O Corcunda de Notre Dame – Victor Hugo

O Corcunda de Notre Dame foi publicado pela primeira vez em 1831 e é o primeiro romance de Victor Hugo. Vivenciado no lindo cenário de uma Paris gótica, acabou sendo mais tarde transformado em diversas adaptações cinematográficas, literárias e teatrais. Foi trazido ao Brasil em edição da Zahar em 2015 e traduzido por Jorge Bastos.

plano de fundo

SOBRE O LIVRO:

Narrado no ano de 1482, em uma Paris consideravelmente sombria pelas aparências, habitantes e acontecimentos, somos levados a vivenciar uma trama cheia de surpresas e/ou decepções.

Abandonado nas escadarias da catedral quando ainda era bebê, Quasímodo foi “adotado” por Claude Frollo, o arqui diácono mais respeitado de toda a cidade. A feiura e a deformidade da criança comoveram o padre a ponto de fazer com que o sacerdote criasse aquela pequena criatura como se fosse seu.

O enredo baseia-se na vida de nosso estranho sineiro de Notre Dame, uma das maiores catedrais de Paris, e sua vida pacata onde todos os dias Quasímodo apenas cumpre seus afazeres dentro da catedral sem jamais ter a permissão de sair às ruas.

Das janelas mais altas de Notre Dame, Quasímodo observa uma bela cigana dançar na praça da cidade. É Esmeralda, capaz de encantar todos os homens e vadios da cidade, aquela que faz com que nosso j0vem sineiro saia de seu precioso abrigo para viver aventuras jamais sonhadas.

“Conservada em sua forma singular, a alma permanece intacta.”

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MINHA OPINIÃO:

É importante observar o fato de que acima de qualquer outro personagem, a protagonista da história é a catedral de Notre Dame, assim como todas as ruas e vielas de Paris com as quais Victor Hugo demonstra uma grande admiração e encanto. Engana-se quem pensa que somente Quasímodo é a peça chave, quando na verdade ele apenas nos leva pelo rumo ao qual devemos seguir, e que possivelmente não daremos tanta atenção num primeiro momento.

Acredito que pela época em que foi escrita não seja uma narrativa tão fluida ou de fácil leitura, mas vale ser levado por cada linha, cada verso difícil ou capítulo longo. A obra do autor tem um valor que transcende os anos em que foi escrita e segue encantando muitas pessoas.

“Os grandes acontecimentos têm consequências incalculáveis.”

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A força das imagens ao longo dos capítulos nos traz com toda intensidade sensações similares às dos personagens fazendo com que fiquemos cada vez mais imersos na narrativa, não só por sua beleza mas pela força que têm.

Em edição de páginas amareladas e fofura irresistível da coleção dos clássicos relançados pela editora Zahar, fui convencida a vivenciar uma história a qual conhecia somente pela linda animação da Disney, o que no início foi um problema para quem iniciou a leitura esperando uma narrativa cheia de encantos e belas histórias. No entanto, engana-se quem espera que esta seja uma história feliz, e espere que o autor vá cutucar algumas feridas e causar algumas reflexões. Seus mais profundos sentimentos virão, com certeza, à tona.

“Um caolho é bem mais incompleto do que um cego, pois sabe o que lhe falta.”

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Capa

Quer se encantar?

A adaptação cinematográfica e romantizada dos Estúdios Walt Disney foi lançada pela primeira vez em 28 de junho de 1996, e conquistou tanto adultos quanto crianças de todas as idades.

Na Paris do século XV, a cigana Esmeralda dança em frente à catedral de Notre Dame. Diante da beleza da jovem, curvam-se o poeta Pierre Gringoire, o arquidiácono Claude Frollo, o disforme sineiro Quasímodo e o capitão Phoebus de Châteaupers.

 

 

É resenhista do Resenhando Sonhos.
Estudante de Direito, 20 anos, mineira, mora em Belo Horizonte e ama o universo literário.