A Descoberta (The Discovery) é um filme de drama, original Netflix, dirigido por Charlie McDowell e lançado em 2017.
Após a existência de vida pós morte ser provada cientificamente uma onda de suicídios se instaura. Thomas Harbor, o cientista responsável pela descoberta que dedicou sua vida a essa pesquisa, declara em um entrevista que não sente-se responsável por essas mortes.
Contudo, essa entrevista não sai como esperado e um dos membros da equipe entrevistadora se suicida durante a mesma. Após esse acontecimento, Thomas Harbor nunca mais apareceu em público e tem se dedicado a descobrir para onde vai nossa consciência após a morte.
Além da pesquisa incansável de Thomas, o filme acompanha Will, seu filho, que retorna para o laboratório do cientista, mas é cético e não aprova a busca por resposta do pai. Após salvar uma jovem, Isla, do suicídio, ela é abrigada no laboratório junto com outros sobreviventes, e sentimentos entre os dois começam a se desenvolver.

O filme possui um ritmo agradável. Não é rápido, cheio de acontecimentos, mas não chega a ser parado ou lento. Mesmo assim, ele não conseguiu me envolver completamente, mantendo uma narrativa e atenção mornas. Quando uma possível pista, que traz mais perguntas, de para onde nossa consciência vai após a morte aparece, fiquei curiosa para saber o que significava.
Apesar de haver atores conhecidos no elenco do filme, as atuações entregam apenas o básico, não apresentando nada de excepcional. O mesmo para o enredo e direção, que apesar do filme possuir elementos que remetem a angústia e tristeza, como a trilha sonora para auxiliar, o longa não conseguiu me transmitir tal sentimento.
Apesar disso, pelo tema da história e do desenrolar de alguns acontecimentos, como os suicídios e as próprias descobertas, me peguei pensando diversas vezes qual outros possíveis desdobramentos e comportamentos possíveis se a situação fosse real.
Já sobre o romance que é emplacado no filme, e acaba por se tornar até mesmo a trama principal, não me cativou de forma alguma. O casal não transmite nenhuma química, nem parecendo haver um real sentimento entre eles. Além disso, o envolvimento acontece muito rápido e de forma até mesmo abrupta para mim. Um beijo em um momento aleatório e no próximo take estão se abraçando e agindo como um casal. Não sei se a passagem do tempo não ficou clara ou eu não entendi certo, mas me pareceram poucos dias de envolvimento.
Outro ponto relacionado ao relacionamento do casal, é uma atitude do Will que leva ao desfecho do filme, a qual foi precipitada, principalmente levando em consideração o tempo de envolvimento deles, o que considerei incoerente, gerando muita frustração e atrapalhando bastante a experiência.

Assim, tal atitude leva ao plot twist do filme, o qual é interessante, mas a incapacidade de despertar sentimentos mais que monótonos ao longo do filme fez com que não me gerasse grande impacto. Ou seja, durante toda a experiência, os poucos sentimentos despertados não foram capazes de causar qualquer relevância, tornando o longa esquecível.
Por fim, pelo protagonismo estar voltado ao Will, senti falta de um maior desfecho em relação à descoberta. Sabemos o que Thomas pretende fazer com os aparelhos que construiu e entendo a decisão do que fazer com a informação, mas gostaria que tivesse alguma atitude para tentar impedir os suicídios, além da campanha antisuídio que se resume em placas e comerciais e não vem mostrando efeito, dado a motivação das pessoas que é viver o pós vida.
Recomendo o filme para aqueles que gostam de dramas com o intuito de trazer reflexões e pensar em temáticas que envolvem a vida, segundas chances, recomeços, propósito e arrependimentos porque, pelo menos durante o momento em que estava assistindo, me peguei pensando sobre tais temáticas.


A DESCOBERTA
Diretor: Charlie McDowell
Elenco: Robert Redford, Jason Segel, Rooney Mara, Riley Keough e mais
Ano de lançamento: 2017
Um cientista prova a existência de vida após a morte, causando uma onda de suicídios. Ao mesmo tempo, seu filho se apaixona por uma mulher com uma série de problemas.

















