Sing – Quem Canta Seus Males Espanta (2016) | Crítica

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Sing – Quem canta seus males espanta chega aos cinemas no fim de 2016 sob a direção de Garth Jennings (O Fantástico Sr. Raposo e O Guia do Mochileiro das Galáxias), e com o peso de ser dos mesmos criadores de Meu Malvado Favorito. A distribuição é da Universal Pictures.

A animação musical, estilo que parece estar cada vez mais em alta entre os filmes produzidos para crianças, conta com as vozes de Matthew McConauguey, Reese Whiterspoon, Tori Kelly, Scarlett Johansson e outros, e traz como tema central a vontade de perseguir os sonhos, fugir de sua realidade comum e ascender ao topo.

Buster, um coala persistente, resolve que a única forma de salvar seu teatro da falência e de ir parar nas mãos do banco é realizar algo que o ponha novamente no cenário, além de render uma boa grana. Para isso ele tem a ideia de promover um concurso de canto, onde o vencedor ganhará um prêmio de $ 100.000 dólares. Porém, como quase tudo na vida de Buster nos últimos tempos, as coisas não vão sair completamente como o planejado.

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Enquanto temos esse personagem em busca de redenção e sucesso, vemos todos os outros com seus objetivos diversos: o jovem gorila que não quer ser um criminoso como o pai, a mamãe porquinha que canta no seu dia-a-dia e apenas sonha em um dia poder cantar de verdade, a ouriço que faz back vocal para o namorado e que é sempre desacreditada por ele, o rato que acredita ser o melhor cantor do mundo e a elefanta que não consegue soltar a voz sabendo que está sendo observada.

São as motivações diferentes e comuns ao mesmo tempo, que inspiram e juntam todos esses personagens animais na busca de realizar seus sonhos. Na onda de tantos reality`s de canto que temos hoje, Sing traz uma proposta um pouco manjada mas sem perder a graça e o entretenimento. Além disso, é sempre muito bacana ver a superação de cada um e a forma como aos poucos, ao longo da trama, eles vão se encontrando e descobrindo que podem ainda mais somente confiando em si.

Os personagens são cativantes e nos importamos com eles, até aqueles que não são assim tão bonzinhos. Há momentos divertidíssimos no filme onde é possível dar boas risadas e as músicas escolhidas também são ótimas, dando um tom super atual à trilha sonora. A animação é simples, sem grandes efeitos e, a única coisa que me chamou a atenção foi o fato de os personagens nunca mudarem de roupa, independente do decorrer dos dias, coisa que parece ser comum em filmes nesse estilo, mais voltados para o público infantil.

No Brasil, quem assume a voz dos personagens são: Sandy, Mariana Ximenes, Wanessa Camargo, Fiuk e Marcelo Serrado, porém as músicas que não são de autoria do próprio filme permanecem em inglês com o áudio original.

Sing não é a melhor animação do ano, mas cumpre o seu papel de divertir e passar uma mensagem bacana às crianças. Eu assisti o filme na pré estreia que estava cheia delas e, posso dizer a vocês que devido a todos os gritos, risos e interação, elas curtiram muito a história de Buster e seus novos talentos.

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SING – QUEM CANTA SEUS MALES ESPANTA

Diretor: Garth Jennings

Elenco: Mariana Ximenes, Wanessa Camargo, Fiuk e mais

Ano de lançamento: 2016

Um empolgado coala chamado Buster decide criar uma competição de canto para aumentar os rendimentos de seu antigo teatro. A disputa movimenta o mundo animal e promove a revelação de diversos talentos da cidade, todos de olho nos 15 minutos de fama e US$ 100 mil dólares de prêmio

É a criadora e autora do Resenhando Sonhos.
Gaúcha do interior do Rio Grande do Sul, hoje mora na capital Porto Alegre e quer conhecer o mundo.
Publicitária por formação, sonhadora por opção. É mal humorada e chata.