Opala – Jennifer L. Armentrout

Opala, de Jennifer L. Armentrout é o terceiro livro da Saga Lux publicado no Brasil pela editora Valentina em 2017.

*Essa resenha contém spoilers dos livros anteriores.

Sobre o livro

Os aliens e Katy conseguiram resgatar o irmão de Daemon, Dawson, que todos achavam que estava morto. O problema é que Dawson não é mais a mesma pessoa e só consegue pensar em como salvar sua amada Beth, não se importando com os riscos. Ninguém sabe do paradeiro de Will e o que ele pode estar tramando, e o pior de todos os problemas: o medo de que o Departamento de Defesa possa aparecer a qualquer momento e capturá-los, porque a fuga de Dawson não deve ter passado despercebida. Além de que, eles não são mais ignorantes quanto ao conhecimento do DOD sobre sua existência e habilidades.

“Estávamos bastante nervosos, esperando que o DOD aparecesse mais dia menos dia, já que Dawson havia escapado da sua prisão de Lux.”

Alguém que aparece novamente em cena é Blake. Ele quer a ajuda de Daemon e Katy na busca da pessoa responsável pela sua transformação, além de ajudar Dawson no processo. Blake não é a mais confiável das pessoas, mas há outras coisas em jogo que podem fazer essa aliança valer a pena.


Minha Opinião

Vimos no livro anterior à batalha interna de Katy, apaixonada por Daemon, mas tentando manter distância por pensar que ele não estava apaixonado por ela e sim em conflito devido a ligação ET entre eles. Neste terceiro volume a autora aprofunda a relação de Katy e Daemon enquanto narra os protagonistas na luta contra a organização que persegue os híbridos.

Katy teve um grande avanço na série desde o primeiro livro. Ela era bem mais boba e tímida e foi crescendo ao longo da narrativa, adquirindo personalidade. Mas mesmo com isso, ela ainda adorava tomar péssimas decisões. Me parece que agora em Opala ela está bem melhor nesse sentido e parece ter aprendido com as coisas que passou.

” – Não sou uma mocinha frágil e incapaz rezando para ser resgatada.- Isso não é um livro, Kat. – Não, jura? Merda. Estava torcendo para pular até o final e ver como a história acaba. Adoro um spoiler. “

Fotos por Estante Diagonal

Eu adorei a evolução de Daemon, que também amadureceu bastante, porém sem perder aquele ar arrogante e sedutor de sempre. Daemon continua muito carismático e protetor, porém agora mais fofo, conseguimos acreditar melhor em seus sentimentos.

Uma personagem que desencantou foi a Dee. Ela não é mais a amiga animada de Katy. Completamente chateada pela morte de Adam, ela não se dá oportunidade para sentar e conversar e entender tudo o que aconteceu. Bem, Katy explica para ela o que aconteceu, mas não acho que Dee tenha lhe dado tanta atenção assim ou se importado, para ser honesta. Me pego pensando que se ela realmente se importasse com Katy, perceberia o quanto a machucou não lhe contar as coisas. Foi realmente triste assistir a amizade ruir. Senti muita falta da Dee que conhecemos em Obisidiana, senti falta da Dee que não iria ser idiota, da Dee que se importava com sua amiga e não desejava sua morte, da Dee que não faria coisas para desestabilizar o irmão. Era óbvio que a relação entre Dee e Katy não seria a mesma depois de Ônix, mas tenho esperanças de que em Origin as coisas se acertem.

Continuamos lidando com os elementos principais aqui: aliens, poder, bem e mal.Mas muita coisa já mudou nessa história. Há crescimento e amadurecimento, e o casal também melhorou muito. O que antes parecia uma atração qualquer, agora tem bem mais química.

“— Não temos tempo suficiente para o que eu gostaria de fazer, mas podemos dar um jeito nisso.
— Podemos?
—Mmm-hmm. Ele colocou suas mãos sobre meus ombros e me pressionou até que eu estivesse sentada na borda da cama. Levou suas mãos até minhas bochechas, se ajoelhou entre minhas pernas, para que nossos olhos estivessem no mesmo nível. […]
Abri a boca para falar, porém seus lábios tomaram o controle dos meus, e o beijo foi profundo dentro de mim, derretendo meus músculos e ossos. ”

Do começo ao meio da história é meio monótono, não há muitas cenas de ação, mas a tranquilidade é boa pois nos permite conhecer os personagens mais a fundo. Traições, mentiras, morte, amor, amizade, vemos de tudo nessa obra. A escrita da autora sem dúvida evoluiu e agora o que temos não é mais a mistura de várias obras, a autora conquistou seu espaço sem dúvida!

As cenas estão melhor trabalhadas, com detalhes que te ajudam a visualizar o cenário como um todo, mesmo sendo contado em primeira pessoa. Provavelmente um dos pontos que me fazem amar cada vez mais essa saga, junto com uma capa maravilhosa, uma tradução bem-feita e uma ótima diagramação.

O final é muito interessante, pois se tem algo que a autora sabe fazer bem são cliffhangers bem bolados. Há sempre uma surpresa, algo a ser descoberto e que muda o rumo das coisas. O romance está mais balanceado e, apesar de não saber ao certo o que virá pela frente, tenho muita expectativa para o futuro da série.

OPALA

Autor: Jennifer L. Armentrout

Editora: Valentina

Ano de publicação: 2017

Ninguém é como Daemon Black. Quando ele decidiu provar seus sentimentos por mim, ele não estava brincando. Duvidar dele não é algo que eu vá fazer de novo, e agora que estamos em tempos difíceis, bem… Há um monte de combustão espontânea acontecendo. Mas até mesmo ele não pode proteger sua família do perigo de tentar libertar aqueles que amam. Depois de tudo, eu não sou mais a mesma Katy. Eu sou diferente… E eu não sei o que isso vai significar no final. Quando cada passo que damos para descobrir a verdade nos coloca no caminho da organização secreta responsável por torturar e testar híbridos, mais eu percebo que não há limites para o que eu sou capaz. A morte de alguém próximo ainda perdura, a ajuda vem da fonte mais improvável, e os amigos vão se tornar o pior dos inimigos, mas não vamos desistir. Mesmo que o resultado quebre nossos mundos para sempre. Juntos somos mais fortes … e eles sabem disso.

É colaboradora do Resenhado sonhos
Carioca, escorpiana e futura contadora.
Amante de séries e livros, que nunca consegue ler ou assistir o suficiente.