Se você é um recrutador, pare.

recrutador

Acho super interessante as pessoas terem suas próprias opiniões e defenderem suas causas. O que eu não gosto é da pregação para tornar a SUA crença, na crença de outra pessoa. O tópico em questão poder ser vem variado. Alimentação, religião, política, música, literatura e até mesmo postura.

Amigo, você quer ser vegetariano ou vegano, ótimo. Porém eu não quero e você ser ou deixar de ser não te dá o direito de tentar impor o seu estilo de vida na minha. Eu gosto de carne, não adianta me mandar vídeos de galinhas sendo assassinadas brutalmente. É cruel. Tenho minha postura política, não adianta vir discursar do quanto esse cara ou aquele cara é melhor que o outro ou o quanto a sua ideia revolucionária vai salvar o Brasil. Minha relação com Deus também não é da sua conta. Não vou me converter pra nenhuma religião ou seita, se você me disser meia dúzia de palavras mágicas. É chato. Enche o saco. Pare.

Acredito que para essas pessoas, as quais carinhosamente chamei de “recrutadores”, o sentimento de querer compartilhar vence sempre a batalha. E, ao meu ver, não é porque querem realmente divulgar os benefícios de comer salada, por exemplo, mas sim porque não estão completamente satisfeitas com sua escolhas e querem se validar podendo alegar: “olha, a fulana também é evangélica”.

E não me entendam mal, eu aceito a proposta de que fazer isso ou aquilo é legal e de que tomar posturas diferentes frente a vários pontos da vida é super válido e bacana. O que eu não aceito é que, mediante a apresentação do meu argumento justificando minhas escolhas a pessoa siga tentando me recrutar. Não vou mudar minha opção sexual, minha visão de Deus, as coisas que como e muito menos vou trocar esse partido por aquele, porque você acha que está certa.

Então, pelo amor de Deus ou de quem você preferir, PARE de tentar recrutar pessoas incessantemente contra a vontade delas. Aceite o outro, como você deveria se aceitar.

Boa semana :)

 

É a criadora e autora do Resenhando Sonhos.
Gaúcha do interior do Rio Grande do Sul, hoje mora na capital Porto Alegre e quer conhecer o mundo.
Publicitária por formação, sonhadora por opção. É mal humorada e chata.