Jogando Xadrez com os Anjos – Fabiane Ribeiro

Jogando Xadrez com os Anjos foi escrito por Fabiane Ribeiro, uma médica veterinária apaixonada pelos animais e pelas palavras, que no ano de 2012 nos presenteou com uma história encantadora pela editora Universo dos Livros.

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SOBRE O LIVRO:

“Jogando xadrez com os anjos é uma história sobre… bem… sobre… sobre tudo o que você já perdeu ou ainda vai encontrar.”

Em meio ao caos em que a Inglaterra foi deixada após a 2ª Grande Guerra vivia uma garotinha chamada Anny, e apesar de ser parte deste cenário, ela nunca teve contato com o mundo além dos muros da grande casa onde vivia com os pais Cindy e Jefferson. Apesar de darem à filha todo o conforto, os pais de Anny passavam a maior parte dos dias viajando e só podiam dar amor e carinho a menina aos sábados. Por que? Anny nunca soube, apenas sabia que era sobre um trabalho, o qual ela era “pequena demais para entender”.

Em um certo sábado Anny ficou o dia todo em sua pequena cadeirinha esperando pelos pais, no entanto, eles pareciam demorar uma eternidade. Quando chegaram, não houve espaço ou tempo para as comemorações, estavam ali apenas para entregar à Anny a notícia que mais entristeceria seu pequeno coração: eles não voltariam no sábado seguinte.

Anny sempre soube que o trabalho dos pais exigia muito tempo deles, mas jamais sonhou com algo tão assustador. Eles viriam vê-la apenas uma vez por ano, quando a neve caísse, e diferente de como havia sido até aquele momento, ela não passaria mais os dias em sua linda casa ou em seu quarto de brinquedos, mas sim, com uma nova família. Apesar da tristeza, Anny prometeu ao pai que seria forte e esperaria por eles com todo o amor que houvesse em seu coração.

“É divertido observar uma criança brincando. As crianças vivem em seu mundinho próprio e o veem como algo sério, dotado de muito sentido. Sorrimos para elas. As crianças conseguem aceitar nossos sorrisos. Se zombamos delas, porém, elas fogem de nós e não hesitam em se esconder. Como adultos, há muito perdemos a chave que abre as portas da beleza desse mundo infantil. Podemos observá-lo à distância, sentir a alegria e a atmosfera de aventura que fluem tão espontaneamente da imaginação da criança, mas não podemos entrar nesse mundo. Nós o perdemos para sempre. Já estivemos nele um dia, mas, ao longo do caminho da vida, perdemos a chave para abrir as portas desse mundo.”

Deixando para trás todos os seus brinquedos e conforto, Anny partiu levando apenas Tiara (seu pequeno bichinho de pelúcia) e o tabuleiro de xadrez de cristal que ganhara do pai. Ao longo de vários anos, foi assim que a pequena Anny viveu, e é claro que não era da forma que ela esperava ou estava acostumada, mas não havia do que reclamar, afinal a vida lhe deu vários amigos novos, cada um com suas peculiaridades e mistérios.

E, acima de tudo, ela tinha o seu próprio reino, para onde era transportada todas as noites quando adormecia, onde tudo era mágico e trazia a paz ao seu coração enquanto sua longa espera pelo dia em que viveria junto dos pais para sempre.

MINHA OPINIÃO:

Tudo se tornou simplesmente maravilhoso ao longo da leitura. A forma como somos levados a enxergar o mundo, e não só ele, mas a vida de cada ser como um todo é emocionante. Apesar de ser muito pequena quando começamos a acompanhar sua história, Anny sempre foi dona de um coração enorme, gentil e incapaz de sentir mágoa de quem quer que fosse, por qualquer motivo.

Apesar de o tempo passar depressa após o primeiro ano da narrativa e da personagem se distanciar cada vez mais de sua infância, em momento algum ela perde o brilho e a inocência em seu modo de ver o mundo e a cada um. Seu amadurecimento, ao contrário, apenas a torna cada vez mais generosa e sensível, algo que para nós e quase impossível. Anny, assim como todo o aspecto em que a narrativa é contada, se tornam uma grande “lição” a todos que estejam abertos a ouvi-la.

“Não há tarefa mais difícil que compreender a nós mesmos.”

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Talvez uma das lições mais importantes que Anny nos ensina é a esperar das pessoas apenas aquilo que são capazes de nos oferecer, sem julgá-las ou condená-las por isso. Afinal, talvez, seja assim que descobriremos a beleza em cada cantinho delas, mesmo que esta esteja escondida fora da superfície.

