#RESENHA: O Aprendiz de Assassino – Robin Hobb | VEDA #4

Fitz Cavalaria é um bastardo real deixado ao portão do castelo aos 6 anos por ser avô. Lembra quase nada da mãe ou da sua vida antes do momento em que chega aquele portão e é entregue a homens estranhos que nunca viu antes. Fitz é a denominação para bastardo num mundo onde aqueles de sangue real recebem nomes de virtudes os habilidades. E isso são as primeiras coisas que precisamos saber para adentrar o universo fantástico criado pela autora americana Robin Hobb.

A Saga do Assassino, na qual O Aprendiz de Assassino é o primeiro livro está sendo publicada aqui no Brasil pela editora Leya desde 2013, porém teve sua primeira publicação internacional em 1995.

Fitz, nosso protagonista vai nos contar sua história a partir do momento que chega ao castelo e é obrigado a se refugiar nos estábulos, sobre o olhar atento de Bronco, o braço direito de seu pai, o Príncipe Cavalaria. Cavalaria que é o filho mais velho do Rei Sagaz e herdeiro do trono é casado com Paciência e não possui filhos conhecidos, o que muda com a aparição do bastardo.

Fitz possui a Manha, que é uma forma de magia que permite a conexão com os animais, porém é tida como algo proibido e muito perigoso. Nesse universo também existe o Talento, outro tipo de magica, mas que é voltada para a conexão humana de telepatia e controle mental. Porém esse tipo de magia, que somente era ensinada aos nobres previamente selecionados, está enfraquecendo, pois há anos não são treinados novos jovens nessa arte.

Depois de algum tempo vivendo nos estábulos e sofrendo a rejeição de todos Fitz é finalmente aceito pela família real e é obrigado a abandonar todos os velhos costumes para viver uma nova vida, à sombra do Rei Sagaz. O bastardo é instruído em artilharia, etiqueta, escrita, luta e a magia do Talento, porém, secretamente, o que Fitz realmente está se dedicando é a arte de matar silenciosamente a serviço de seu Rei, por um instrutor muito misterioso.


“Há duas tradições sobre o costume de dar aos filhos da realeza nomes que sugerem virtudes ou habilidades. A mais comum é aquela que diz que, de alguma maneira, são mandatórios; que quando um certo nome é atribuído a uma criança que será treinada no uso do Talento, de alguma forma o Talento marca a criança com o nome, e ela não consegue evitar crescer praticando a virtude indicada pelo seu nome. Essa primeira tradição é aquela em que acreditam as pessoas com mais propensão para tirar o chapéu na presença de qualquer um da mais baixa nobreza.

Uma tradição mais antiga atribui tais nomes a um acaso, pelo menos no começo. Diz-se que o Rei Tomador e o Rei Regedor, os dois primeiros Ilhéus a governar a região que mais tarde se tornaria os Seis Ducados, de fato não tinham nomes dessa natureza. Em vez disso, os seus verdadeiros nomes na sua língua nativa soavam de modo similar a outras palavras na língua dos Seis Ducados, e assim vieram a ser conhecidos por esses homônimos, em vez dos verdadeiros nomes. Mas, para os propósitos da realeza, é melhor que o povo acredite que um garoto que recebe um nome nobre tem de desenvolver uma natureza nobre.”


Quando uma grande força de salteadores bárbaros começa a amedrontar a costa dos Seis Ducados, Fitz é enviado para sua primeira missão e não pode falhar. O bastardo se vê cercado de muitos segredos, dos outros e dele próprio, em uma rede de intrigas e aventuras que parece não ter fim. E, enquanto alguns acreditam que ele seja uma ameaça ao trono, pronta para ser usada pelo inimigo, outros sequer notam sua presença e Fitz vai costurando sua própria história junto a essa trama cheia de reviravoltas e mistério.

“Há algo num garoto que o faz pegar o mundamente difícil e desagradável e transformá-lo num desafio pessoal e numa aventura”.

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Não é mais mistério pra ninguém que eu AMO fantasias e a Robin Hobb fez da Saga do Assassino um prato cheio, pra gente como eu. Então, se você curte livros como Senhor dos Anéis, As Crônicas de Gelo e fogo, Saga Outlander, Trilogia Trono do Sol ou As Crônicas do Matador de Rei, se joga, porque você com toda certeza vai curtir :D

Confesso que o início do livro foi um pouco complicado e lento, mas isso já é de praxe em todo começo de fantasia, já que todo o universo e mitologia precisa ser explicado e compreendido pelo leitor. Então, caso você tropece nas primeira páginas, não desista. Depois da paginas 150 já estava enlouquecida querendo saber o que ia acontecer com o protagonista e a leitura fluiu muito bem. A autora conduz bem, mantém o leitor cativado e desdobra a história com maestria, encerrando o livro ao melhor estilo George R. R. Martin, naquele momento chave, em que você precisa saber o que acontece depois.

O segundo volume da Saga, O Assassino do Rei, já foi publicado e vai ter resenha por aqui na sequência!

APRENDIZ DE ASSASSINO

Autor: Robin Hobb

Editora: Leya

Ano de publicação: 2013

O jovem Fitz é o filho bastardo do nobre Príncipe Cavalaria e foi criado pelo cocheiro de seu pai, à sombra da corte real. Ele é tratado como um penetra por todos na realeza, com exceção do Rei Sagaz, que faz com que ele seja secretamente treinado na arte do assassinato. Porque nas veias de Fitz corre a mágica do Talento – e o conhecimento obscuro de um garoto criado em um estábulo, entre cães, e rejeitado por sua família. Quando assaltantes bárbaros invadem a costa, Fitz está se tornando um homem. Logo ele enfrentará sua primeira missão, perigosa e que despedaçará sua alma. E embora alguns o vejam como uma ameaça ao trono, ele pode ser a chave para a sobrevivência do reino.

É a criadora e autora do Resenhando Sonhos.
Gaúcha do interior do Rio Grande do Sul, hoje mora na capital Porto Alegre e quer conhecer o mundo.
Publicitária por formação, sonhadora por opção. É mal humorada e chata.