Power Rangers (2017) | Crítica

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Enquanto alguns cresciam com Caverna do Dragão e Pokémon, minha infância se resumiu a Power Rangers e Digimon. Eu acompanhei várias eras e não entendia na época, qual a necessidade de criar temporadas com personagens diferentes ou reinventar com novas armaduras. Eu gostava da primeira turma e queria que eles permanecem. Vários anos se passaram, eu cresci e passei a não me importar mais. Nem sei dizer pra vocês até quando veiculou ou quando eu parei de assistir.

Agora, todos esses anos depois, é uma nostalgia enorme ver esse filme chegando aos cinemas e revivendo várias memórias da infância. Eu sempre quis ser a ranger amarela, nunca fui fã de rosa e, portanto, também nunca precisei disputar pela posição – rosa e vermelho são sempre os desejados -. E sim, eu brinquei muito de ser uma power ranger. Mas, junto com os sentimentos e lembranças, também veio o medo. Esse é um tipo de filme que tem tudo pra dar errado se retratado da forma errada. E, felizmente, não foi isso que aconteceu.

Power Rangers é um filme de origem. Vamos começar a trama milhões de anos atrás e também vamos conhecer outro time de heróis. Além desse background, teremos também o dos protagonistas. O casting, a princípio, não parecia muito promissor, mas surpreendeu. A trajetória dada a cada um é muito bacana e faz com que o espectador se importe com eles. Jason, Billy, Kimberly, Trini e Zack tem seus problemas e são personagens com muita diversidade. Temas como autismo, popularidade na escola, bullying, vazamento de imagens, doenças na família e homossexualidade são trabalhados de forma orgânica, sem forçar a barra. E a amizade entre eles é um tópico importante. Eles não são originalmente amigos e pra que eles funcionem como um time, os jovens precisam encontrar esse caminho.

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A direção parece estar presente. Por mais que seja um filme mais juvenil, ele não foi feito de forma “jogada”. Há presença, jogadas de câmera, uma cena em sequência muito legal que envolve um acidente e a fotografia do filme está muito bonita. E, até o efeitos especiais, estão coerentes. É tudo ambientado para parecer o mais “real” possível.

ritarepulsa-elizabethbanksA vilã da história é Rita Repulsa, uma velha conhecida dos fãs de Power Rangers. Enquanto no original ela era muito mais cômica, aqui ela está sombria. Não chega a ser o suficiente para assustar, mas o perfil é diferente. Elizabeth Banks está incrível no papel, e vemos uma evolução muito crível da personagem. Ela dá algumas tiradas e há alívio cômico no filme, não só pela parte dela. Os próprios jovens tiram sarro com serem esses heróis. Há relutância em acreditar que tudo aquilo seja real e que eles, como meros adolescentes problemáticos realmente vão ter algo tão importante em suas mãos.

Esse é um filme com muito fan service. Há vários easter eggs espalhados pela produção pra serem descobertos. Teremos também Alpha e Zordon, além de vermos megazord em algum momento. E se você quer trilha original, prepare-se, pois Go Go Power Ranger vai marcar presença, além da história se passar na Alameda dos Anjos.

Eu acho até estranho eu ter ficado empolgada com o filme, pois normalmente esse tipo de história tirada de algo do infância, ou remake não funciona comigo. Mas digo pra vocês que esse filme vale a pena. É divertido e dei altas risadas. Também me emocionei em alguns momentos e tive muita nostalgia de um tempo que não volta mais.

Se você assim como eu era um fã, vá conferir! Ao contrário de todas as minhas expectativas, o filme está bom. Ele não se leva a sério demais e não é bobo. Há consistência na história e portas ficaram abertas para ser explorada uma continuação. Eu como fã, adorei. E se vier mais, podem contar comigo pra assistir, porque deu muita saudade de dizer: “É hora de morfar!”.

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POWER RANGERS

Diretor: Dean Israelite

Elenco: Dacre Montgomery, RJ Cyler, Naomi Scott e mais

Ano de lançamento: 2017

A jornada de cinco adolescentes que devem buscar algo extraordinário quando eles tomam consciência que a sua pequena cidade Angel Grove – e o mundo – estão à beira de sofrer um ataque alienígena. Escolhidos pelo destino, eles irão descobrir que são os únicos que poderão salvar o planeta. Mas para isso, eles devem superar seus problemas pessoais e juntarem sua forças como os Power Rangers, antes que seja tarde demais.

