A Torre do Terror – Jennifer McMahon

A Torre do Terror é da autora Jennifer McMahon e foi lançado pela editora Record em 2017.

Sobre o livro

Em 2013, na cidade de Londres em Vermont, aconteceu um terrível crime. Amy, descendente da família que administrava o famoso Hotel da Torre com seus 28 quartos, e que levava esse nome por possuir uma réplica da torre de Londres, assassinou o marino, o filho e depois deu fim a própria vida de maneira brutal. Porém, desse macabro acontecimento, restou uma sobrevivente: Lou, a filha mais velha do casal. Antes de dar fim a própria vida ela deixou um bilhete com o seguinte: “29 quartos”.

“Pelo canto do olho, ela avistou um borrão de movimento, algo se mexendo na escuridão. E então lhe veio a mesma sensação de antes, aquela profunda impressão de que tinha alguma coisa ali no quarto, algo maligno que desejava causar-lhe mal.”

O que para muitos poderia não significar nada, significa muito para as irmãs Margot e Piper. Elas eram amigas de infância de Amy e juntas descobriram diversos segredos do passado, dentre eles o desaparecimento da tia de Amy, a jovem Sylvie que sumiu nos anos 50 sem deixar vestígios. Após desvendarem os segredos mais sombrios desse hotel, a amizade delas foi desfeita e cada uma seguiu seu caminho. O que elas não esperavam era que tudo isso fosse trazer de volta antigos medos.

Com diversos mistérios não explicados, a terrível presença dessa torre e um crime horrendo, as irmãs tentam juntar as peças desse quebra-cabeças. Encontrando antigas fotos e correspondências de uma jovem com seu diretor favorito, Alfred Hitchcock. O que levaria essa mãe a surtar e retalhar sua família? Por que as evidências não batem? Quais os segredos escondidos nesse hotel e nessa família?


Minha opinião

Você acredita em monstros? A história gira em torno de diversos mistérios que fazem com o que leitor corra para antecipar os fatos e descobrir o que está acontecendo. Conforme as personagens avançam para desvendar o que está pairando no ar, ficamos ansiosos e esperando um susto a cada lance de escada, porta aberta ou lugar mais escuro. Por contar a história um pouco em cada ano, sentimos aquele desespero para pularmos logo para o final que contém a grande revelação. Pensei que gostaria muito mais da história, pelo seu começo, mas o final, apesar de ser aceitável pela forma como os fatos de se desenrolaram, deixou a desejar, pelo menos para mim.

O enredo é muito bem desenvolvido, sim. Por vários momentos questionei a minha sanidade ao ler e não entender o que estava acontecendo. Se o final fosse diferente, da forma que eu estava pensando que seria, acredito que seria muito mais proveitoso e faria com que o leitor ficasse surpreso, mas acabou sendo bem óbvio. O livro vai de 1955 onde um misterioso evento aconteceu, até passar por um trio de amigas que encontra algo sinistro no velho hotel em 1989 e finaliza com os eventos ocorridos no ano de 2013.

“Entrou na torre, com o coração acelerado. Era besteira sentir medo. Já tinha estado centenas, talvez milhares de vezes ali. Conhecia o formato de cada pedra, o sulco das tábuas do assoalho. Porém nunca estivera ali sozinha, à noite, no escuro.”

Dentre os envolvidos na trama, Margot é aquela típica mulher bela, recatada e do lar. Ela possui impedimentos que não a deixam participar das investigações, por isso, tudo acaba caindo nas mãos de Piper. A irmã mais independente e segura, que saiu e construiu sua vida enquanto a mais nova permaneceu na pequena cidade e lá criou laços. Duas irmãs, completamente diferentes e que precisam se unir para desvendar o que está acontecendo.

A melhor personagem dessa trama, sem sombra de dúvidas, é aquela que acabou desencadeando diversos acontecimentos decisivos na história. A tia Sylvie, que desapareceu sem deixar vestígios. Diversas são as teorias que giram em torno dela, uma menina viva e alegre, que sonhava em ser atriz. Ela realmente desapareceu ou será que fugiu de casa? Por que ela andava tão estranha dias antes do acontecido?

Essa é a uma trama que gira em torno dos questionamentos. Quem está mentindo nessa história? O que de fato está acontecendo? Por que algumas pessoas se comportam de maneira tão estranha? Diversas são as possibilidades. Poucas partes do livro se passam em 2013, aqui temos a história sobre o ponto de vista de vários narradores e em várias épocas. Talvez isso que faça com que a narrativa seja tão rica em detalhes e informações.  É possível construir o que está acontecendo, conforme a forma que é apresentada e não nos perdemos nessa linha do tempo.

Temos segredos que sobrevivem por gerações e uma viagem no tempo. Algo que aconteceu nos primórdios e que só será explicado no final. Algumas coisas, confesso, achei bem óbvias e não fiquei surpresa ao constatar que estava certa. Mas, em outras, fui pega de surpresa ao perceber que deixei passar algumas pistas que estavam na minha frente. Segredos, amizades desfeitas e aquela incerteza em saber se o que está acontecendo é realmente real.

É um livro bom? É sim. Ele é instigante e te faz querer continuar com a história? Com certeza. Tem um final bom? Mais ou menos. Mas, acredito que foi o final que mais se encaixou com o que foi proposto pela história. Não se engane, se você começar a ler, não vai parar mais. Eu devorei todas essas páginas em um final de semana. Só o final que não foi tudo aquilo que eu esperava, mas eu dou um desconto por todo o desenvolvimento do livro. Se você não acredita em monstros, está na hora de conhecer essa história.

 

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A TORRE DO TERROR

Autor: Jennifer McMahon

Editora: Record

Ano de publicação: 2017

Um segredo macabro habita o Hotel da Torre Nos anos 1950, o Hotel da Torre, com seus 28 quartos, era a maior atração da pequena Londres, em Vermont. Hoje está abandonado, vivo apenas na memória de três mulheres — as irmãs Piper e Margot e sua amiga, Amy Slater, filha da família que o administrava. Elas costumavam brincar lá quando pequenas, até o dia em que as brincadeiras desenterraram algo macabro e sinistro do passado dos Slater — algo que determinou o fim da amizade de Piper e Margot com Amy. Com o passar dos anos, as irmãs fizeram tudo o que puderam para deixar o episódio para trás e seguir com a vida; Piper mora na Califórnia, enquanto Margot dedica-se à família e a estudar a história local. Até que um dia Piper recebe uma ligação de Margot em pânico: Amy e sua família estão mortos, supostamente pelas mãos da própria Amy. Só que, antes de morrer, Amy deixou escrita uma mensagem que as irmãs sabem ser direcionada a elas: “29 quartos”. De repente, Margot e Piper são forçadas a revisitar aquele verão fatídico em que encontraram uma mala e cartas que pertenceram a Sylvie Slater, tia de Amy, desaparecida na adolescência.

É colaboradora do Resenhando Sonhos.
Natural de São Sepé, atualmente morando em Santa Maria.
Formada em Gestão da TI pela URCAMP e cursando Produção Editorial na UFSM.
Apaixonada por livros, Johnny Cash e cachorros.