Tubarão – Peter Benchley

O livro Tubarão foi escrito pelo autor americano Peter Benchley, que é fascinado por temas marinhos. O livro de 1974 foi o primeiro e mais famoso do autor, tendo alcançado em poucas semanas a marca de 8 milhões de exemplares vendidos. O livro foi publicado em 2015 pela editora Darkside em duas versões, uma com a capa clássica que ficou famosa pela adaptação cinematográfica e uma edição limitada em capa dura.

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SOBRE O LIVRO

Logo de cara o leitor já pode notar que o escritor não estava pra brincadeira. A primeira perspectiva não se dá pelos olhos de um ser humano, mas sim da máquina de matar que assola a pacata praia de Amity, um balneário no litoral de Long Island. Somos convidados a acessar a obra pela perspectiva assassina do animal, onde assistimos atônitos o poder e os instintos da fera dando cabo da sua primeira vítima.

Logo após esta primeira incursão submarina e sanguinária do romance, começa-se a se descortinar a trama do livro. A praia de Amity é um típico balneário, que sobrevive da temporada de verão, quando as praias estão cheias e por consequência há comércio suficiente para manter os moradores durante a baixa temporada. Tudo muda quando durante uma noite uma jovem desaparece ao entrar no mar, enquanto festejava com alguns conhecidos.

O desaparecimento da garota é levado ao conhecimento do chefe de polícia Martin Broddy, que destaca uma pequena força para averiguar o desaparecimento. Ao procurar por evidências na praia, Hendricks, o policial que o acompanhava encontra um emaranhado de algas e decide investigar. A garota é encontrada enfim, bom… parte dela.

“Quando alcançou o amontoado, Hendricks se abaixou para afastar um pouco as algas. De repente parou. Por alguns segundos ele olhou, congelado. Procurou por seu apito nos bolsos da calça, pôs nos lábios e tentou assoprar. Ao invés disso ele vomitou, se desequilibrou para trás e acabou caindo de joelhos.

Emaranhados no monte de algas estavam a cabeça de uma mulher, ainda presa aos ombros, parte de um braço e cerca de um terço do tronco. A massa de carne dilacerada estava cheia de manchas roxas, e enquanto Hendricks vomitava na areia, pensou – e o pensamento o fez vomitar de novo – que o que sobrou do seio da mulher parecia achatado como uma flor espremida num livro de memórias.”

Frente a essa tragédia o chefe de polícia imediatamente decide fechar as praias, para que antes de as liberar seja averiguado se o tubarão que atacou a jovem ainda ronda o litoral. Porém, Larry Vaughan, prefeito e grande empresário se opõe categoricamente à decisão do chefe de polícia, afirmando que a economia de Amity não sobreviveria a uma temporada de baixa procura de banhistas. Em uma conversa tensa, o prefeito visivelmente alterado, elenca as motivações pelas quais a praia não deve ser seja fechada. Afirmando que tem recebido ligações e ameaças dos comerciantes, que temem que matérias sobre o ataque ou o fechamento das praias possa afugentar os turistas.

“Se você não me ouvir, disse Vaughan, você pode não ter seu trabalho por muito tempo.”

Com o incidente do tubarão, o chefe Broddy se vê nadando em um mar de problemas: Somado ao evidente perigo que um tubarão com gosto pela carne humana oferece a uma praia que necessita permanecer aberta. A desconfiança quanto ao prefeito, que cada vez mais parece estar envolvido em negócios escusos. Dando prioridade a praia estar aberta e aos seus interesses, em detrimento do risco de mais um banhista morto.

Tudo piora quando, após a decisão de manter a praia aberta, uma criança é morta em um ataque do tubarão. Forçando o chefe Broddy a encarar a “influência” do prefeito, e as consequências iminentes, para iniciar uma caçada mortal ao grande tubarão branco.

MINHA OPINIÃO

O livro surpreende, principalmente quem espera ver o que viu no cinema. O filme de Spielberg tem como foco a ameaça do tubarão e a batalha com o monstro, mas o livro é bem mais rico. Há grandes descrições sobre os sentimentos e as interações emocionais dos personagens, principalmente do casal Broddy.

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Também, por incrível que pareça,  o papel da máfia em piorar o impacto da estada do sanguinário tubarão branco no litoral de Long Island. Sendo coroado por um prefácio escrito pelo próprio autor, onde ele explica que os temas marinhos sempre o fascinaram desde criança. E assim como algumas crianças escolhem para si os dinossauros, o autor afirma que escolheu o tubarão.

A edição da Darkside é mais um primor de acabamento. Com capa dura e atenção aos mínimos detalhes, como fotos em preto e branco de barbatanas no entre capítulos e uma fita como marcador, o livro é uma edição que qualquer leitor teria orgulho de ter na sua estante. Nada menos.

TUBARÃO

Autor: Peter Benchley

Editora: Darkside

Ano de publicação: 2015

Devore ou seja devorado
Você não está vendo, mas ele está lá no fundo, observando suas pernas se mexerem nas águas turvas. A mais perfeita máquina assassina da natureza, o predador que mantém seu posto no topo da cadeia alimentar desde a época dos dinossauros. Um torpedo de carne, ossos e dentes. Não há para onde fugir. Se você sempre devorou livros, chegou a hora da revanche.
Tubarão é o clássico romance de Peter Benchley que deu origem ao primeiro blockbuster de Steven Spielberg. Mas, mesmo antes do sucesso na telona, o frenesi alimentar de Jaws se transformou num fenômeno de vendas. O best-seller internacional foi o principal responsável em elevar a fera de barbatanas dorsais ao status de perfeita encarnação do mal. Se já existiu um bicho-papão na natureza, ele está dentro d’água.
A história se passa em Amity, um balneário ficcional situado em Long Island, Nova York. Quando o corpo de uma turista é encontrado na praia o chefe de polícia Martin Brody ordena o fechamento das praias da região. Mas o prefeito Larry Vaughan, mais preocupado com o dinheiro dos veranistas, consegue abafar a notícia e libera o banho de mar na cidade. O banquete está servido.

É colaborador – intruso – do Resenhando Sonhos.
Formado em publicidade e propaganda, especialista e mestrando em artes visuais, aprendiz de feiticeiro, astrólogo, cozinheiro e da casa Grifinória.