#Medo31: The Moonlight Man (2016) – Danny Donahue

The Moonlight Man é um curta-metragem feito por Danny Donahue em 2016.

Neste curta acompanhamos uma mulher caminhando à noite no que parece ser um estacionamento local, em direção ao seu carro. Enquanto se dirige à ele, observa que do outro lado da rua há alguém a observando. A estranha pessoa – ou seja lá o que for a criatura – possui garras longas e uma postura curvada, porém é irreconhecível na sombra. Assustada, a mulher corre para o seu carro e, no frenesi de abrir a porta, deixa as chaves cair no chão. Olhando mais uma vez para trás para ver se não estava sendo seguida, ela se abaixa para pegar as chaves, mas elas já não estão mais lá. Muito menos a criatura estranha que vira momentos antes. Ou pelo menos é isso que ela imagina.

Com aproximadamente dos minutos e quarenta de duração, esta pequena história tenta nos criar medo através de uma criatura estranha que se parece um ser humano, mas com características animalescas e movimentos hábeis o suficiente para não causar ruido e sumir e aparecer em qualquer lugar sem ao menos despertar a atenção de suas vítimas. A ambientação também colabora para a imersão na trama, já que se passa em um estacionamento vazio, iluminado por fracas luzes de postes e, principalmente, com uma vitima sozinha “dando sopa”. A trilha sonora consegue criar um ar de tensão conforme a trama vai caminhando para os seus momentos finais e a atriz que interpreta a vítima conduz muito bem a sua personagem, transparecendo mesmo estar horrorizada.

Assim como no curta anterior, não senti nenhum pingo de medo neste. Porém, não vou dizer que, em uma situação real, o que a personagem vivencia de fato causaria pânico e porque não, medo real. Imaginar que uma criatura estranha está seguindo você não deve ser nada legal. Para o curta gerar medo, entretanto, acredito que faltou alguns elementos à mais. Um deles seria uma ampliação do tempo de ação. Segundo que falta mais gatilhos que gerem ansiedade, incômodo e até mesmo repulsa. Mesmo quando há o grande ato, não parece haver um perigo real acontecendo (falta gritos, desespero, coisas do tipo). A ideia é boa, porém, precisava ser melhor desenvolvida.

É colaborador do Resenhando Sonhos.
Catarinense, Publicitário formado pela UNOESC, apaixonado por sci-fi, distopias e suspense policial. Fã de Arquivo X e Supernatural, sonha um dia encontrar os aliens.