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Maze Runner: A Cura Mortal (2018) | Crítica

O terceiro e último filme da saga Maze Runner, baseado nos livros (de mesmo nome) do escritor James Dashner, chega aos cinemas com a proposta de ter muito mais ação do que seus antecessores. E isso se confirma na tela – até demais.

Reencontramos os ex-clareanos tentando resgatar Minho (Ki Hong Lee), que no último filme foi levado pelo CRUEL. O plano parece ser insano (e não é o único ao longo da trama). Eles precisam parar um trem que está a caminho da Última Cidade (centro de operações do CRUEL e o único local ainda a salvo do Fulgor – vírus que vem transformando as pessoas em zumbis) e sequestrar o vagão no qual o amigo está preso. Saltos, tiros, explosões, gritaria e, claro, muita correria marcam não só a sequência citada, mas o filme como um todo. É preciso muito fôlego e coração para suportar tanta ação e suspense.

Enquanto Thomas (Dylan O’Brien) está decidido a salvar o maior número de pessoas possível e recomeçar a vida em um novo lugar, a Dra. Ava Paige (Patricia Clarkson), seu fiel escudeiro Jason (Aidan Gillen) e Teresa (Kaya Scodelario) seguem obcecados com a ideia de conseguir a cura para o Fulgor. Considerando a construção que vinha sendo feita da personagem Ava desde o primeiro filme, era de se esperar que ela seria a grande vilã dessa história.

Contudo, por causa do roteiro, a Dra. Paige está extremamente apagada na trama e quem realmente acaba se sobressaindo é o eterno Mindinho, de Game of Thrones. E o chamo assim porque infelizmente Aidan não consegue realizar uma performance que nos faça esquecer do ardiloso dono de bordel de Westeros. Suas expressões, gestos e jeito de falar relembram demais esse marcante personagem e a forma como a história é conduzida não prepara o terreno para consolidá-lo como um ser tão cruel.

Inclusive, grande parte da empatia que eu tinha pelos personagens acabou se perdendo ao longo do filme, de maneira que não senti significativo impacto diante da perda de alguns deles pelo caminho. Para não ser leviana, considero que Brenda (Rosa Salazar) merece crédito. Não só a atuação de Rosa é muito boa, como Brenda se mostra uma personagem importante, na qual acabamos nos apegando, e cujas motivações e convicções conseguimos entender.

Por um lado, os cenários e o uso dos efeitos especiais colaboram muito com o filme e transmitem a beleza, a grandeza e aquela sensação de “isso parece real” que os ambientes em que se passa a história tanto pedem. Por outro, as incoerências do roteiro (com suas falhas e a ausência de um aprofundamento maior e explicações sobre esse universo) estragam bastante a experiência.

Confesso que não cheguei a ler os livros, mas o primeiro filme da saga me chamou atenção e decidi colocar a série na minha lista de leituras a serem feitas. Realmente me parecia uma história promissora e digna de ser acompanhada nas páginas e nas telas. Contudo, o segundo filme já havia me desapontado e A Cura Mortal fecha a trama, ao menos para mim, sem o menor impacto ou emoção. É apenas mais do mesmo.

THE POST: MAZE RUNNER: A CURA MORTAL

Diretor: Wes Ball

Elenco: Dylan O’Brien, Ki Hong Lee, Kaya Scodelario e mais

Ano de lançamento: 2018

No terceiro filme da saga, Thomas (Dylan O’ Brien) embarca em uma missão para encontrar a cura para uma doença mortal e descobre que os planos da C.R.U.E.L podem trazer consequências catastróficas para a humanidade. Agora, ele tem que decidir se vai se entregar para a C.R.U.E.L e confiar na promessa da organização de que esse será seu último experimento.

Jornalista, catarinense com muito orgulho e apaixonada por literatura e cinema. Sonha em poder viajar pelo mundo um dia e conseguir viver daquilo que ama: falar sobre livros, filmes e séries.