#Medo 31: The Whistler – Bryce James McGuire

The Whistler é um curta de terror lançado em 2013 e dirigido por Bryce James McGuire

A rotina de um casal em seu apartamento é perturbada com o aparecimento de um pássaro morto. Poderia ser algo sem importância, caso o medo demonstrado pela esposa não tivesse despertado no marido uma necessidade imatura de fazer piada com isso, pregando peças e fazendo a tensão aumentar. Até que ela descobre que nem tudo era uma brincadeira dele… O medo que ela estava sentindo se transforma em terror, e a realidade no pior dos pesadelos.

McGuire tem como cenário um apartamento pequeno e nele um casal vivendo cotidianidades, no vídeo é tudo normal e mudando, e a trilha sonora é estabelecida através de diálogos e de barulhos que de tão comuns passam despercebidos a princípio: o vento, a agua que cai da torneira, a porta de um armário que bate… Os sons que vem das piadas sem graça que o marido faz para provocar a esposa quando descobre algo que lhe causa tensão. E é nesse cenário que o comum se transforma, e em pouco tempo que a gente vai sentindo o frio subindo pela espinha. O básico aqui deixa uma sensação de que o terror é factível. O corriqueiro neste curta deixa  impressão de que não devemos olhar por cima do ombro neste exato momento. A sugestão do que está acontecendo, ao invés da utilização de cenas objetivas, é o arremate final perfeito. Em seis minutos a gente descobre o que é tensão.

Eu costumo me assustar fácil, por isso fujo de terror com todas as minhas forças. Mas ficar com medo em menos de cinco minutos simplesmente assistindo a dinâmica de um casal em torno do aparecimento de um pássaro morto definitivamente me surpreendeu. Acho que mais do que medo, esse curta deixa uma tensão no ar e uma sensação estranhamente persecutória. Confesso que o final, previsível em parte, me deixou confusa ao pensar nos motivos do toque quase ‘carinhoso’, e do ‘presente’ deixado para a protagonista. Seria este um curta de terror com um toque pseudo romântico ou é apenas o meu subconsciente tentando minimizar o fato de que eu realmente fiquei assustada? Terminei de assistir e imediatamente fiz uma analogia com meus gatos. Isso não foi nada legal. Eu definitivamente não gosto de terror, mas adoraria saber o que vocês acharam deste curta. E se, assim como eu, ficaram olhando para trás com uma frequência perturbadora.

 

 

Uma leitora frenética e inquieta, apaixonada por histórias fantásticas e com uma tendência a se deliciar com romances água com açúcar. Viciada em fotografias e gatos, é uma apreciadora das pequenas coisas e costuma ver beleza até onde não há.