Maze Runner: quando os filmes são melhores que os livros

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Todo leitor sonha em ver seus livros preferidos transformados em filmes ou séries e, ao mesmo tempo, teme que a adaptação não seja fiel ou decepcione. Ao longo dos anos, depois de muito ficar feliz com grandes adaptações e também ficar furiosa por filmes completamente diferentes, aprendi que a palavra ADAPTAÇÃO serve exatamente pra alertar a todo leitor de que o filme pode não ser tão fiel. E sim, por mais doloroso que as vezes possa ser, é preciso aceitar e aprender a apreciar um bom filme, mesmo que ele não seja igual a história que você se apaixonou.

E até ano passado digo pra vocês que acredito nunca ter me deparado com um filme derivado de um livro que fosse melhor que a obra escrita. Até o dia em que eu entrei no cinema para assistir Maze Runner – Correr ou Morrer.

Em 2014 eu comecei a ler a trilogia Maze Runner por saber que o filme iria sair em setembro, porém acabei lendo apenas o primeiro livro e só terminei Prova de fogo e Cura Mortal em 2015. Se você já viu minha resenha de Correr ou Morrer, sabe que eu gostei do livro, mas várias coisas me decepcionaram, e foram esses detalhes que fizeram a diferença na hora que fui ver o filme.

Pela primeira vez na minha vida de leitora posso dizer de boca cheia que o filme superou o livro. Duas vezes.

Com o primeiro livro, foi a retirada das partes chatas, dos detalhes repetitivos, das coisas mal explicadas e é claro, um “amadurecimento” da trama desenvolvida por James Dashner. Sei que muita gente achou o filme muito diferente, eu achei bastante fiel, porém refinando, absorvendo somente as coisas boas. Tudo aquilo que me incomodou imensamente no livro foi retirado, e o filme que tinha tudo pra ser fraco, se tornou interessante e levou muitos jovens a quererem ler a trilogia.

Agora em 2015 o segundo filme foi lançado e como pra mim o segundo livro foi o mais fraco e decepcionante, não fui assistir com muitas expectativas. Mas veja só, o diretor Wes Ball me deu mais um tapa na cara e trouxe um filme que abandona praticamente 80% do livro juvenil e mal atado de James Dashner, e apresenta um filme mais maduro, tanto em produção como em desenvolvimento de história.

Maze Runner – Prova de Fogo tem muito suspense e deixa muitos filmes de terror no chão, com a quantidade de sustos que dá no espectador. Eu saltei da cadeira varias vezes, mas apesar da tensão também é capaz de causar algumas risadas em bons momentos. E é claro, faz jus ao nome da saga e bota o pessoal pra correr, aliás, tudo o que eles não correram no primeiro filme, correrão no segundo.

Achei a adaptação mais adulta também, o que é importante para conquistar o público que não deriva dos livros. Outra coisa que me chamou a atenção foi o fato de que, lendo os livros, eu nunca visualizei os “infectados” como zumbis, e no filme isso se torna muito claro e ajuda a explicar o quão devastado está o mundo e o quão sério esse vírus é, sendo capaz de transformar seres humanos em parte do seu próprio organismo vivo.

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Eu sou suspeita pra falar, já que adooooro o Dylan O’Brien e já acompanho ele em Teen Wolf, mas acho que ele está muito bem no papel e se saiu ótimo no segundo filme. Eu só não consigo engolir a Teresa. Que personagem bem mala gente, sério. E é aqui que entra minha torcida por um terceiro filme que também se distancie bastante dos livros, para que tenhamos desfechos diferentes para alguns personagens, incluindo ela.

É nessas horas, quando o filme surpreende, que vemos a importância de algumas adaptações na hora de compor a versão cinematográfica. Já que quando o autor escreve, talvez o que ele imagine não seja exatamente possível de realizar de forma coerente no cinema, para que o espectador entenda. Em Maze Runner, por exemplo, seria muito difícil se fazer explicar como Thomas e Teresa conseguem conversar telepaticamente. Se no livro já não ficou claro, imagine trazer essa controversa informação sem todo um background explicando? Ia dar ruim.

Felizmente aqui tivemos sorte, e vimos a história criada por Dashner ter um desdobramento feliz e promissor nas telonas. Para o terceiro filme, espero que a boa qualidade do roteiro, produção e atuação dos atores continue e que o capítulo a encerrar essa trama seja ainda melhor do que os dois que já foram contados.

E não me entendam mal, às vezes eu fico super irritada com as mudanças feitas no roteiro e acho que se a história é redondinha, não há necessidade de mudança. Porém com Maze Runner foi ao contrário e fiquei feliz em ver os ajustes feitos engrandecendo a obra.

 

É a criadora e autora do Resenhando Sonhos.
Gaúcha do interior do Rio Grande do Sul, hoje mora na capital Porto Alegre e quer conhecer o mundo.
Publicitária por formação, sonhadora por opção. É mal humorada e chata.
  • Jessica Lira

    Confesso que nunca li ou vi os filmes Maze Runner, mas deu até vontade de ler!!
    Parabéns pelo blog!!
    Beijos, Tamirez :)

  • Socorro, amei seu layout *-*
    Não li Maze Runner ainda, mas gostei demais de ambos os filmes. Aconteceu algo semelhante quando vi Em Chamas, da saga de Jogos Vorazes. Não achei que foi melhor do que o livro, mas ficou à altura (e isso já diz muito).
    Não engulo a Teresa também. E me assustei muito com o segundo filme… meu Deus! rs
    Sobre seu comentário no meu post do Jardim das Tulherias, não conheço nada em Porto Alegre, mas com certeza quando tiver oportunidade vou querer ir no Parque da Redençao ^^

    Um beijo!

    • Obrigada <3
      Sim, é muito bom quando o filme consegue surpreender e deixar o leitor feliz.
      A Teresa é uma personagem que olha, dá vontade de sacudir. Muito susto né? hahah, dei pulos no cinema.

      Vá sim, a Redenção é muito bonita :D

      Beeijo

  • Tami pior que nem sei o que comentar…
    Eu não sei se sou uma chance pra leitura. Assisti o filme sem saber da existência dos livros, e me decepcionei com o filme.. Achei parado demais, não desenvolvia a história só começou a ficar interessante perto do final.. e o final ? Ah que final? ahuhauhauhuahuahua Disseram que o segundo está bom e quero assistir..

    Os fãs sempre falam que vale a pena dar uma chance pra leitura..
    http://www.saidaminhalente.com

    • Olha Clay, tem gente que adora os livros e não curtiu os filmes exatamente pelas modificações feitas neles. Eu tive a sorte de ser ao contrário. Eu achei os livros ok e nos filmes vi tudo o que me incomodou sendo retirado, portanto gostei bastante.

      O segundo filme tem mais ação que o primeiro, portanto é mais acelerado e como a gente já conhece o cenário, não é preciso perder tempo com muitas explicações.

      Beeijo