Apocalipse Z: Os Dias Escuros, é o segundo volume da trilogia de horror do escritor espanhol Manel Loureiro, e foi publicado no Brasil em 2011 pela editora Planeta.

Sobre o Livro

Ao fim do primeiro livro, viu-se o advogado espanhol e seus amigos tendo que sair as pressas do hospital em que estavam abrigados antes que o incêndio da mata ao lado os alcançasse. Desanimados por ter que abandonar o abrigo perfeito, só não ficaram em pior estado porque tinham mantimentos e um helicóptero para sair de lá o mais rápido possível sem ter que ficar enfrentando, a cada minuto, aqueles andantes mortos-vivos sedentos por carne humana.

Pritchenko, Lúcia, Irmã Cecília, o advogado (cujo nome ainda é um mistério) e Lúculo (o gato) – um grupo bem peculiar – traçam às ilhas Canárias como destino, pois, segundo o advogado, este pode ser um dos únicos lugares que ainda podem ser seguros na Terra. Mas, chegando lá, encontram uma população faminta, com poucos recursos para sobreviver e prestes a entrar em uma guerra civil entre republicanos e monarcas.

“Quem, caralho, precisa de uma infecção para exterminar a espécie humana? Nós sozinhos nos bastamos, obrigado!”

Sem opções, foram obrigados a dançar conforme a música, sendo assim, se adequarem às regras do novo “país” (Tenerife) em que estavam se tornando “nacionais”. Logo, cada um teve que começar a servir ao local em troca de conseguirem se manter, assim como na vida real, só que de uma forma mais dura e trágica. O advogado e Pritchenko eram considerados peças chaves para as missões fora das ilhas, pois foram os únicos homens que chegaram até lá depois de ter passado mais de 1 ano em meio aos não mortos. Sem demora, o conforto da segurança lhes foi tirado e eles foram enviados a uma missão em Madri, junto com outros soldados, a fim de conseguir medicamentos para os sobreviventes das ilhas. Mas nem tudo ocorreu perfeitamente.


Minha Opinião

É normal que as continuações de uma série ou trilogia deem aquela amornada após o primeiro livro, mas isso não aconteceu com o segundo volume de “Apocalipse Z”. Quando pensamos que Manel Loureiro não teria mais como nos surpreender, ele vai lá e mostra que tem o dom da criatividade, fazendo com que nós, meros leitores, mordamos a língua ao ter duvidado de sua capacidade de fazer um segundo livro ainda melhor que o primeiro, Apocalipse Z: O Princípio do Fim.

Além de criar um universo apocalíptico zumbi perfeito e com detalhes que nem as séries e filmes são capazes de transmitir, tendo muitas vezes umas sacadas bem inéditas a ponto de pensarmos “poxa, como The Walking Dead nunca deu ênfase nisso?“, Manel ainda cria uma subcamada sobre a atitude humana. Ou seria um livro sobre a atitude humana com um pano de fundo apocalíptico cheio de zumbis? Isso fica a critério do leitor decidir.

Já que mencionei The Walking Dead, vou fazer outra comparação: sabe aquela jogada do diretor, de sempre estar trabalhando com dois acontecimentos, e cada episódio trata sobre um, fazendo com que a gente não consiga parar de assistir ou quase morrer de curiosidade para assistir o próximo? Então! Aqui acontece exatamente isso! Quando o nosso grupo peculiar se separa, cada capítulo vai retratar cada um deles, sendo assim, os capítulos se mesclam entre Advogado/Pritchenko e Lúcia/Irmã Cecília/Lúculo, e ao final de cada capítulo, Manel solta uma reviravolta que torna impossível abandonar a leitura. Sendo assim, não pegue o livro antes de dormir com a autossabotagem de “só mais um capítulo”, sabemos que isso nunca funciona, muito menos funcionará com esse livro.

Como você já pôde perceber pela sinopse, e como se pode perceber em toda história pós-apocalíptica, os zumbis, ou qualquer que seja a devastação que esteja acontecendo, acaba sendo sempre secundária, pois a estupidez humana sempre, sem exceções, acaba se tornando o problema principal. E o mais curioso aqui nesse segundo livro, é que não temos pessoas se matando pela última lata de sardinha ou pela uma caixinha de munições mas, sim, por conta de qual governo irá se instalar, como se isso, no fim das contas, importasse.

Os humanos são tão desgraçados e nada confiáveis, que quando a Terra os extermina em praticamente 99%, pode-se dizer que os sobreviventes estão cada um por si, no máximo lutam por sobrevivência com o pequeno grupinho que cada um vai formando, fora isso, é estupidez pensar e gastar forças tentando fazer com que qualquer coisa seja parecida com como era antes do apocalipse, principalmente um sistema de governo.

Manel Loureiro, em uma narrativa fluida e envolvente, nos transborda em detalhes e sensações com a sua história cheia de camadas, nos fazendo ansiar pelas resoluções de todas as reviravoltas que cria, e claro, nos deixando desesperados para adentrar na leitura do terceiro livro e descobrir, afinal, qual será o conflito que despertará A Ira dos Justos.

APOCALIPSE Z: OS DIAS ESCUROS

Autor: Manel Loureiro

Tradução: Sandra Martha Dolinsky

Editora: Planeta

Ano de publicação: 2011

A civilização já não existe. Não há internet nem televisão. Não há casas ou escritórios. Nem escolas ou supermercados. Não há quase ninguém vivo para conversar. Não há quase nada que possa lembrar que um dia a humanidade existiu, a não ser pequenos grupos isolados de pessoas assustadas e quase sem recursos para manterem-se vivas. O Apocalipse já começou. Agora só há um objetivo: SOBREVIVER.

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