Filme nacional dirigido por André Pellez e protagonizado pelo comediante Paulo Gustavo, foi estreado em 2013 atingindo, no mesmo ano, um recorde nacional de espectadores.

Baseado em uma peça que se tornou sucesso ao público e por inspirações pessoais da mãe de Paulo Gustavo, dona Hermínia (Paulo Gustavo), uma mãe solteira de meia idade teve três filhos com seu ex-marido que a largara para viver com outra mulher, Soraya (Ingrid Guimarães), uma mulher bonita e requintada. Logo, ela fica com seus dois filhos mais novos; sua filha Marcelina (Mariana Xavier) e seu filho Juliano (Rodrigo Pandolfo) enquanto seu filho mais velho, já adulto e casado, vive a quilômetros de distância de seus pais.

Enquanto que seus dois filhos adolescentes estão prestes a se tornar adultos, dona Hermínia faz de tudo para ser uma boa mãe. Mas tudo sai por água abaixo quando a vontade de seus filhos por festas, baladas, independência e namoros, acabam irritando Hermínia e uma briga entre eles faz com que Hermínia queira sair de casa e deixá-los sozinhos por algum tempo.

Brigas, intrigas e confusões veem à tona quando encontros e desencontros entre Hermínia, a nova esposa de seu ex-marido, seus filhos e seu passado resultam em conflitos e nas problemáticas da vida de uma mãe brasileira dona de casa de Niterói.

Este filme traz uma mensagem única à todas as mães brasileiras. As relações entre mãe e filhos são relevadas como principal tema em debate, mascaradas, é claro, pela comédia única que Paulo Gustavo faz viver no papel da mãe, uma mulher sincera e ardilosa que faz de tudo para criar seus filhos da melhor forma.

Misturando as cenas de flashbacks do passado de seus filhos quando eram crianças com as cenas do presente, os detalhes e o enriquecimento da história estão justamente na personalidade única de Marcelina, uma adolescente que curte os melhores momentos, preguiçosa e comilona que ainda depende muito de sua mãe quando se trata de cuidar da casa; de Juliano, um rapaz mais calado e tímido mas que, assim como sua irmã, é festeiro e possuí ainda um desconforto quando se trata de sua sexualidade com sua mãe; e por fim pela própria dona Hermínia com seu linguajar baixo e sua agitação descontrolada. Isto por que ainda não se menciona os problemas com sua irmã Iesa (Alexandra Richter).

Se passando em Niterói, os momentos cômicos foram bem acompanhados com a trilha sonora. Do início ao fim é garantido que a atuação de Paulo Gustavo te tirará ao menos um sorriso. E foi sua intenção desde o início entreter as pessoas misturando comédia e críticas sociais com seu programa 220 Volts que passava no canal Multishow onde, até então, a personagem Hermínia aparecia diversas vezes em blocos do programa reclamando sobre as problemáticas de sua vida com a de seus filhos.

De todas as comédias brasileiras que eu já tenha visto como Até Que A Sorte Nos Separe, De Pernas Para o Ar, Meu Passado Me Condena e demais outros, nunca havia visto uma história tão bem elaborada, trazendo humor, reflexões e críticas a uma sociedade diversa e ao mesmo tempo complexa mas mantendo a essência do que toda família precisa: de um lado materno. Com certeza, esse filme ficará na história do cinema brasileiro.

MINHA MÃE É UMA PEÇA: O FILME

Diretor: André Pellez

Elenco: Paulo Gustavo, Ingrid Guimarães, Mariana Xavier e Rodrigo Pandolfo

Ano de lançamento: 2013

Dona Hermínia é uma mulher de meia idade, divorciada do marido, que a trocou por uma mais jovem. Hiperativa, ela não larga o pé de seus filhos Marcelina e Juliano, que já estão bem grandinhos. Um dia, após descobrir que eles a consideram uma chata, resolve sair de casa sem avisar ninguém, deixando todos, de alguma forma, preocupados com o que teria acontecido. Mal sabem eles que a mãe foi visitar a querida tia Zélia para desabafar suas tristezas do presente e recordar os bons tempos do passado.

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