A Menina Que Tinha Dons – M. R. Carey

A Menina Que Tinha Dons é do autor M. R. Carey e foi publicado aqui no Brasil em 2014 sob o selo Fabrica 231, da Editora Rocco.

Sobre o livro

A Menina Que Tinha Dons é uma distopia que vai retratar um universo pós apocalíptico onde um vírus se aloja no cérebro e começa a mudar os princípios da mente humana, mantendo praticamente só o instinto animal. Os infectados aqui são chamados de famintos. Para tentar combater o vírus, que muta e evolui de forma rápida, várias estações médicas foram montadas para estudar crianças.

“A verdade é a verdade, o único prêmio digno de se ter. Se você a nega, só mostra que não é digno dela”.

O vírus se manifesta de forma diferente no cérebro jovem e mantém, sob certos cuidados, muito da essência infantil. Dessa forma, crianças são mantidas como cobaias, e uma dessas estações é que conhecemos nossa protagonista, Melanie.

Melanie é uma garota que não entende muito bem o que acontece ao seu redor, mas que é muito inteligente e perceptiva. apesar da pouca informação que consegue, vai tentando montar um quebra cabeça, que explique o que ela está fazendo ali. Ela acaba se aproximando de uma professora e, mesmo sem saber, ao demonstrar ter mais empatia que o restante das crianças, torna-se a cobaia mais promissora.

Nesse local cada criança fica numa cela, tem aulas diárias e são mantidas presas para que não possam se mexer. Devido a peculiaridade do vírus, precisam se alimentar apenas uma vez por semana e, quando não estão em aula, ficam completamente isoladas dos outros. Os médicos e professores passam por um processo que disfarça o cheiro humano e impede os fluídos de transparecerem para não despertar o lado animalesco das crianças.

Com o desafio de encontrar uma cura, sobreviver e não sucumbir ao vírus a história da os primeiros passos, porém logo no início as coisas já ganham um outro cenário e é ai que a ação realmente começa.


O que eu achei

Esse livro é uma distopia bem diferente das que já li, já que envolve crianças. Elas não são seres dóceis ou inocentes, muito pelo contrário, por baixo da casca elas são animais, que podem te matar se você der a chance. Mesmo assim ainda é bastante chocante ver a forma como os experimentos são conduzidos ou como essas crianças são descartadas, sendo abertas e estudadas pelos cientistas.

Ao mesmo tempo em que tentamos lidar com isso, vamos criando uma expectativa de que Melanie vá ser diferente. Porém, conforme vamos conhecendo ela e sua inteligência, descobrimos que a menina pode ser ainda mais perigosa.

É uma personagem conflitante, pois assim como queremos gostar dela por ser apenas uma menininha, também passamos a temê-la, bem como tudo aquilo que pode acontecer caso ela perca o controle. Estamos o tempo todo de olho nela, esperando que algo saia dos trilhos e que Melanie se mostre merecedora da nossa confiança, ou um monstro a espreita.

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Eu não sei bem o que achei do livro, já que o final foi bem surpreendente pra mim. Realmente não esperava o desenrolar que a história teve e as facetas que o autor usou pra apresentá-lo. E, já digo que esse livro pode causar algum desconforto durante a leitura, afinal de contas, são crianças né?

Porém, mais do que qualquer coisa, essa é uma história que vai falar sobre inocência e esperança, sobre como o ser humano por ser cruel e gentil, vai falar sobre o amor e perda e, principalmente, sobre adaptação.

Capa e Diagramação

Eu decidi ler esse livro porque, primeiro, adorei a capa e, segundo, vi um book trailer muito legal que super me vendeu a história. Muito melhor que a sinopse, até. Acho a capa muito bonita, porém o nome do livro dá uma enganada boa, já que não consegui ver que “dons” eram esses. Melanie tem uma personalidade mais avançada, mas não acho que ela ter dons seja algo que possa ser dito sobre o que ela faz.
A diagramação é bem boa e a capa tem aquela sensação emborrachada super bacana :D

E quer saber o mais bacana? A adaptação cinematográfica já foi confirmada, então em breve essa história vai chegar as telonas :D

 

A MENINA QUE TINHA DONS

Autor: M. R. Carrey

Editora: Fábrica 231

Ano de publicação: 2014

Cultuado autor de quadrinhos e roteiros da Marvel e da DC Comics, entre eles algumas das mais elogiadas histórias de X-Men e O Quarteto Fantástico, o britânico M. R. Carey apresenta uma trama original e emocionante em sua estreia como romancista com A menina que tinha dons, lançamento do selo Fábrica231. Aclamado pela crítica, o livro se tornou um bestseller imediato na Grã-Bretanha e nos Estados Unidos ao contar a história de Melanie, uma menina superdotada que faz parte de um grupo de crianças portadoras de um vírus que se espalhou pela Terra e que são a única esperança de reverter os efeitos dessa terrível praga sobre a humanidade. Uma comovente história sobre amor, perda e companheirismo encenada num futuro distópico.

É a criadora e autora do Resenhando Sonhos.
Gaúcha do interior do Rio Grande do Sul, hoje mora na capital Porto Alegre e quer conhecer o mundo.
Publicitária por formação, sonhadora por opção. É mal humorada e chata.
  • Me ganhou no “pode causar desconforto”, adoro demais obras que fazem isso. É que mais produto em um livro, filme ou série hahaha! Tô criando uma wishlist literária por causa do teu blog, e esse aí é super baratinho e no skoob ta bem avaliado também! Acho que vou encarar em breve essa leitura :))

    • Que legal Bessie, e causou desconforto mesmo :/ hahaha

      Beijoo

  • Nuvem de Letras

    Oiê,
    Acho que até uns dias atrás eu não tinha ideia que esse livro era distópico. Não sei, a capa acaba não passando a ideia disso hahahaha De qualquer forma quero muito ler esse livro, já adicionei na minha lista de desejados, parece ser bem interessante.
    Consegui saber mais detalhes sobre a história através da sua resenha ahahaha não sabia exatamente sobre o que era o livro, apenas que se passava num cenário distópico.

    Beijos
    Daisy – nuvemdeletras.com

    • Eu também não sabia que era distopia até ler. Tinha a sensação de que era de terror ou suspense. Menina que tinha dons parece ago sobrenatural né? Espíritos, sei-la hahahah

      Beeijo