É a criadora e autora do Resenhando Sonhos. Gaúcha do interior do Rio Grande do Sul, hoje mora na capital Porto Alegre e quer conhecer o mundo. Publicitária por formação, sonhadora por opção. É mal humorada e chata.
  • Lili Aragão

    Oi Tamirez, tô super animada com esse filme que sim, também fez parte da minha infância, também não me lembro quando parei de assistir, mas demorou viu, gostei mais de uns do que de outros rangers, maaas os originais, os primeiros tem meu coração :) Gostei muito de ler tua critica e ver que o filme te agradou e até empolgou, já aumenta minha vontade de ir pro cinema. Go Go Power Rangers rsrs

  • Bruna Prata

    Ahh, os Power Rangers!!!
    Era uma das coisas que eu mais amava na infância, me acabava horrores em ser uma ranger (sempre quis ser a mais forte, apesar de no meu circulo social, eu era a mais nova. Aí, já viu né? hahaaha). Fico bastante contente em saber que o filme não é algo decepcionante, até já esperava algo assim.

  • Rissia Ribeiro

    Go go go Power Rangers !! Eu me lembro que era uma porrada entre mim e minha prima pra ver quem ia ser o Ranger vermelho, sim a gente fazia parte do clichê. Eu sei que assim que eu pisar no cinema vai ser aquele sentimento maravilhoso por poder ver um dos clássicos da sua infância e fico feliz em ver que o filme vai ser melhor do que o esperado.

  • Lara Caroline

    Oi Tamirez, tudo bem?
    Eu quando criança adorava de paixão os Power Rangers, e confesso que ainda estou morrendo de medo de assistir ao filme e encontrar uma coisa super infantil. Fiquei feliz com a sua opinião, pois como você é sempre tão exigente rsrsrs e elogiou o filme, então ele deve ter ficado bom mesmo.
    Beijos

  • Ben-Hur A. Martins

    Oi Tami!
    Eu tbm brincava de ser Power Ranger haha, eu sempre escolhia o Ranger Preto ou o Azul. O primeiro que eu assisti foi o Power Rangers Turbo de 97, onde tinha os Piranhatrons que eu achava meio zuado kkk
    Que bom que não ferraram com o filme kkkkkkk

  • Lucas Ribeiro

    Quem nunca brincou de ser Ranger gente? Eu sempre era o Ranger extra, o que SEMPRE aparecia depois, em geral eram Brancos e eram os mais legais. Fiquei triste, o cinema da cidade não passou o filme e agora terei de esperar. Só quero ver o Alpha falando “Ai ai ai ai ia iai”

  • Marta Izabel

    Oi, Tamirez!!
    Agora bateu a nostalgia. Assisti muito Power Ranger com os meus irmãos. Mas não sei se vou assistir o filme.
    Bjoss

  • Gislaine Lopes

    Oi Tamirez,
    Eu cresci assistindo Power Rangers e estou ansiosa por esse momento nostalgia. Eu já havia até me esquecido do quando gostava de assistir e eu, sempre, era a Ranger rosa (hoje não suporto essa cor….heheh). Não estou com grandes expectativas, mas espero, sim, um trabalho de qualidade, afinal de contas hoje existe muitos recursos para isso. Também estava torcendo para ver algo mais aprofundado (tanto em história quanto em personagens) e pela sua resenha a trama trará assuntos mais sérios e tratará de temas bem importantes nas personalidades dos jovens. Estou bem ansiosa pela atuação de Elizabeth Banks, pois adoro os trabalhos dela. Espero algumas surpresas na trama e reviver este período tão divertido da minha infância.

  • rudynalvacorreiasoares

    Tamirez!
    A palavra correta é essa: nostalgia!
    Pude acompanhar muito os Power Rangers e o que mais chamava a atenção é que naquela época, não havia tantos recursos tecnológicos para a construção das vestimentas e transformações que eram feitas, ainda assim, eram filmes dignos de serem assistidos.
    Fico imaginando agora com todo poder de tecnologia acoplada ao enredo juvenil, o quanto o filme deve ter ficado lindo.
    Claro que quero assistir.

    “Não há nada bom nem mau a não ser estas duas
    coisas: a sabedoria que é um bem e a ignorância que é um mal.” (Platão)

    cheirinhos

    Rudy