#Medo 31: Pictures – S.L. Allred

Pictures é um curta de terror de 2015 dirigido por S. L. Allred.

Durante a reforma do apartamento uma mulher começa a receber mensagens em seu celular, com imagens que aparentemente não fazem sentido algum. Em pouco tempo ela percebe que cada foto está contando para ela o que vai acontecer em seguida, e quanto mais mensagens ela recebe, mais fica claro que as coisas vão dar muito errado.

Há quem goste do som de notificação de mensagens recebidas, e durante alguns minutos está é toda a trilha sonora que este curta nos apresenta. Não há diálogos aqui e a protagonista tenta carregar em sua expressão facial pouco efusiva toda a carga de tensão que o filme deveria passar para quem assiste. A ambientação é clara e fria e o excesso de azul pode causar um distanciamento que só não é maior do que a tentativa falha de fazer terror utilizando uma  pré tensão através das fotos. Poderia ter funcionado, a ideia é interessante, mas talvez os oito minutos do filme não sejam suficientes para aterrorizar. Na verdade não ficou claro se o objetivo aqui era este de fato.

Talvez o conjunto da obra não tenha me agradado. Talvez eu tenha imaginado que, como sou peso leve no que diz respeito a terror, qualquer coisa me assusta e por isso tenha ido com altas expectativas. Talvez eu associe terror a uma ambientação mais dark, menos clean, menos minimalista. Talvez eu esperasse que um curta que se utiliza basicamente de imagens para causar tensão me mostrasse pelo menos uma protagonista com uma expressão facial capaz de me convencer, mas ela não fez isso. Então esse acabou sendo um curta extremamente tranquilo de assistir, sem medo, sem tensão, sem a sensação de que algo viria puxar meu pé de noite. Há uma surpresinha e somente isso fez valer a pena eu ter assistido. Espero que, para vocês, a experiência seja pior… No melhor sentido, claro.

 

Uma leitora frenética e inquieta, apaixonada por histórias fantásticas e com uma tendência a se deliciar com romances água com açúcar. Viciada em fotografias e gatos, é uma apreciadora das pequenas coisas e costuma ver beleza até onde não há.