O Teste – Joelle Charboneau

O Teste é o primeiro livro de uma trilogia de mesmo nome e foi escrito por Joelle Charboneau. Foi lançado aqui no Brasil pela editora Única em 2014.

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SOBRE O LIVRO

Há centenas de anos, o mundo quase foi destruído por completo. O ser humano se tornou uma praga possessiva e raivosa e diversas guerras foram travadas em nome do poder. Sangue foi derramado, vidas foram tiradas, recursos naturais destruídos. O ar e a água foram contaminados e a vida que restou passou por profundas modificações. A Comunidade das Nações Unidas é uma das poucas nações do mundo que tenta se reerguer das cinzas do mundo anterior.

A colônia de Cinco Lagos é uma das poucas áreas da nação onde a vida parece ter voltado a seguir um curso normal. As plantas e animais ali foram pouco afetados pela destruição, sendo um promissor laboratório de pesquisas genéticas. Malencia Vale – ou Cia – é uma das moradoras dessa comunidade e acompanha os trabalhos de seu pai, um cientista genético formado na Universidade de Tosu City. A cidade é a capital da nação e é o único lugar que apresenta tecnologia mais desenvolvida.

“Talvez seja a primeira regra que eu vá aprender como adulta: que nem sempre você pode conseguir o que quer.”

Todos os anos, os melhores e recém-formados alunos das escolas de todas as colônias são selecionados para realizarem o Teste, uma prova que permitirá que eles ingressem na universidade e decidirem o seu futuro, podendo ajudar na reconstrução do mundo. Malencia deseja muito cursar uma universidade e ser alguém importante na sua comunidade, a exemplo de seu pai, um cientista genético. Quando ela é selecionada, seu pai lhe revela alguns segredos: o Teste é um método perigoso e ela precisará tomar muito cuidado, pois sua vida pode estar em risco.

Assustada e desconfiada das revelações que seu pai lhe fez, Cia partirá para a capital e descobrirá que o Teste esconde muito mais segredos, e que eles podem ser até mortais. Entre a dúvida e a razão, a jovem aprenderá que confiar não é uma boa estratégia e que se quiser sobreviver, precisará entrar no jogo e ser a melhor em todas as suas escolhas.

MINHA OPINIÃO

O Teste não é a primeira distopia que leio, então já conheço bem esse universo pós-apocalíptico. Mesmo assim, decidi ler o livro pois fiquei bastante intrigado com a premissa da história: uma prova de conhecimentos científicos e lógicos que visa selecionar as mentes mais inteligentes para comandar o país. E o mais interessante, os jovens dessa distopia desejam participar do Teste. Geralmente em outras distopias que li, a população é obrigada a se submeter aos métodos do governo. Mas aqui, parece que todo mundo concorda com eles. Bom, até alguém realizar o Teste e descobrir a verdadeira história por trás dele.

“Mordo meu lábio para evitar que ele trema quanto os trompetes e os tambores tomam uma melodia de marcha. Meus olhos ficam embaçados com lágrimas não derramadas, me cegando por um momento com a entrada deles, que logo serão meus ex-colegas.”

Malencia Vale é a protagonista da história e mora na Colônia Cinco Lagos. É uma das colônias mais promissoras pois foi pouco afetada pelos Sete Estágios da Guerra que quase devastou o mundo todo. Ela é uma aluna dedicada e inteligente, sagaz e observadora. Compreende várias áreas de conhecimento e faz de tudo para ser selecionada para o Teste. Ela vê em seu pai o exemplo, já que ele é um formado no Teste e hoje trabalha na colônia desenvolvendo plantas geneticamente alteradas e saudáveis. Ela não deseja apenas ser uma boa candidata, ela quer ser a melhor candidata do teste. Seu única vulnerabilidade é a paixonite que tem em relação a Thomas, um garoto de sua classe com quem ela sonha se casar. Perto dele, a personagem questiona o que sabe e o que sente, e sente-se menos segura de suas decisões.

