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The Exorcist: é possível reinventar o clássico?

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Quando a série The Exorcist foi anunciada, essa foi a pergunta que passou pela minha cabeça: seria possível reinventar o clássico de forma não desastrosa? A série, aposta da Fox para 2016, é baseada no livro de grande sucesso de 1973, O Exorcista, e que ganhou um filme com o mesmo nome em 1974. A história do livro diz ser baseada em uma história real, porém apresenta personagens ficcionais. O livro que diz realmente contar a verdadeira história por trás de O Exorcista é “Exorcismo“, do autor Thomas B. Allen e recentemente lançado aqui no Brasil pela Darkside.

Como o filme é um clássico do terror fica o pé atrás na hora de encarar uma obra adaptada em outro formato, principalmente quando não temos grandes sucessos de “séries assustadoras”. Todas aquelas que tentaram, tiveram um pequeno sucesso e depois caíram no marasmo e nos clichês. Eu confesso que não sou uma expert no assunto “terror”, até porque sempre morro de medo nesses filmes, mas tendo visto o filme original e tendo lido esse ano o livro com os fatos reais, fiquei interessada em acompanhar e descobrir com meus próprios olhos o que a série tinha a oferecer.

O começo de todo filme, livro ou seriado é a introdução dos elementos e a apresentação da cara da história e o primeiro episódio de The Exorcist não foi diferente. Ele toma o seu tempo contextualizando aos pouco o espectador sobre quem são os personagens e qual a postura deles.

Acho que uma das coisas mais significativas é que temos um padre (Tomás Ortega – Alfonso Herrera) relativamente novo que logo de cara já mostra possuir algumas falhas e que não credita em demônios. Pra ele, isso é uma invenção para assustar as pessoas e dar uma cara ao mau. Também não temos uma mãe apática que finge que não sabe que há algo errado ou se faz de cega frente aos sinais. Logo de cara ela leva a questão ao padre, ao dizer a ele que acredita que há “uma presença” na sua casa, que ela acredita ser demoníaca.

A família é bem posicionada na sociedade mas está passando por alguns problemas. O pai teve um problema de saúde e perdeu algumas funções e a filha mais velha acabou de voltar pra casa da escola e não quer falar com ninguém, restando para a mãe e a irmã mais nova fazer com que a relação entre eles funcione.

Elenco principal
Elenco principal

O padre é tido como um exemplo, por falar uma língua mais jovem e conduzir a igreja com um tom mais atual, porém pregando as tradições. Só que algo estranho começa a acontecer com ele. Ele passa a ter sonhos onde vê um menino ser exorcizado, mas tudo parece extremamente real o que o faz correr atrás de informações sobre o assunto. Quando Angela (Geena Davis), o avisa que algo errado pode estar acontecendo em sua casa, há o encontro das duas narrativas. Mas não espere por Merrin e Karras aparecem por aqui. A linguagem parece mais atual e por mais que tenhamos a inserção de um segundo padre, Marcus Keane, ele também parece ter uma postura mais renovada do que um padre mais “old school”.

O episódio começa lento, pouco crível e vai criando sua atmosfera aos poucos. A tensão é leve e conduz calmamente o espectador de cético a crente. Confesso que com os 30 minutos iniciais achei que não iria sentir tensão e, portanto, seria mais uma série que não iria cumprir o prometido (e olha que eu sou medrosa), mas é nos últimos minutos que The Exorcist mostra pra que veio.

Trazendo de volta uma das trilhas originais o episódio termina com susto, tensão e um cliff hanger pronto para conduzir o resto da série. E sim, me deixou empolgada e atormentada ao mesmo tempo. Enquanto quero seguir assistindo, sei que vou tomar altos sustos e só fico mais empolgada com os próximos episódios pelo que vi no trailer deles.

A série pode ter sido baseada no clássico de William Peter Blatty, mas encontrou sua própria voz ao reinventar personagens em uma versão mais atual e menos ingênua, sem abandonar o elementos que remontam à história original. Não posso garantir que a série vai manter o nível ou que serão sempre episódios de alta tensão, mas fica aqui minha aposta de que poderemos ter boas surpresas com essa nova série e quem sabe, alguns bons sustos também!

 

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mesdopesadelo23

É a criadora e autora do Resenhando Sonhos.
Gaúcha do interior do Rio Grande do Sul, hoje mora na capital Porto Alegre e quer conhecer o mundo.
Publicitária por formação, sonhadora por opção. É mal humorada e chata.