Por que eu tenho um blog?

Talvez você não saiba, mas criei meu primeiro blog quando tinha apenas 13 anos e queria compartilhar alguns sentimentos que não achava que seria compreendidos se ditos em voz alta. A internet ainda era um lugar pouco explorado e frequentado, e isso dava ainda mais a sensação de liberdade que eu desejava. De lá pra cá já são quase 15 anos de blogsfera e eu vi a plataforma mudar drasticamente, se tornando fonte de renda e, consequentemente, sendo criados blogs com esse intuito.

Se alguém me dissesse que depois de todo esse tempo, isso ainda seria uma das minhas paixões, é bem provável que eu acreditasse, porque eu adorava (e ainda adoro) escrever. Mas existe, cada vez mais forte, a dúvida de se vale a pena manter uma plataforma escrita em tempos de youtube e insta stories, onde o vídeo parece ser mais dinâmico do que sentar e ler um texto. Esse constante questionamento que recebo me fez vir aqui falar um pouco sobre isso.

Primeiro de tudo, esse não é um tutorial de como criar um blog. Se vocês tem dúvidas sobre como funciona o bê-a-bá, recomendo que você leia algum artigo sobre isso, como esse da Hostinger que é bem didático.


Um espaço que é só seu (ou de quem mais você quiser compartilhar)

Apesar de você, em algum momento, começar a ter seus textos lidos por alguém, um blog é um local onde você pode se expressar sobre qualquer coisa. Desde como você se sente a assuntos do seu interesse, como livros (!). Quando eu comecei, só queria mesmo desabafar. Agora, escrevo sobre literatura, que é algo que eu amo. As limitações de conteúdo esbarram somente no bom senso né e, por isso, você pode usar a plataforma para dar vida a um hobby, criar um projeto ou simplesmente falar sobre coisas aleatórias.

É uma forma diferente de fazer amigos

Me faltam dedos nas mãos e nos pés pra contabilizar a quantidade de gente incrível que eu conheci por causa dos meus vários blogs. Inclusive pessoas super próximas com quem eu compartilho parte da minha vida. É incrível o que pode surgir de uma simples troca online, de encontrar alguém que compartilha dos mesmos interesses, defende uma mesma ideia (ou não), mas que esta disposto a dialogar. Esse é um dos pontos fortes pra mim.

Você vai ser ouvido

Tá, eu não garanto que vai ser por muita gente, porque não é exatamente fácil alavancar um blog, porém, SEMPRE, ouve o que eu to te dizendo (ou escrevendo, no caso), SEMPRE alguém vai encontrar o teu texto, vai se interessar por ele e vai lê-lo. Não interessa a temática. Às vezes acho até engraçado quando alguém ressuscita alguma postagem antiga minha que eu nem lembro que existe. Você cria uma presença meio atemporal e isso é bem bacana.

É um arquivo da sua vida

Independente do que você escolher escrever, vai haver um reflexo de como está se sentindo no momento ou de como está a sua vida. Pra mim, é engraçado fazer a trip da memory lane e perceber como o meu gosto literário mudou nos quatro anos do Resenhando Sonhos e, mais ainda, o quanto a temática em si da minha escrita também se voltou pra outro lugar. Eu deixei, basicamente, de chorar as pitangas, para querer contribuir com algo para alguém.

Pode sim ser um trabalho e uma fonte de renda

E, se nenhum dos motivos mais “emotivos” anteriores serviu pra você, eis aqui o que parece estar em voga nos últimos anos. Muita gente fez a vida nessa plataforma, claro que migrando, expandindo e evoluindo. Fazer o básico de 2003 não leva mais ninguém a lugar nenhum. Porém, se você pôr esforço e dedicação, vai encontrar frutos ao longo do caminho. Eu ainda não pude largar o emprego CLT pra viver dos meus textos e vídeos, mas quem sabe um dia? Penso que a cada novo post publicado posso estar um pouquinho mais perto disso. E, se eu perceber que não vai acontecer, tudo bem também. Eu comecei essa jornada porque queria compartilhar e esse ainda é o motivo mais forte <3

Espero que o texto tenha servido pra algum de vocês como inspiração para dar o primeiro passo e se juntar a essa comunidade linda! <3

É a criadora e autora do Resenhando Sonhos.
Gaúcha do interior do Rio Grande do Sul, hoje mora na capital Porto Alegre e quer conhecer o mundo.
Publicitária por formação, sonhadora por opção. É mal humorada e chata.