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Uma vez selecionada para o Teste, o candidato é obrigado a ir. Não há recusa, nem desculpa para desistência. O governo chama e o candidato deve servi-lo. Cia é selecionada e vai para o Teste, mas pela primeira vez está amedrontada com o que virá pela frente. Poucos minutos antes de ir, seu pai lhe revela que tem constantes fragmentos de lembranças de quando realizou a prova, e eles não são nem um pouco agradáveis. Pela primeira vez ela começa a confrontar tudo o que sabe sobre esse método de seleção. A protagonista só estava avistando a ponta do iceberg. Havia muito mais segredos a serem descobertos, e muitos deles colocarão sua vida em grande risco. Cia começa a se questionar: e se ela não passar no Teste, o que vai acontecer? E os que foram para o Teste e não passaram, onde estariam agora? O que o governo esconde da população?

O Teste tem uma narrativa pouco fluida, pois a autora dispara grandes quantidades de informações sobre as escolhas, ações e pensamentos dos personagens. O universo distópico é bem complexo e é necessário contextualizar todas as partes: desde os animais que sofreram mutações até a escassez de recursos naturais. A história é contada sob o ponto de vista da personagem principal e criamos uma empatia com ela logo nas primeiras 50 páginas. A sua forma de pensar é instigante e envolvente. Mas por vezes, toma algumas decisões que contradizem o que ela é.

“Um arrepio passa por minha espinha. Não sei em que acreditar. Acreditar que os sonhos do meu pai são mais do que sonhos é impensável. Amanhã eu parto para Tosu City. No final de semana, vou começar o Teste. Recusar é traição e tudo o que isso implica. Quero gritar, berrar, mas só posso ficar parada tremendo.”

O livro rompe paradigmas ao trazer à tona um tema muito atual: o empoderamento feminino. As personagens femininas estão cada vez mais presentes e compondo o papel de heroína nas histórias. Cada vez mais são retratadas como personagens de personalidade forte e inteligente, e não indefesas e fracas, dependentes de um personagem masculino para conduzir a história. Se fosse escrita há uns 10 anos atrás, provavelmente esta história teria um personagem masculino, devido ao histórico da sociedade.

Além disso, o gênero distópico abordado no livro é uma excelente forma de realizar críticas sociais. Houve tempos em que imaginávamos o futuro como sendo promissor, pacifista e tecnologicamente avançado. Porém, com as evidências atuais, não é muito difícil imaginar um futuro onde o mundo será corrompido, destruído e desestabilizado. Um mundo onde o ser humano matará a qualquer custo, onde a tecnologia contaminará rios, mares, terra e ar. Um futuro onde o que sobrou da humanidade tenta se reerguer e reparar os danos causados. Enquanto estava lendo, ficava impressionado em ver como a autora induzia diversas perguntas: Até onde a sociedade irá com tantas guerras? Qual o preço a se pagar quando milhões de vidas forem destruídas e só restarem escombros? O que somos capazes de fazer para evitar que os erros do passado voltem a nos afetar? Não é apenas uma história de ficção. Serve de alerta sobre o futuro negativo que podemos construir com nossas ações.  Conforme diz o filósofo Žižek, “eles sabem o que fazem e ainda assim o fazem“.

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O Teste também parece uma representação ao sistema de ensino que possuímos. Todos os anos, milhares de alunos em todo o mundo se dedicam a estudar para prestarem uma prova que ditará o rumo de suas vidas: o vestibular. É uma competição de “vida ou morte”, pois, ou você é selecionado e vai pra universidade, ou você não é selecionado e terá de esperar uma nova oportunidade de tentar. Além disso, o mercado de trabalho busca por profissionais inteligente e que tenham algo de novo a oferecer a sociedade. No mundo da Malencia, somente os mais espertos e inteligente irão sobreviver para reconstruir o mundo.

