uma situação muito perturbadora estar perdido na imensidão que pode ser um oceano, principalmente quando não há controle sobre para onde se está indo. Porém, atrelado a isso também temos outra coisa importante: a agonia de não se visto.

Quando o personagem muda de navio, sua visão sobre o que acontece começa a mudar também, afinal ele não sabe o que está acontecendo e se vê psicologicamente inclinado a buscar explicações racionais que não existem. E, talvez ao desistir exatamente disso, ele venha a sucumbir na totalidade de sua tragédia.

É um conto que gera bastante interpretação a começar pelo próprio nome, que é significativo para compreender o ponto de vista em que tudo é narrado ao leitor. Essa foi minha segundo leitura do conto e gostei mais que dá primeira vez. Aliás, como não sou uma fã do tipo de narrativa, minhas primeiras experiências com obras do Poe não foram muito boas, mas agora, dando uma segunda chance a alguns dos títulos, estou tendo percepções diferentes e mais abertas à obra.

E você, já leu ou conhece o conto? Conta ai nos comentários!

 

É a criadora e autora do Resenhando Sonhos. Gaúcha do interior do Rio Grande do Sul, hoje mora na capital Porto Alegre e quer conhecer o mundo. Publicitária por formação, sonhadora por opção. É mal humorada e chata.
  • Nathi

    Não li ainda, mas me deixou muito curiosa e aflita pelo conto. Histórias que acontecem em alto mar também me deixam um tanto agoniada, tanto que evito andar de navio e etc. Acho que terei a mesma aflição que tive quando li O velho e o mar do Hemingway. E, ainda por cima tem o fato de não ser visto, nossa, que perturbador, fiz uma referência direta ao filme Mãe!, nessa questão da invisibilidade.
    Entrou pra minha lista de próximas leituras :)

  • Thaynara Ribeiro

    Nunca li nada do Poe rsrs confesso que o me deixou curiosa recentemente foi estar assistindo uma série da Netflix onde o serial killer se inspira nos contos de Poe. Tentarei dr uma chance, mas como vc também não sou muito fã desse gênero

  • Natália Costa

    Este foi um dos primeiros contos que li do Poe, já preciso reler para refrescar a memória! hahahaha
    Estou adorando este especial, relembrar alguns favoritos e conhecer outros!

  • Karina Rocha

    Ainda não li nenhum conto, mas estou ansiosa para ler. Estou esperando chegar meu livro com os contos dele para começar a leitura!!

  • Gabriela Souza

    Oi, Tami! Minha experiencia com as obras do Poe também não foram muito boas inicialmente, mas tenho lido bastante comentários bons sobre alguns contos que ainda não tive a oportunidade de ler.
    Também acho bem perturbador ficar perdido no mar sem saber pra onde tu ta indo, mas fiquei bem curiosa para ler e entender o porque do protagonista não ser visto. Beijos

  • Kristine Albuquerque

    O #EspecialPoe está sendo uma oportunidade única de conhecer mais um pouco sobre a obra do autor, cada resenha acrescenta um motivo a mais que instiga a vontade em ler logo suas obras. :)

  • Thais M. Costa

    Esse especial dp Poe do seu canal esta show. Estou anotando pra ler todpa esses.contos dele em breve.