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Livros motivacionais – Você acredita neles?

Livros motivacionais e de auto ajuda são gêneros que costumam fazer muito sucesso e que ocupam uma fatia gorda do mercado editorial em todo o planeta. Quando acertam no tema e na maneira de abordar o assunto, os autores acabam por fazer muito barulho e ganhar posições nas listas de mais vendidos. Mas será que eles realmente funcionam?

Em alguns casos, sim. E em outros, não. Eu era uma grande avessa ao estilo, mas percebi que tudo depende da forma como é abordada e do tipo de livro. Propostas de passo a passo ou que apelam para o lado mais emotivo, não funcionam comigo. Já aquelas mais lógicas, que trazem opções de como lidar com a situação, ao invés de me apresentar um caminho pronto, tendem a surtir um melhor efeito em mim.

Fora isso, é importante levar em consideração um fator que às vezes fica de lado: esses livros ajudam pessoas que não conseguem falar sobre o assunto, seja pela falta de dinheiro ou pela impossibilidade psicológica mesmo. Com a psicologia e a psiquiatria ainda sendo encaradas como tabus, de difícil acesso e, principalmente, caras, muita gente que sofre com depressão acaba tentando se ajudar primeiramente com as palavras de apoio que encontra na literatura. Eles se tornam mais do que apenas um passatempo ou uma maneira de o leitor conhecer um tema desconhecido. E, como indicam estudos brasileiros,o número de suicidas no país passa dos 11 mil casos ao ano. Sendo um mal dos tempos modernos, quanto mais acesso a ajuda essas pessoas possam conseguir, seja do tratamento médico ou do contato com um livro que pode vir a auxiliar, se torna algo importante.

Em Alucinadamente Feliz, Jenny Lawson fala sobre sua já difundida teoria das colheres, onde explica sobre limites diários, como lidar com problemas e pessoas para tentar viver bem, apesar da depressão. O livro tem ajudado muita gente a lidar com um problema tão sério. Um dos maiores sucessos editoriais dos últimos tempos é Como fazer amigos e influenciar pessoas. Dale Carnegie explica as diferenças entre relacionamentos pessoais e de trabalho, tenta fazer com que a pessoa consiga lidar com seus limites, e, ao mesmo tempo potencial profissional. Não é uma fórmula mágica, mas funciona de verdade.

O livro O poder do pensamento positivo, de Norman Vincent Peale, quando foi lançado, foi questionado por vários teólogos e psicólogos, mas hoje já encontra aceitação, inclusive com estudos que afirmam a veracidade desta premissa.  Ter uma postura otimista pode fazer a diferença, não apenas no campo pessoal, mas na família e na sua comunidade. Já em A sutil arte de ligar o foda-se, único dos mencionados que eu li, mas responsável por parte da minha mudança na hora de olhar para livros nesse estilo, o autor Mark Manson tenta apresentar uma realidade mais crua sobre o quanto as coisas dependem de você para acontecer. O livro está entre os mais vendidos do país desde o seu lançamento.

Nem todos gostam desta literatura, mas é importante compreender o quanto ela pode ser fundamental na vida de algumas pessoas. Nem todo livro serve para todo mundo, talvez o leitor ainda não tenha encontrado o certo. E todo conhecimento é válido, até para se saber o que não fazer, por exemplo. Eu, como uma ex inimiga do gênero, hoje penso que há sempre alguém que pode ter um apoio em livros assim e isso deve valer para alguma coisa, certo?

O próximo no estilo que pretendo ler é O ano em que eu disse sim, da Shonda Rhimes, e estou torcendo para ter boas coisas a dizer. E você, qual é a sua experiência com o gênero?

É a criadora e autora do Resenhando Sonhos.
Gaúcha do interior do Rio Grande do Sul, hoje mora na capital Porto Alegre e quer conhecer o mundo.
Publicitária por formação, sonhadora por opção. É mal humorada e chata.