Avatar: A Lenda de Aang estreou em 2005 na Nickelodeon, e eu não fazia ideia. Não fazia ideia do que era, não fazia ideia dos fãs cativos que a série mantinha até hoje, e não fazia ideia de que uma série animada de quase 20 anos ainda poderia me conquistar. Criada por Michael Dante DiMartino e Bryan Konietzko, os dois também assinam o roteiro em parceria com Aaron Ehasz e John O’Bryan. Konietzko foi, ainda, diretor e diretor de arte, além de que ambos os criadores foram produtores executivos, enquanto a trilha sonora é de Jeremy Zuckerman.

Na série de três temporadas o público é apresentado a um mundo fictício, dividido em quatro reinos e povos: Fogo, Água, Terra e Ar. Os elementos são a base do sistema de magia, a chamada “dobra”, uma espécie de manipulação. E, no entanto, o mundo está em guerra há mais de um século, quando a Nação do Fogo iniciou uma empreitada de dominação global. O único que poderia impedir esse avanço seria o Avatar, uma figura reincorporada a cada geração que consegue dominar os quatro elementos.

Mas o Avatar sumiu há 100 anos, e o conflito se espalhou pelo mundo… Até dois irmãos da Tribo da Água, Katara e Sokka, acidentalmente o encontrarem, congelado. E qual a sua surpresa quando o grande mestre que precisa solucionar os problemas do mundo se revela um menino de 12 anos chamado Aang que nem chegou a completar seu treinamento. Agora, os três amigos partirão nas mais inusitadas aventuras para que Aang se prepare para a batalha e ponha um fim à guerra.

Em pleno 2024, é impossível não bater os olhos nessa sinopse e não achá-la clichê. Por isso, aqui vão 5 motivos para você não deixar de conhecer essa história doce e divertida:

Qualquer um é capaz de fazer grandes bondades e grandes maldades.

Motivo 1: Se você gostou de Percy Jackson…
Os elementos em comum entre Avatar e Percy Jackson não são poucos, é claro. O trio de ouro, as aventuras em formato de missões, um menino de 12 anos que descobre que terá que salvar o mundo, enfim. Mas é o tom inerentemente nostálgico que faz com que aqueles que leram Percy Jackson e os Olimpianos quando eram pré-adolescentes se sentirem tão abraçados na história de Aang. Isso sem falar nas mensagens sobre amizade, amadurecimento, responsabilidade e perdão.

Motivo 2: Os personagens
Eu me pergunto como personagens animados de uma série infantil podem ter mais personalidade do que muitas séries por aí. Porque sim, Avatar: A Lenda de Aang entrega personagens complexos e falhos que precisam se confrontar constantemente com medos e sentimentos conflituosos, mas com características marcantes que passam para o expectador a sensação de conhecer cada um deles profundamente. É evidente que no início Aang, Katara e Sokka cumprem com os estereótipos do herói atrapalhado, da menina-irmã responsável, e do amável piadista, mas acompanhar os três crescendo é muito bonito, assim como Toph e Zuko que adentram o elenco principal mais à frente.

Motivo 3: O enredo
Alguns clichês são inevitáveis dentro da proposta de Avatar, e eu mesma não diria que a trama da série é imprevisível. Os pontos-chave são esperados, e, se você tem algum repertório na bagagem, dificilmente algo te deixará chocado. Mas se você conseguir encarar isso como parte do charme da série, não são poucos os momentos que vão além do esperado, tocando em tópicos sensíveis e até surpreendendo com algumas reviravoltas. Acima de tudo, o roteiro não tem medo de colocar os personagens em situações difíceis, o que enriquece dilemas e a mensagem da importância da bondade. Isso sem mencionar o sistema de magia e a construção de mundo, que vão se enriquecendo ao longo da série de maneira impecável.

Motivo 4: História universal
Conseguir se manter atual para todas as idades duas décadas depois da estreia diz muito sobre a qualidade de uma narrativa.
A saga de Aang discute moralidade, amizade, poder, rebelião, liberdade, o valor da paz e muito mais, funcionando perfeitamente como uma fantasia de entretenimento, mas com camadas de significado logo abaixo da superfície. E tudo isso com humor e recursos narrativos que não se desgastaram ao longo do tempo.

Motivo 5: A dublagem brasileira
Pode parecer bobo, mas quem gosta de animações entende o quanto uma boa dublagem pode deixar uma história 10 vezes melhor. A história se empresta muito bem ao português com diálogos genuínos que não infantilizam os personagens, e que se adequa muito bem ao estilo de comédia da série.

avatar a lenda de aang

AVATAR: A LENDA DE AANG

Diretor: Bryan Konietzko

Elenco: Erick Bougleux, Luisa Palomanes, Caio César, Reginaldo Primo, Domício Costa, Ana Lúcia Menezes

Ano de lançamento: 2005

Os irmãos Katara e Sokka acordam o jovem Aang de uma longa hibernação e descobrem que ele é um Avatar, com poderes que podem derrotar a Nação do Fogo.

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