“Enquanto tomamos café da manhã, estudamos a página de Illinois no livro de mapas de Tomas. Por mais que a maioria das cidades, vilarejos e estradas tenha sido devorada pela guerra e pelo tempo, torcemos para que pelo menos alguns dos lagos e rios tenham permanecido.”

13326831A edição está bem agradável, as folhas são amareladas e o livro vem com marcador na capa traseira. Falando na capa, ela contém uma simbologia muito forte e que durante a leitura é possível compreender o seu significado. Além disso, fiquei pasmo em saber que a capa original é essa da foto ao lado. Se o livro tivesse sido publicado com essa capa, dificilmente eu teria sentido interesse em conhecer a história, pois vamos falar a verdade: é muito feia! Felizmente, a capa foi alterada e ficou linda. Ah, um detalhe bem interessante, olhando de frente na capa não vemos nada de mais. Porém, conforme viramos ela um pouco de lado e contra a luz, é possível ver números escondidos na imagem. Achei isso muito bacana, a ideia de ocultar segredos já logo na capa!

Tive três contrapontos que me incomodaram durante a leitura:

1) A história nos dá fragmentos do que houve no passado, da chamada Sete Estágios da Guerra. Não há aprofundamento dessa guerra, como começou, como terminou, etc. Só o que é explicado é que o Teste existe há pelo menos 100 anos e com isso, dá-se a entender que provavelmente houve uma guerra nuclear, já que a terra e os rios estão contaminados, e muitos animais e plantas sofreram mutações genéticas.

2) Romance desnecessário: ao meu ver, o romance da história só existiu porque é modinha nos livros YA ter um par romântico. Porque simplesmente não agregou nada. Namorados ou amigos, a história fluiria normalmente e terminaria da mesma forma. Implico não pelo fato de ter o romance, mas por ele acontecer em momentos que, na vida real, jamais aconteceria.

3) O fator mais “gritante” de todo o livro: a diagramação. A organização das falas e narrativas está bem ruim. Há muitos (e digo muitos mesmo) momentos onde o personagem está falando e quando você percebe, a fala já terminou e está na narração. O contrário também acontece. Você está lendo a narração e quando percebe já é uma fala da personagem. Faltou um cuidado especial na edição em sinalizar no texto quando é fala, quando é narração. Isso atrapalha muito a leitura.

“Eu pisco enquanto o pequeno quarto se enche com os sons de uma voz que soa como a minha, e escuto a voz falando palavras em que não quero acreditar.”

Se você gosta de distopias contemporâneas, O Teste merece a sua atenção. Além de trazer uma história super interessante, possibilita ao leitor formular suas próprias críticas e tirar as suas próprias conclusões sobre a nossa realidade. E digo mais, as pessoas só mostrarão quem são de verdade quando suas vidas estão em risco!

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O TESTE

Autor: Joelle Charbonneau

Editora: Única

Ano de publicação: 2014

No dia de formatura de Malencia ‘Cia’ Vale e dos jovens da Colônia Cinco Lagos, tudo o que ela consegue imaginar – e esperar – é ser escolhida para O Teste, um programa elaborado pela Comunidade das Nações Unificadas, que seleciona os melhores e mais brilhantes recém-formados para que se tornem líderes na demorada reconstrução do mundo pós-guerra. Ela sabe que é um caminho árduo, mas existe pouca informação a respeito dessa seleção. Então, ela é finalmente escolhida e seu pai, que também havia participado da seleção, se mostra preocupado. Desconfiada de seu futuro, ela corajosamente segue para longe dos amigos e da família, talvez para sempre. O perigo e o terror a aguardam. Será que uma jovem é capaz de enfrentar um governo que a escolheu para se defender?

É colaborador do Resenhando Sonhos.
Catarinense, Publicitário formado pela UNOESC, apaixonado por sci-fi, distopias e suspense policial. Fã de Arquivo X e Supernatural, sonha um dia encontrar os aliens.

