Inverno Negro – Stefano Sant’Anna

Inverno Negro é o primeiro livro em uma série do autor nacional Stefano Sant’Anna. O lançamento é de 2016 pela editora Empíreo.

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Sobre o livro

Leonan Albuquerque mora no Rio de Janeiro, tem 16 anos e vive com a mãe. Sua vida na escola não é das mais fáceis, ele é pobre, usa sempre as mesmas roupas e ainda por cima tem epilepsia. Mas ele também não é um garoto indefeso e acaba entrando em algumas disputas. Um dia, após um ataque epilético mais grave sua mãe é chamada, porém ela está estranha e ele logo vê que há algo errado.

Depois de chegarem em casa ela mantém o comportamento não muito usual, até que um homem adentra a casa e diz que vai levar Leonan embora para o seu verdadeiro lar. É ai que o garoto descobre que ele é na verdade de outro planeta e que em sua terra, Starlândia, ele é um príncipe e desapareceu a muitos anos.

“Existe uma profecia que fala sobre você. É a profecia mais famosa que existe.”

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Porém agora, quem está também desaparecido é o pai e ele precisa retornar para o seu lugar de direito e deixar a Terra pra trás. Seu reino está sendo ameaçado pelo vilão Tróvis, que invocou o Inverno Negro e quer tomar o poder e destruir a todos. Para que isso não aconteça o garoto precisa tomar o controle da sua própria vida e descobrir o mais rápido possível como as coisas funcionam nessa outra vida que lhe foi arrancada.

Minha Opinião

Vamos começar pelo que já salta ao primeiro olhar, a capa. Pra mim, que sou fã de fantasia nada melhor pra encantar o leitor do que visualizar a magia do mundo que vai adentrar logo de cara. A capa de Inverno Negro é muito bonita e as ilustrações são do Marcus Palla.

A fantasia nacional já tem bons nomes, mas eu estava com o pé atrás pois andei pegando algumas coisas bem fracas pra ler nesse campo ultimamente, e a premissa é aquele velho desenrolar que já vimos em vários outros livros: o garoto que não sabe que tem poderes, descobre que não pertence aquele local e precisa ir pra outro lugar/mundo pra ajudar a salvar alguma coisa. Mas, logo que comecei a ler, vi que a escrita do autor era bastante fluída e nas primeiras 50 páginas já estava completamente imersa na história.

Pra auxiliar Leonan dois personagem são inseridos. Pittson e Samyra são irmãos e são eles que acham Leonan logo que ele chega nesse outro planeta. Em seguida, conforme caminhamos pela história, é possível ver a riqueza do mundo que Stefano criou. Há uma magia, chamada de Éter e onde cada pessoa pode manifestar uma afinidade, podendo assim controlar algum elemento ou interferir com as coisas em outras formas.

“O Éter é a maior substância presente em Agnithi Vergo, este planeta. Quando a gente desprende a mente do primeiro plano, é possível sentir o que acontece no além-natural, que é a outra superfície. O poder do Éter sustenta todas as coisas desde quando o mundo foi criado. Você só precisa senti-lo e aprender a dominá-lo, por isso somos chamados de étereos.”

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Onde há magia quase tudo é possível e é ai que vemos as lendas, profecias, passagens secretas, criaturas e várias facetas que o planeta de Agnithi Vergo tem a nos apresentar. Algo muito interessante é que eles acham que o garoto veio do reino dos mortos, já que o tempo se passa diferente nos dois locais e mesmo a irmã do garoto e atual Rainha sendo mais nova, em Starlândia ela tem muito mais idade. A existência da Terra e de suas “peculiaridades” é as vezes mencionada por Leonan, mas ninguém parece entender do que ele está falando.

Há vários momentos nesse livro, portanto não ficamos caminhando lentamente apenas para alcançar um objetivo no final. Isso torna a história dinâmica e prende o leitor, pois sabemos que logo algo mais pode acontecer e redirecionar a história. Assim como há algumas reviravoltas e nem todos são o que parecem.

Mas algo me incomodou bastante e depois da terceira vez que aconteceu, ficou difícil de ignorar. O protagonista, toda vez que entra em disputa com alguém, causa alguma coisa ou libera alguma energia e acaba desmaiando. Na primeira e segunda vez passou batido, porque poderia ser um comportamento normal. Porém, ele desmaia em mais 2 ou 3 ocasiões e é sempre a mesma coisa: ele ficou desacordado por dias, está em outro lugar, cercado por pessoas e ninguém explica totalmente o que se passou. Assim, logo algo novo surge e seguimos em frente na história.

Ficou parecendo que houve uma preguiça de finalizar os arcos que foram criados. Nunca vemos uma cena de batalha ser concluída ou chegamos ao fim verdadeiro de um impasse e isso é bem frustrante. Se o autor de propõe a iniciar uma cena, tem que estar disposto a terminar e não tomar o caminho mais fácil, simplesmente apagando o protagonista e deixando o conflito pra lá, pra começar um novo problema. O artifício pode ser usado uma vez, mas não 4 ou 5. Além do fato que, temporalmente, o protagonista passa mais dias desacordado do que ativamente fazendo alguma coisa no livro.

