Nove regras a ignorar antes de se apaixonar – Sarah MacLean

Nove Regras a Ignorar Antes de Se Apaixonar é o primeiro livro da trilogia Os Números do Amor da autora Sarah MacLean. Publicado no Brasil pela Editora Arqueiro em 2016.

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Sobre o Livro

Callie tem 28 anos, debutou há dez, mas continua solteira. Apesar de sua boa posição social, ela está longe de pertencer ao padrão de beleza da época, sendo considerada como sem graça e desinteressante. Ao se dar conta, então, que ter crescido presa às regras sociais não trouxe à ela nenhum benefício, apenas amarras, ela decide criar uma lista de condutas que gostaria de quebrar a fim de se divertir, já que arranjar um marido aparentemente não acontecerá mesmo, e manter sua reputação não lhe trará nenhuma vantagem.

“Deu uma risadinha. Se os outros soubessem que Lady Calpúrnia Hartwell, uma solteirona respeitável e bem comportada, guardava pensamentos profundos e certemante impróprios para uma dama a respeito de heróis fictícios… Suspirou de novo, dessa vez com tristeza. Tinha total consciência de como era boba, sonhando com os protagonistas de seus livros. Era um hábito terrível, e que ela escondia havia tempo de mais.”

Ao mesmo tempo, o marquês de Ralston descobre ter uma meia-irmã – Juliana -, filha de sua mãe, que abandonou a família quando ele e o irmão gêmeo eram ainda crianças, partindo para sempre o coração deles e do pai de ambos. Como Juliana não pertence à nobreza, como os irmãos, e precisará ser apresentado à sociedade, Gabriel precisa encontrar alguém de boa reputação que esteja disposta a orientar Juliana e garantir que ela não seja rejeitada por conta de sua posição social inferior. E é nesse momento que Callie e Gabriel acabam descobrindo que podem fazer um trato, capaz de mudar para sempre seus próprios destinos.


Minha Opinião

Livros de época sempre trazem uma visão diferenciada do mundo. Pra nós que vivemos na atualidade, mergulhar no século XIX, com todas as mudanças de comportamento da sociedade é realmente fascinante. Muitas das coisas que vemos acontecer com os personagens são parte ainda presente da nossa realidade, principalmente em alguns casos de amor, mas a mudança de cenário para algo mais galante e diferente é o charme desse tipo de livro.

“Ela recostou a cabeça na poltrona de espadar alto e, inspirando fundo, inalou o agradável aroma de livros há muito amados e revisitados, imaginando-se a heroína daquela história em particular…”

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Créditos da foto: Mademoiselle Loves Books

É comum em romances de época encontrarmos protagonistas que são à frente de seu tempo, em diversos aspectos, mas esse não é o caso de  Callie. Ela também não é a beldade com rosto em formado de coração, pele cremosa e lábios cheios, características que definem a beleza da mulher desta época. Mas ela é submissa, como manda a regra. Também é muito passiva e certinha, como se espera de uma donzela. Entretanto, Callie chegou em um momento da vida em que ter esse tipo de qualidade acaba se tornando um problema, e isso precisa ser resolvido já. Ela quer quebrar as regras impostas pela sociedade e mandar às favas os padrões preestabelecidos, e é  super engraçado acompanhar a protagonista na realização de atividades que são consideradas normais ou rotineiras para os homens – mas escandalosas e impraticáveis para as mulheres.

Aqui também temos Gabriel, o típico aristocrata  que esconde por baixo de uma armadura anti relacionamentos  e de lenços bem passados com coletes combinando, uma personalidade ousada e carinhosa.  Ele não nega que ama sua família e faz de tudo para proteger os que estão ao seu redor, e quando percebe que precisa encontrar uma maneira de apresentar sua meio irmã à sociedade, se dispõe a tudo para que isso aconteça da melhor maneira possível Mesmo que para isso ele precise ajudar uma Lady a cometer os maiores crimes contra a honra e os bons costumes. Afinal, aonde já se viu uma dama fumar charutos, usar calças masculinas ou ir a um clube de cavalheiros para jogar cartas? Pensando que Callie se colocaria em risco demais ao fazer tudo isso sozinha – e temendo que ela seja desonrada publicamente e assim não possa mais ajudá-lo com a irmã – ele decide acompanhá-la, tudo isso de maneira sigilosa, claro. E é a partir desse ponto que a relação entre eles vai se estreitando cada vez mais.

“– Tentei esquecer aquele beijo… e o passeio de carruagem… e o clube de esgrima… mas a senhorita parece ter se instalado… na minha memória.”

Os personagens são pra mim o prato cheio desse livro. Eles são cativantes e encantam o leitor com facilidade. É fácil criar um laço com eles e compreender pelo que estão passando, mesmo que as regras para as coisas sejam bem diferentes e especialmente porque era uma época mais rígida e impositiva. Mas como o próprio título já diz, essa é uma história que vai brincar um pouco com quebrar as regras e inspirar o leitor a buscar esse conceito dentro da sua própria realidade. Se for para ser feliz, alguns ajustes aqui e ali podem ser feitos.

“O amor não é unilateral e egoísta. É pleno e generoso, e modifica a vida da melhor maneira possível. O amor não destrói, Gabriel. Ele cria.”

Temos momentos intercalados focados em Callie e em Gabriel e a escrita é fluída e rápida de ler. Há também algo que contribui bastante, que são os momentos de divertimento que a trama proporciona. Há cenas apaixonantes e também calorosas entre os personagens, e o leitor tem entretenimento garantido. Não encontrei erros na edição e achei essa capa muito bonita.