  • Oi, Reinaldo!
    Já li esse livro há algum tempo e gostei muito! Apesar das comparações com Divergente e Jogos Vorazes, eu ainda achei O Teste original do seu modo. Simpatizei muito com a Cia e não soltei o livro até que terminasse (e que final!!!). Também concordo com você que essa capa original é muito feia, quando a gente descobre a relação do símbolo da capa com a história é bem bacana, e nessa capa original ele nem fica tão em evidência assim.
    Enfim, adorei o livro e até hoje desejo muito as continuações.

    • Reinaldo José Nunes

      Oi Luciana, como vai?
      Realmente, apesar das comparações, a história segue o caminho dela, e além disso, distopias estão em alta, então é comum cenários parecidos hehe
      De fato, o final foi bastante instigante, fiquei bem ansioso para saber o que aconteceria no próximo livro hehe.

      Eu não havia notado a relação direta do símbolo das capas até ler Legend (outra distopia YA). Após ele, comecei a observar a relação entre os símbolos das capas de Divergente e a jornada da Tris, e do mesmo modo, a relação dos símbolos e a jornada de Katniis em JV. Por fim, os símbolos dessa trilogia e a personagem / história.

      Eu já li o livro dois, posso lhe dizer que a história fica um pouco menos acelerada que nesse primeiro, mas de forma igual, a jornada da personagem evolui bastante. Em breve vou ler o último livro, quero ver como termina essa história toda :D

  • Lara Caroline

    Oi Reinando!
    Não conhecia este livro, e me interessei bastante pela história. Notei que no livro contém diversas críticas a nossa sociedade e isso me deixou muito curiosa para lê-lo. Ao começar a ler a resenha, percebi uma semelhança com Jogos Vorazes, mas de uma forma sutil já que os universos são diferentes e o proposito das provas que eles fazem também serem diferentes. Não sei se o romance me incomodaria, mas acho desnecessário o autor colocar um romance apenas para seguir os padrões dos outros livros. Enfim, eu adorei a premissa do livro e quero muito ler.

    • Reinaldo José Nunes

      Oi Lara :D
      Sim, o livro tem uma semelhança com as outras distopias que conhecemos (Jogos Vorazes, Divergente), mas ao meu ver não é uma cópia, como muitos falam, até porque o contexto é outro (se fosse, cópia, o que dizer então de Jogos Vorazes e Battle Royale? haha)

      Mas enfim, a história é bem interessante, bem desenvolvida, e a personagem bem perspicaz. Esse mês vou ler o terceiro livro, que promete ser muito bom (assim espero) :D

  • Marta Izabel

    Oi, Reinaldo!!
    Já conhecia esse livro só que ainda não tive a oportunidade de ler essa trilogia. Distopia é um dos meus gêneros que mais gosto de ler. Quando comecei a ler a resenha achei a história muito interessante, espero ter a chance de ler esse livro em um futuro próximo.
    Bjos

    • Reinaldo José Nunes

      Oi Marta, que bom que ficou interessada, é uma história bem interessante, apesar de alguns elementos lembrarem outros livros (o que é muito comum na maioria dos livros), a mensagem que a história passa é bacana.
      Boa leitura (quando puder hehe)
      beejo

  • Lili Aragão

    Oi Reinaldo, eu já conhecia essa trilogia e se já tava interessada nela antes da resenha fiquei ainda mais depois de lê-la, contudo fiquei preocupada com um dos pontos negativos que você relacionou no final, pois não saber quando a fala termina e a narração começa deve ser bem chato e atrapalhar a leitura, com relação ao romance não reclamo já que gosto haha e sobre o fato de você ter sentido falta de saber mais sobre a história de como começaram os testes espero que nos próximos livros isso fique mais claro. O que gostei da personagem principal é que ela não foi descrita como mimada, que é o que geralmente acontece com personagens adolescentes em inicio de suas trilogias (ela é adolescente né?! e se sim, como assim já pensa em casar? rsrs).

