A Bienal Internacional do Livro de São Paulo é um evento cultural organizado pela Câmara Brasileira do Livro (CBL), onde se reúnem várias editoras brasileiras e estrangeiras para apresentarem seus títulos. Em 2024 aconteceu a 27ª edição entre os dias 6 e 15 de setembro, no Pavilhão de Exposições do Anhembi, em São Paulo.

Considerado um sucesso, a Bienal do Livro SP 2024 levou 722 mil pessoas ao Distrito Anhembi ao longo dos dez dias de evento, um aumento de 9,39% do que em 2022, segundo dados divulgados pela CBL. Cada frequentador gastou, em média, R$ 208,14. Segundo pesquisa realizada entre em 227 expositores, o faturamento diário aumentou 83% em comparação com a edição de 2022.
Três foram os pontos que contribuíram para o sucesso que foi um ótimo trabalho de divulgação com influenciadores, a maior visitação escolar e o Distrito Anhembi que foi totalmente remodelado e que pôde oferecer uma experiência ainda melhor aos visitantes, com mais conforto e infraestrutura, como corredores mais largos que melhoraram a circulação do público.
Houve um esforço pela democratização do acesso ao livro que se tornou um sucesso graças a ações como cashback (no valor pago pelo ingresso) e vale-livro (voucher individual de R$ 60 distribuído a 123 mil alunos e servidores da rede municipal de educação), destinados à aquisição de livros direto com as editoras.
Este ano a Bienal do Livro teve como país convidado de honra a Colômbia, presente no evento com um estande que trazia o tema “A selva e suas histórias possíveis”, com arquitetura inspirada nas paisagens naturais da Amazônia colombiana. Houve ainda um comitiva de 17 chefs de cozinha e 17 autores renomados, além de grupos musicais, promovendo atividades em seu estande.

Ao todo, foram 227 expositores que disponibilizaram mais de 500 selos editoriais, num catálogo completo e diversificado em gêneros literários. Os títulos mais procurados pelo público durante a feira foram:
Companhia das Letras: “Uma Família Feliz”, thriller psicológico brasileiro de Raphael Montes.
Rocco: “Powerless”, fantasia de Lauren Roberts.
Arqueiro: “A Hipótese do Amor”, romance de Ali Hazelwood.
Sextante: “A morte é um dia que vale a pena viver”, livro de não-ficção de Ana Claudia Quintana Arantes.
Intrínseca: “Melhor do que nos filmes”, comédia romântica de Lynn Painter.
Record: “É Assim Que Acaba”, romance de Colleen Hoover.
Globo Livros: “Minha Melhor Parte”, romance de Hannah Bonam-Young.
Planeta: “Quarta Asa”, fantasia de Rebecca Yarros.
JBC: “Nana Vol. 1”, mangá de Ai Yazawa.
Aleph: “Box Duna – Primeira Trilogia”, fantasia épica de Frank Herbert.
VR Editora: “Diário de um Banana (vol. 1 a 18)”, livro infanto-juvenil de Jeff Kinney.

Foram mais de 2000 horas de programação nos 13 espaços culturais bastante concorridos. Áreas destinadas a autores, pensadores do mundo literário, empreendedores, artistas de cordel e do repente, personalidades da gastronomia, educadores com atividades para crianças, celebridades e outras atrações. O encontro do público com o conhecimento e lazer ganhou espaço na agenda dos visitantes, que abraçaram a diversidade em todos os aspectos.
A Bienal do Livro se consagra como ponto de encontro dos amantes dos livros, local ideal para vivenciar experiências com as obras e adquirir exemplares. Para quem se interessar em participar das próximas edições, em 2025 ela acontece no Rio de Janeiro, e em 2026 retorna para São Paulo.
