Outra coisa que normalmente me incomoda nos livros que tem essa proposta do garoto que se descobre poderoso é que ele sempre vai com a maré, onde mandam ele ir ele vai, quando dizem que não podem explicar ele aceita. Leonan felizmente não é totalmente assim, ele é capaz de tomar algumas decisões e por vezes recebe as explicações necessárias pra seguir em frente, mas também é conduzido por uma fé cega em algo que ele nem sequer conhece ou entende.

Dito isso, acredito que a história daqui pra frente deve ter muito o que caminhar e se for aperfeiçoada, pode sim se tornar o que a capa propõe, como uma grande promessa para os fãs de fantasia.

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Leonan Albuquerque é um adolescente comum que morava com a mãe no Rio de Janeiro. Com sérios problemas para se socializar e sem amigos, Leo, além dos conflitos com a mãe, se sentia estranho e deslocado no meio dos garotos de sua idade. A vida era muito sem graça, até que Leo recebe a estranha visita de um guerreiro de outro mundo que revela a verdade: A vida de Leonan na Terra era uma grande mentira. Principalmente a sua família!

Sem saber o que fazer e a quem recorrer, Leo segue com o guerreiro para o planeta onde ambos pertencem. Lá, o garoto descobre que é de uma família real: ele é o herdeiro de Starlândia. E o rei, o seu verdadeiro pai, está desaparecido. A busca por respostas e pela verdadeira família faz com que o jovem enfrente perigos que exigirão mais do que ele esperava ser capaz de enfrentar.

 

É a criadora e autora do Resenhando Sonhos. Gaúcha do interior do Rio Grande do Sul, hoje mora na capital Porto Alegre e quer conhecer o mundo. Publicitária por formação, sonhadora por opção. É mal humorada e chata.
  • Daiele

    Tanto a capa quanto o titulo me chamam bastante a atenção. Eu tbm sou apaixonada por fantasia, mas confesso que nao tenho lido muito desse gênero nacional, e me deixa muito feliz quando vejo mais um livrinho nacional por ai.
    Gostei bastante dessa sinopse. Vc falou sobre ser o que ja temos bastante, do protagonista que nao é desse mundo e tbm nao sabe que tem poderes. Mas eu nao li nada assim, nao que eu me lembre agora, haha, e por isso acho que me deu mais vontade de ler…

  • Maria Fernanda Pinheiro

    A premissa do livro já me deixa animada, gosto de livros de fantasia e principalmente por ser nacional, também achei a capa linda, me intrigou mais ainda para descobrir esse universo, a narrativa do autor é um ponto que parece bom no livro, bem melhor quando nos envolvemos na leitura e no universo criado, mesmo a obra sendo um pouco clichê, também acho que alguns escritores preferem nao correr riscos em suas obras, não aprofundar algumas cenas.. e isso decepciona e muito nós, leitores

  • daniel bonfim duarte

    gosta mais de livros de ficção assim não gostei muito dessa história e confesso que tenho receio em ler livros nacionais achei a capa mediana mas o título eu gostei porem não vou comprar pois livros de fantasia não tenho muito interesse

  • Reinaldo José Nunes

    Eu não sou muito chegado em livros de fantasia, mas ultimamente estou indo bem contrário aos meus gostos de leitura hehe. Esse livro me chamou bastante atenção quando foi anunciado e tenho interesse em comprá-lo. Até troquei uma ideia com o Stefano sobre o livro, bem bacana.

    Uma coisa que me pareceu é que tem uma pegada forte de Harry Potter na história – o autor mesmo disse que é super fã da Saga – então penso que pode ser uma boa história.

    A parte ali onde você fala que ele desmaia várias vezes, me lembra várias cenas de Harry Potter. Não lembro quantas, mas Harry desmaia umas par de vez na saga também hehe (e as vezes é levado com a maré).

    Na verdade a premissa do livro já me é muito conhecida, já li outros livros que em essa estrutura, do jovem descobrir que é de outro lugar e tudo mais. Mesmo assim, acho que vale a pena a leitura.

  • camila rosa

    Oiiee, tudo bom?
    Sou apaixonada por fantasia, e que capa lindaaaaaaa, o livro parece ser legal, confesso que ao ler que o protagonista desmaia ao liberar alguma magia, confesso que detesto quando os personagens desmaiam assim, mas por ser nacional, pretendo dar uma chance, quem sabe eu acabe gostando do li em si.
    Beijos *-*

  • Matheus Nunes

    Parece um pouco clichê; tem a famosa “Jornada do héroi”, o que me deixa um pouco sem vontade de ler. A única coisa que me faria ler o livro seria o fato de ser nacional.