Nove regras a ignorar antes de se apaixonar é um livro que eu recomendo para quem já é fã de romances de época, mas também acho super válido para quem quer começar a se aventurar por esse gênero. Callie pode ser uma boa condutora,  principalmente se você estiver disposta a se divertir com ela enquanto quebra algumas regrinhas.

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NOVE REGRAS A IGNORAR ANTES DE SE APAIXONAR

Autor: Sarah MacLean

Editora: Arqueiro

Ano de publicação: 2016

A sonhadora Calpúrnia Hartwell sempre fez tudo exatamente como se espera de uma dama. Ainda assim, dez anos depois de ser apresentada à sociedade, ela continua solteira e assistindo sentada enquanto as jovens se divertem nos bailes. Callie trocaria qualquer coisa por uma vida de prazeres. E por que não se arriscar se, aos 28 anos, ela já passou da idade de procurar o príncipe encantado, nunca foi uma beldade e sua reputação já não lhe fará a menor diferença? Sem nada a perder, a moça resolve listar as nove regras sociais que mais deseja quebrar, como beijar alguém apaixonadamente, fumar charuto, beber uísque, jogar em um clube para cavalheiros e dançar todas as músicas de um baile. E depois começa a quebrá-las de fato. Mas desafiar as convenções pode ser muito mais interessante em boa companhia, principalmente se for uma que saiba tudo sobre quebrar regras. E quem melhor que Gabriel St. John, o marquês de Ralston, para acompanhá-la? Afinal, além de charmoso e devastadoramente lindo, ele é um dos mais notórios libertinos de Londres. Contudo, passar tanto tempo na companhia dele pode ser perigoso. Há anos Callie sonha com Gabriel e, se não tiver cuidado, pode acabar quebrando a regra mais importante de todas – a que diz que aqueles que buscam o prazer não devem se apaixonar perdidamente.

É colaboradora do Resenhado sonhos
Carioca, escorpiana e futura contadora.
Amante de séries e livros, que nunca consegue ler ou assistir o suficiente.
  • Alison de Jesus

    Apesar da capa ser horrível me encantei pela trama,assim que li a resenha me lembrei de A Minha Sexlist que possui um certo grau de semelhança com o livro acima (porém um pouco mais hot e ambientado nos dias atuais) e que é um dos meus preferidos,por isso vou dar uma chance a este.Beijos.

  • Daiele

    Bom, na minha opinião é que os romances de época, que de início eu amava tanto, estão ficando bem clichês. Todos eles se parecem a mesma historia, apenas com nomes de personagens diferentes. É bem comum encontrar uma mocinha com a personalidade das Callie e um mocinho parecido com o Gabriel em livros de época. Mas, eu não me canso de ler esse gênero, isso quando o autor não se esquece que está no seculo passado, pois é tão gostoso ler os costumes de se vestir, de se portar, de falar, e todo o resto.

  • Lili Aragão

    Oi Fernanda, se o livro é de época eu já li ou pretendo ler rsr, e no caso desse livro eu li e amei. O que me atrai nos romances de época é que existe amor e final feliz haha, mesmo quando as histórias são clichês me encantam, tenho lido muitos romances de época e de várias autoras e épocas diferentes e não me sinto saturada, ainda consigo ver muita “novidade” nas histórias. Concordo contigo que os problemas apresentados antigamente ainda existem hoje e o que muda é o cenário e as experiências, hoje temos mais informação do que antigamente, o que nos facilita. Eu amei a capa e a história desse livro, achei lindo e que vale muito a pena ;)

  • Lara Caroline

    Oi Fernanda!
    Ando meio desapontada com os romances de época, pois todos estão seguindo sempre o mesmo roteiro. Entretanto me interessei pela premissa deste livro, achei que ele pode ter uma pegada diferente e me fez ter vontade de ler. Adorei a resenha e com certeza quero conferir essa estória.
    Beijos

  • Anne

    Nunca li nada dela, mas eu sempre tive vontade. É porque não tive boas experiências com romances de época. A capa é linda, por sinal. Eu amo me interessar e amar os personagens, quando você não tem conexão com eles, não adianta, a leitura não é fluida, então é sempre bom se identificar com os problemas deles. Beijos Fe!!

  • Marta Izabel

    Oi, Fernanda!!
    Adoro romances de época!! É como fã já estou louca para começar a ler esse livro!! Sei que esse livro faz parte de uma trilogia e que o segundo livro já saiu!! Amei a resenha!! Espero ler ainda esse ano esse livro maravilhoso!!
    Beijoss

  • Bruna Prata

    Estou me encantando cada vez mais por esses livros de época. Ainda não li nada da Sarah, mas as obras dela estão se tornando cada vez mais os queridinhos dos booktubers. Por mais que seja clichê, é sempre bom dá uma lida de vez em quando.

  • Gislaine Lopes

    Oi Fernanda,
    Eu ando protelando muito para iniciar a leitura de romances de época, pois tinha uma certa ressalva com relação a escrita das autoras deste gênero. Mas pelas diversas resenhas que já li de livros com esta temática, a escrita é o que mais tem agradado os leitores. Esta série Os números do amor, já está na minha lista de leituras e espero não demorar muito a realizá-la.
    Este segundo volume, trás uma protagonista que acho que tem tudo a ver com as preocupações da época, principalmente, com relação ao estado civil, já que casar cedo era praticamente lei no século XIX. Ver ela ter que lidar com as regras da sociedade deve ser interessante e bem divertido!!