    • Reinaldo José Nunes

      Oi Lili :D
      É, a revisão do livro poderia ter sido melhorada, atrapalha um pouco no começo, mas depois a leitura fica mais atenta e então você meio que já nota antes onde a narração / diálogo termina hehe (mas é chato ficar tendo que controlar o que lê).

      De fato, a parte mais interessante é que ela não é mimada, o que a torna sagaz. E sobre casar, é que assim, a sociedade está se reerguendo, então casar cedo é algo bom, já que assim a população continuaria sendo reproduzida hehe.. Em Divergente a cidade é só aquela, então ok. Em Jogos Vorazes, a chance de ter uma vida melhor é praticamente 0, então os personagens (Katniis e Gale) não veem porque terem filhos (se eles vão sofrer também). Ah, e sim, ela é adolescente, 16 ou 17 anos, não me recordo agora haha

  • Bruna Prata

    Sei exatamente como é esse sentimento sobre os autores te jogarem no meio de um mundo completamente novo e não dar nenhum tipo de explicação sobre como e o por que das coisas estarem do jeito que se encontra, um ponto negativo que pesou muito ao meu ver. Tendo em conta a diagramação do livro, outro ponto super preocupante, pois é bastante confuso fazer a leitura de algo desta forma. Mas como nem tudo são espinhos. Gostei da parte em que a população quer fazer o que o que o governo impõe e o fato da personagem principal não vier de um local esquecido e negligenciado.

    • Reinaldo José Nunes

      Olá Bruna, que bom saber que alguém compartilha desse sentimento de “abandono” hahaha

      O que eu mais achei interessante nesse livro foi de fato isso: a sociedade apoiar o método (até porque poucos sabem como ele funciona de fato). hehe

  • Daiele

    Bom, Para começar, eu odiei esse nome da protagonista que me lembra muito uma fruta, e o apelido de “companhia” não ajuda em nada, hahaha.
    Esse tal de “teste” me lembrou muito do alistamento aqui no Brasil.Não para mulheres, mas homens assim que completam 18 anos são obrigados a comparecer, mesmo que nao passe no “teste”. Eu li poucas distopias, mas a maioria que li tbm é assim, não há explicação para o que está acontecendo na Sociedade, o que é bem chato. Acho que existem livros que não precisa disso, mas distopia é algo bem importante para se deixado de lado…

    • Reinaldo José Nunes

      Olá Daiele, pois é, sempre confundia o nome da personagem com Melancia hahahah
      Sobre as distopias, parece ser comum isso, ainda que em algumas, por exemplo, em Divergente, a explicação para a cidade é bem satisfatória, já que a guerra é explicada mais no terceiro segundo/terceiro livro. Mas fora isso, não lembro de outras distopias que expliquem de forma satisfatória a origem da sociedade da forma como se encontra

      :s

      • Daiele

        Pois é. E isso é o que mais me intriga na leitura, pq e como?
        mas, quem sabe nos proximos livros vem uma explicação! Ai vc conta aqui pra gente, que vou adorar saber como continua a trilogia ;D

  • Dai Castro

    Não conhecia esse livro e ele me pareceu uma distopia mais original do que as que estão sendo lançadas ultimamente. Achei legal esse interesse da população em fazer parte dessa ação do governo, geralmente nesse tipo de obra, a sociedade não tem como escolher. Apesar da leitura parece um pouco arrastada, me interessei pelo livro sim! Acho que tenho grandes chances de gostar! Ótima dica de leitura! Beijos!

    http://colorindonuvens.com

    • Reinaldo José Nunes

      Oi Dai, pois é, eu vejo que a distopia agora, como virou “modinha” está ficando bastante descaracterizada, com elementos que não são originais da narrativa distópica (como super poderes, etc…), Mas é um gênero que vende, agrada, então…. hahaha

      Espero que você goste do livro quando ler ele hehe

      Beijos

  • ADRIANA HOLANDA TAVARES

    Não tenho esse livro! :'(
    Eu gosto tanto de distopias e tanta gente falando dele.. Eu queroooooooooooooo! o/
    Nao li jogos vorazes e só o primeiro de divergente, então nao os tenho como parametros… melhor assim! hahhaha (eu acho).
    Espero conseguir ler um dia!

