Mad Max: Estrada da Fúria é o quarto filme da franquia australiana dirigida por George Miller, lançado em maio de 2015 no Brasil. É também vencedor de diversas premiações, incluindo o Oscar de Melhor Direção de Arte, Figurino e Mixagem de Som.

Em um mundo pós-apocalíptico, poucas cidades ainda sobrevivem, ajudando umas às outras com seus recursos, entre eles água e combustível. É nesse cenário inóspito que Max (Tom Hardy) vive, acreditando que seguir sozinho é o melhor caminho. Estava tudo funcionando bem, até que ele é caçado e aprisionado pelo regente de uma dessas cidades, Immortan Joe (Hugh Keays-Byrne), e acaba se vendo entrelaçado em meio a uma batalha no deserto causada pela Imperatriz Furiosa (Charlize Theron), ao ajudar na fuga das mulheres de Immortan Joe.

Em um ritmo frenético, com visuais incríveis e lutas super bem coreografadas, Furiosa e Max devem conseguir escapar para então chegar ao destino final, uma promessa de liberdade e de uma vida melhor.


Para ser sincera, existem poucos filmes de ação clássicos dos anos 80 que eu de fato assisti. Os famosos Brucutus não fizeram tanta parte da minha infância quanto fizeram da do meu pai. Ainda assim, muitos desses filmes são tão característicos, que é difícil não reconhecer os personagens. Rambo, Exterminador, etc… todos personagens marcantes. Mas Max não me era familiar. Fui assistir ao filme e nem me lembro se eu sabia da existência da trilogia original. No fim das contas, a obra original não muda a compreensão do filme de 2015.

A história do filme é simples. É uma fuga, e nada mais. Mas por ser um filme de ação, grande maioria do tempo de tela é dedicado à socos, tiros e explosões. E meus amigos, que cenas incríveis!

Estrada da Fúria, porém, te conta muito mais nas entrelinhas. O conceito de automóveis como uma religião, com referências à mitologia nórdica e aos kamikazes. Os servos de Immortan Joe o veem como um Deus, e vão à luta sem medo da morte. Em diversos momentos, o filme mostra expressões e gestos utilizados de forma recorrente para agradecer, se despedir, reverenciar e desprezar.

O filme também mostra a deterioração da natureza e do ser humano naquele mundo, como os corpos das pessoas reagiram ao apocalipse e como sua aparência pode te garantir uma determinada função.

A criação de mundo dessa história é perfeita, mostrando para quem souber analisar como a sociedade gira e como os personagens principais se encaixam nela. Os detalhes de cultura e religião que incentivam e se mesclam à luta. O visual do filme também é de tirar o fôlego. Diversas cenas foram gravadas de fato, sem efeitos especiais, no deserto australiano com explosões controladas, para dar mais realidade à perseguição.

E, apesar de o filme se chamar Mad Max, ele não é o personagem principal dessa história, e sim a Furiosa. Ela é uma das personagens femininas mais fortes, bem construídas e maravilhosas que eu já vi na minha vida. Até hoje, sempre que vou assistir esse filme eu sinto um arrepio só de ver a Furiosa na tela.

Através de todos esses personagens, temos uma visão bastante clara de como aquele mundo é para cada um deles, tudo isso enquanto carros estão explodindo ao redor.

O elenco todo é perfeito, e se antes eu já amava a Charlize Theron, agora ela é minha rainha. Tom Hardy mal tem falas no filme, e quando abre a boca, fala meio arrastado ou fica grunhindo, mas sinceramente, tanto faz porque o momento de brilhar não é dele.

Na época, lembro de ouvir muitas pessoas reclamando do filme. A maioria dessas reclamações vinham de fãs da trilogia original que ficaram escandalizados por seu grande anti-heroi Max ter sido colocado de lado para dar lugar à Furiosa. Mas também ouvi reclamações de que o filme não tinha roteiro, que o final não fazia sentido, entre outras coisas.

Na minha humilde opinião, um filme de ação pura ter um roteiro muito complicado acaba muitas vezes atrapalhando, afinal, quando se busca assistir um filme de ação, se quer ver gritaria, porrada e lutas que jamais funcionariam na vida real, porque aquilo tudo é coreografado, mas você quer é ser enganado. Mas ainda assim, acredito que o filme tenha um roteiro sim, ele só é simples, e o que faz a diferença aqui é todo o trabalho gráfico, as lutas em si e as informações passadas através das imagens e detalhes que enriquecem a história.

É um filme divertido, rápido, empolgante, energizante e frenético. É um dos meus filmes prediletos, e sinto que poderia assistir ele do início ao fim sempre que ele estiver passando.

Vocês já assistiram algum dos filmes da franquia? Conhecem algum outro filme que dizem não ter roteiro?

MAD MAX – ESTRADA DA FÚRIA

Diretor: George Miller

Elenco: Tom Hardy, Charlize Theron, Nicholas Hoult, e mais

Ano de lançamento: 2015

Em um mundo apocalíptico, Max Rockatansky acredita que a melhor forma de sobreviver é não depender de ninguém. Porém, após ser capturado pelo tirano Immortan Joe e seus rebeldes, Max se vê no meio de uma guerra mortal, iniciada pela imperatriz Furiosa que tenta salvar um grupo de garotas. Também tentando fugir, Max aceita ajudar Furiosa. Dessa vez, o tirano Joe está ainda mais implacável pois teve algo insubstituível roubado.

Relacionados

Destaques

Insta
gram

Parceiros