Ao não esperar nada da vida ou de qualquer pessoa que fosse, Anny aprendeu uma importante lição, a partir da qual ela foi capaz de superar todas as barreiras que lhe foram impostas e continuar a crescer tão feliz quanto uma criança, ela aprendeu que não devemos tentar controlar o tempo, ou nos anteciparmos diante nossas vidas, afinal:

“A maravilha da vida é que não sabemos o que vai acontecer conosco, tudo pode mudar.”

E foi o que realmente aconteceu.

Tinha uma experiência maravilhosa lendo esse livro e experimente várias emoções. São 400 páginas para se emocionar com a escrita da autora e se encantar com a história e o olhar da pequena Anny sobre as coisas. Recentemente a autora anunciou a continuação, Dançando com as borboletas, e eu não vejo a hora de continuar a ler sobre essa jornada, com uma narrativa sensível e comovente.

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1947, Inglaterra.

A Europa encontra-se devastada pelos efeitos da Segunda Guerra Mundial, assim como coração da menina Anny, que é abandonada pelos pais e entregue a uma família que a maltrata diariamente.Tendo que conviver como escrava, passando fome e sem poder sair de sua nova casa, Anny conhece um vizinho misterioso que lhe ensina sobre o mundo lá fora. Em pouco tempo, ele se torna muito mais do que um companheiro para jogar xadrez, transformando-se em um fiel amigo para o seu coração sofrido.Para buscar conforto, todas as noites ela viaja para um mundo de fantasia em que as peças do seu tabuleiro de xadrez ganham vida trazendo conforto, esperança e fé.Mesmo passando por muitas dificuldades, Anny mostrará neste romance delicado, envolvente e emocionante que a felicidade está presente em detalhes tão sutis que só mesmo um anjo seria capaz de revelar.

É resenhista do Resenhando Sonhos.
Estudante de Direito, 20 anos, mineira, mora em Belo Horizonte e ama o universo literário.

  • Daiele

    Nossa, que sinopse incrivel! Fiquei extremamente curiosa so de ler essa resenha, e bem emocionada tbm, haha. O titulo tbm é muito chamativo, que ja esse livro pra ler, ja to amando!

    • Ana Luiza Oliveira

      Oi Daiele!
      Foi uma experiência incomum viu, nunca chorei tanto lendo um livro shaushas, a Anny é a pessoinha que todos deveriam ter dentro de si. Que bom que você se sentiu inspirada a ler, espero que aproveite.
      Beeeeijo

      • Daiele

        Acabei de comprar esse livro, hahahaha
        esta por 7,00 na Amazon, mas por algum motivo eu vou demorar para receber, mas o importante é que ja comprei e to doida para ler, ainda mais agora que vc disse que é de chorar muito <3

      • Daiele

        Olá!
        Queria só dizer que já li o livro. E preciso de agradecer Ana, pq definitivamente foi o melhor livro que ja li ate hoje, graças a sua indicação, obrigada!
        beijos <3

  • ADRIANA HOLANDA TAVARES

    Poxa que linda essa história, adorei o modo como coloca-se a inocência e amabilidade que as crianças tem. Mas senti falta em sua resenha de descrever um pouco mais a ideia do mundo de xadrez para onde ela se transportava quando sonhava (é isso?) Ficou para mim um título lindo, e só o entendi na sinopse que tem no final aqui da resenha. Acredito que o fato de você ter se emocionado tanto com a leitura nos trouxe essa sensação de querer ler o livro ansiosamente.

    • Ana Luiza Oliveira

      Oi Adriana!
      Infelizmente, eu não posso dizer nada sobre o mundo xadrez, qualquer detalhe e toda a sua descoberta iria para o espaço :/ mas confie em mim, tenho certeza de que você vai gostar de descobrir por você mesma! Fico feliz de ter te empolgado a querer saber da história, espero que você volte logo logo para me contar o que achou e como foi a experiência!
      Beeeijo

  • Ester Aquis

    Guerra? Falou em guerra é comigo mesmo
    Agora bota criança e guerra juntos… Tou ferrada!
    Só pelo que você falou sei que se eu ler vou acabar chorando em cada uma dessas 400 paginas! PKK
    E essa capa? Tinha visto outra, mais amarelinha e com uma criança de uns cinco anos

