Atenção!

Este filme pode conter cenas de violência e não é recomendado para pessoas sensíveis.

Uma grande surpresa para esse ano caótico foi o que trouxe alívio para todos os fãs de heróis sobre com o lançamento de Mulher Maravilha (1984). Muitas coisas foram remanejadas, canceladas e algumas delas ainda não se tem nenhuma informação.

Isso inicialmente também aconteceu com o filme dirigido por Patty Jenkins que originalmente iria vir ao mundo no mês de fevereiro/2020 e acabou vindo em dezembro/2020. Novamente temos a grande Gal Gadot como a nossa heroína favorita do universo DC, o retorno de Chris Pine como o amante da heroína e a inserção da Kristen Wiig como um grande trunfo para história que só melhora.

Desde a criação o objetivo da existência da Mulher- Maravilha (lá em 1941) seria para de certa forma “controlar” a quantidade de violência que se existia nos quadrinhos da DC. Ela foi criada para possuir traços de grande altruísmo, entrega real e de sacrifício (o verdadeiro significado de ser herói). É isso que conseguimos facilmente ver nesse novo filme da heroína. Diana vem para realmente guiar os valores e mostrar que todos podemos ser heróis e principalmente lembrar de que mesmo heróis todos somos humanos.

Nessa nova história temos Diana na década de 80, morando em Washington e trabalhando em um museu: levando a vida como uma cidadã comum, sendo mais uma a sociedade. Claro que mesmo vivendo entre os mortais, a heroína não deixa de também corresponder aquilo que é sua natureza, SER HEROÍNA, e por isso vemos cenas logo no início de ação, onde Gadot deixa para trás a ingenuidade que vimos no primeiro filme, para assumir uma postura ainda mais firme nesse. 

Essa nova maneira que foi guiada a história soma muito para mostra que esse filme acertou, (tanto que ela foi inscrito em 10 categorias no próximo Oscar, com grandes chances de ganhar), ele consegue mesclar muito bem as cenas emocionantes de batalhas, perseguições, lutas como também o cotidiano da vida humana, críticas sociais entre muitas outras coisas que super valem a pena conferir.

Então Diana está vivendo normalmente em 1980, salvando algumas pessoas aqui e ali, até que aparece um misterioso cristal para ser analisado que acaba fazendo acontecer diversas coisas estranhas que não possuem uma explicação tão logica. Acontecem tanto com Diana como com as pessoas ao seu redor incluindo a sua nova colega de serviço a gemologista Barbara Ann Minerva (Wiig) e com um petroliro Maxwell Lord (Pedro Pascal).

Jekins faz um ótimo trabalho aqui, principalmente ao introduzir esses novos personagens e os efeitos desse diamante na vida diária de todos, que desperta em todos a empatia e entendimento de que, não importa o que aparenta estar acontecendo (sendo bom ou ruim) existem muitas coisas em jogo para cada um e um grande motivo que justifica tudo.

Uma coisa que eu sempre gosto de pontuar quando vou resenhar algum filme/série é a trilha sonora, cenário, figurino, que novamente aqui foi só acertos. Temos diversas cenas, em diversos lugares do mundo e figurino corresponde grandiosamente bem com a época e o lugar a qual os personagens estão. Assim como as músicas e efeitos que estão impecáveis. Temos um novo uniforme, uma maior utilização do laço da verdade e isso foi muito bem introduzido e aplicado nessa história.

Tenho que também enfatizar a perfeição que é as cenas de ação que esse filme possui, não pecou em nada. Tivemos muitas cenas de luta, de explosões, de muita coisa acontecendo ao mesmo tempo, de correria frenética e de uma surpresa que me fez até suspirar enquanto assistia (o novo uniforme é o spoiler aqui). Podemos dizer que temos uma mistura de um filme de heróis com missão impossível, Indiana Jones que deu muito certo.

O ponto alto para mim dessa história também foi ver novamente o romance entre o Steve e a Diana, que confesso foi uma grata surpresa, onde também enfatiza o talento de Pine e Gadot que possuem muita química durante as atuações e que traz um tom cômico (já que Pine não está habituado a aquilo que o mundo se tornou), claro que né, um romance não poderia faltar em uma boa história de herói.  

Seguindo desse ponto de que tanto os heróis como os vilões nesse história tem muito a perder, juntamente com grandes atuações, uma direção muito boa, imagem, figurino, efeitos especiais e referências que deixaram os fãs muito satisfeitos, a diretora juntamente com a Warner nos entregam um filme excelente, sem defeito algum (na minha opinião) e com uma evolução incrível se comparado com o anterior.

O filme nos traz para uma nova fase de mundo, de como se fazer filmes e assim consequentemente fazer e espalhar histórias e mesmo em meio a tanta sofisticação e mudanças ela não perde a “vibe” DC de sempre e nem tira a caracterização que já conhecemos da nossa maravilhosa heroína.

Com esse pensamento que finalizo, dizendo que se você ainda não viu VÁ CORRENDO VER, pois vale muito a pena. Se o filme não estiver em cartaz ai na cidade onde você mora ele já está também disponível no HBO MAX e tenho certeza de que você não vai se decepcionar.

MULHER MARAVILHA (1984)

Diretor: Patty Jackns

Elenco: Gal Gadot, Chris Pine, Kristen Wiig, Pedro Pascal, Lilly Aspell, Ella Walker e mais

Ano de lançamento: 2020

Diana Prince vive calmamente entre os mortais na vibrante e elegante década de 1980 – uma era de excessos impulsionada pela busca de ter tudo. Embora ela tenha adquirido todos os seus poderes, ela se mantém discreta, curando artefatos antigos e apenas realizando atos heroicos misteriosso. Mas em breve, Diana terá que reunir toda a sua força, sabedoria e coragem ao se encontrar enfrentando Maxwell Lord e a Cheetah, uma vilã que possui força e agilidade sobre-humanas.

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