    • Reinaldo José Nunes

      hahaha que bom Adriana, assim a sua experiência com o livro vai ser bem melhor hehe
      Muitas distopias em curto período de tempo torna o gênero saturado :s

      Mas o livro vale a pena :D

  • Alison de Jesus

    Universos distópicos estão super saturados na literatura contemporânea e encontrar algo que fuja do trivial pode se mostrar bem complicado.O Teste apesar de ter uma trama peculiar e ao mesmo tempo pertencente ao universo atual,peca em prender o leitor,pois não há um aprofundamento dos personagens e uma explicação concisa sobre o mundo criado pela autora.Beijos

    • Reinaldo José Nunes

      Olá Alison, sim infelizmente o universo distópico atualmente está suturado (a estrutura da narrativa distópica atual é a mesma, só trocam-se personagens, nomes, locais, vilão hahaha). E de fato o maior pecado de O Teste é não contextualizar o passado para dar sentido ao futuro. Mas é uma leitura que diverte. Você já leu?
      Abraços.

  • suzana cariri

    Oi!
    Estou com esse livro para ler, mas ainda não tive tempo, achei a historia diferente e com um universo bem interessante, mas acho que esse começo da personagens acaba sendo bem contraditório pois parece que ela tem essa certeza do que quer e depois por pequenos detalhes acaba destruindo essa certeza que ela sempre teve, mas quero ver se finalmente leio esse livro !!

    • Reinaldo José Nunes

      Oi Suzana, é que assim: imagina a vida toda você querer muito algo, e quando está perto de conquistá-lo, você saber que aquilo lá pode ser mortífero ou torturador. Como você reagiria?

      heheh, esse é o legal das distopias, é pegar algo real e exagerá-lo, para ver até onde as coisas vão :D

      Mas leia sim, só não vá com muita sede ao pote, como diz o ditado, pois a leitura não é muito fluida, infelizmente :s Então leia com calma heheh

  • Aline Lanis

    Distopia é tudo de bom né? Adoro. E concordo, a capa original é bem feia hahahaha Essa ficou bem melhor, porém parece bastante com as do Divergente. Enfim.
    Parece ser muito bom, pretendo ler já.

    • Reinaldo José Nunes

      Distopias são maravilhosas ♥
      Ainda mais que a distopia funciona como crítica ideológica e social, então além de uma história de ação e suspense, tem profundas reflexões embutidas ali *-* Gosto de livros que me fazem pensar além do que a história mostra ^^

      É, algumas distopias tem seguido um mesmo padrão de capa, com símbolos que remetem a história, como Divergente, Jogos Vorazes, Legend, Anômalos, Destino, etc.

  • cristiane dornelas

    Não consegui ler esses livros, mas vi tanta coisa legal deles que fico com vontade de ler. Esse parece um pouco confuso em algumas coisas, acho que por ter muitas informações e não sei, alguma coisa na escrita não parece muito envolvente. Mas não faz tanto mal, é só um trocinho que poderia me incomodar, acho. Sei lá, talvez só seja neura. Achei legal a ideia dele e parece ter muitas críticas e coisas que fazem pensar. Acho isso legal. No geral me parece uma boa história. Gostaria de ler.

    • Reinaldo José Nunes

      Cristiane, tudo bem?
      Pois é, a história é bem “truncada”, não é daquelas que se lê rapidão, tem que ir com calma nesse senão passa algo batido. Mas a história é bacana sim, e quando chegar no terceiro, vai ter muitas explicações do que a gente viu e estranho nesse primeiro livro heheh