    • Ana Luiza Oliveira

      Oi Ester!
      Entaaaaão, também fiquei um pouco confusa com a capa .-. hahaha
      Mas essa é a faixa de idade mesmo.. Bom, quanto a guerra, como eu disse, ela vive no mundinho dela, a guerra terminou recentemente mas aparentemente a Anny não foi afetada por ela, pelo menos, não da forma convencional. Espero que você aproveite a leitura e volte pra me contar!
      Beeeeijo

  • Matheus Nunes

    Assim como a maioria dos livros da Segunda Guerra Mundial, esse parece triste. Ainda nāo superei o Diário de Anne Frank, chorei litros com ele e já me imagino chorando com esse também.

    • Ana Luiza Oliveira

      Olá Matheus!
      Apesar de a narrativa ter esse cenário, a Anny não participa dele, e ele não é muito mencionado. Pode embarcar sem preocupações quanto a isso. Mas se prepare para se emocionar de uma forma diferente!
      Espero que você aproveite a leitura, volta depois pra me contar o que achou, é a melhor parte de estar aqui >< hahaha
      Beeeeijo

  • mluizari

    Oi..
    Nossa quando eu li lá em cima que o livro se passava na segunda guerra mundial já pensei deve ser um daqueles livros que vai fazer a gente se emocionar.
    Mais pelo que vi pelo seus comentário e uma livro que vai mostra mais que isso . Provelmente se eu pegar este livro pra ler vou chorar muito mais também dar muita risada pois quando uma história e mostrada pelo ponto de vista de uma criança sempre ter partes mais leves o livros.
    Fui procurar para compra mais quando.eu vi o.preço quase cai pra trás 35 reais achei caro mais quando entra na promoção vou compra e ler.
    Bjos e até

    • Ana Luiza Oliveira

      Olá! Tenta dar uma olhadinha se consegue ele em e-book por um precinho melhor. Eu não sei se já tem disponível porque particularmente não curto muito ler sem ser no livro físico mesmo :/ Quanto a se emocionar, vá preparada para isso! Hahaha. Você vai encontrar momentos felizes também, mas a Anny não teve muito tempo de agir ou pensar como uma criança então não sei o que te dizer, melhor tu descobrir sozinha! Hahahaha.
      Boa leitura, até!
      Beeeeijo

  • Mariana Ogawa

    nossa quando eu comecei lendo a resenha dizendo que era na 2º guerra eu achei: mais um livro sobre guerra? mas pelo jeito eu me enganei, é um livro mais de reflexão sobre a vida do que qualquer outra coisa. fiquei super curiosa para conhecer a narrativa da autora, que pelo que você descreve é super envolvente
    mas acho q vou esperar sair a continuação

    • Ana Luiza Oliveira

      Oi Mariana!
      É isso. Não só reflexão, talvez por não ser algo forçado, mas sim por existir todo um contexto que te dê realmente, vontade de refletir. A escrita da autora sem dúvida contribui muito para que isso aconteça, além é claro do enredo em si. Quando li, não sabia que seria uma continuação mas também já estou ansiosa.

      Quando tiver lido, volta pra me contar o que achou!
      Beeeeijo

  • Naiara Fidelis

    Eu lembro que quando a autora lançou o livro eu fiquei muito curiosa para lê-lo, porém não tive oportunidade.

    Porém, confesso que havia me esquecido sobre o que a história se tratava e lendo a resenha fiquei mais curiosa ainda.

    Não sabia que ia vim uma continuação, eu achava que o livro era único.

    • Ana Luiza Oliveira

      Oi Naiara!
      Eu também não sabia que teria uma continuação mas já estou super ansiosa.
      Espero que você embarque logo nessa história. Volta pra me contar o que achou!
      Beeeeijo

  • Thaina Nunes da Silva

    Oi , quando a sinopse cita o fato de ter uma guerra , eu ja desanimei um pouco , não sou grande fã de drama , mas lendo esse post percebi que a historia é mais que uma guerra , e sim é uma historia cheia de reflexão e aprendizado , gostei da dica .

  • Nicolas Braga

    Que comovente!!! Meu Deus, preciso ler esse livro!

  • Fernanda Rodrigues Mendonça

    A sua resenha pareceu transportar a candura que o livro parece ser, entende? Eu fiquei com vontade de ler, apesar de não ser muito meu estilo…Mas eu preciso saber: é dada uma resposta satisfatoria pro sumiço dos pais? hahahaha