Cidade Invisível é uma série brasileira original Netflix que mistura o folclore nacional com suspense policial. Foi criado por Carlos Saldanha com roteiro dos escritores Raphael Draccon e Carolina Munhóz.

Misturando suspense com fantasia, Cidade Invisível se passa no Rio de Janeiro dos tempos atuais. Protagonizado por Eic (Marco Pigossi) um policial ambiental carioca, tem sua vida mudada quando descobre que sua esposa é assassinada em uma floresta na noite de uma festa junina.

Curioso e angustiado em querer saber quem matou sua esposa, ele começa a investigar pelos pequenos detalhes e ao mesmo tempo tem que lidar com a ausência dela em sua vida. Porém as coisas só pioram quando ele encontra um boto cor-de-rosa – que vive em águas doces – morto numa praia do Rio.

Ao mesmo tempo que tenta descobrir o assassino de sua esposa e o motivo para um boto-cor-de-rosa aparecer em uma praia, as coisas vão parecendo que as duas mortes se encaixam em uma relação muito estranha e misteriosa. Cabe a ele tentar descobrir as peças faltantes.


Quando alguém te diz para assistir uma produção nacional para incentivar nosso cinema, as vezes vemos algumas histórias repetitivas e só a vemos por que ela é nacional. Mas quando temos uma produção como Cidade Invisível onde não só possui uma qualidade tremenda como principalmente coloca nossa cultura brasileira como tema principal da história, isso é inovador.

O folclore brasileiro cada vez mais aparenta estar em esquecimento. Aqueles que tem a oportunidade de conhecê-lo são as crianças nas escolas onde aprendem um pouco mais sobre a Cuca, o Saci, Curupira…

São as escolas uma das únicas fontes que mantêm vívidas histórias tão bonitas (e até assustadoras) da nossa cultura. Não existe um Saci colombiano ou um Curupira estadunidense. São nossas histórias, nossa cultura, e precisamos valorizá-la, rememorá-la e produzir obras com base nelas para dar mais vida. Cidade Invisível fez isso e é uma honra podermos ter uma produção como esta.

Vemos personagens do nosso folclore criando vida e isto me encheu de emoção. Enquanto que eu ouvia quando pequeno sobre a Cuca que vinha me pegar, eu nunca imaginei que poderia estar anos depois assistindo uma série brasileira para público jovem adulto em que pudesse transformar a Cuca em um ser real para a televisão. E não foi só ela. Para mim o Curupira foi tão bem feito e interpretado que senti que nenhuma outra história do mundo poderia reproduzi-la pois justamente utilizaram elementos brasileiros.

E não para por ai. Como se não bastasse o folclore brasileiro, as músicas de fundo são muito bem posicionadas. Em várias cenas colocaram o som do berimbau para ajudar na imersão da história. E isto somou-se a uma música colocada no final de um dos episódios de matriz africana que exalta a umbanda ao se referir aos orixás.

Diante a tudo isso, o prato cheio termina com um bom suspense que me fez ver rapidamente os 7 episódios desta temporada. E já estou ansioso para mais. Admito que o final não foi lá de arrancar os cabelos, mas eu fiquei muito triste em saber que já tinha acabado. Para mim foi tão rápido em tão pouco tempo! Queria ver mais personagens do nosso folclore, queria saber mais sobre suas histórias.

Mas pelo visto terei que aguardar uma futura 2° temporada, que já foi confirmada. E que venha com tudo!

CIDADE INVISÍVEL

Diretor: Carlos Saldanha

Elenco: Marco Pigossi, Alessandra Negrini, Julia Konrad.

Ano de lançamento: 2021

Ele passou a viver entre realidade e um mundo invisível habitado por seres fantásticos depois que sua esposa morreu – e percebeu que nem tudo é como parece. A série Cidade Invisível, do diretor indicado ao Oscar, Carlos Saldanha, faz um mergulho nas histórias do folclore brasileiro de forma atual e fala sobre o poder das relações humanas. Estrelada por Marco Pigossi e Alessandra Negrini.

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