O Ano do Macaco é um lançamento da escritora estadunidense Patti Smith, publicado pela Companhia das Letras em 2019.

SOBRE O LIVRO

O mesmo ano que faz de Donald Trump presidente dos Estados Unidos da América, conduz a lenda do Punk Rock Patti Smith aos seus 70 anos e a perda de duas importantes referências afetivas e artísticas suas, Sandy Pearlman e Sam Shepard.

“Um a um todos tropeçaram no amanhecer. O valentão urrou. O silêncio tomou conta.”

Como será que a Patti Smith de hoje (ou pelo menos a de 2016) vê e lida com tudo isso? Como é chegar aos 70 anos e ver as pessoas que caminharam com você até então deixar esta vida? Essas são algumas das questões que irão conduzir esta narrativa.


MINHA OPNIÃO

Com um texto bem errático, onde descrições dos bastidores de sua turnê se confundem com reflexões sobre política, vida, morte e arte, é um livro bem diferente do que estamos acostumados a ler por aí. Mas acho que é exatamente isso que faz dele tão impressionante.

Através dele temos acesso ao pensamento de Patti Smith como ele realmente acontece, na vida real: cheio de buracos, idas e vindas, voltas e saltos.

“Quando eu comecei a escrever essas palavras eu ainda não sabia, e é possível avançar ou retroceder, mas o tempo dá um jeito de continuar passando, tiquetaqueando, coisas novas que não se podem alterar, não se podem processar rápido o bastante.”

É aí, porém, que suas reflexões sobre o tempo ganham mais poder, e o que poderia se assemelhar a furos de narrativa rapidamente é preenchido de significado.

É um livro, evidentemente, melhor aproveitado por quem já é fã ou admira de alguma forma o trabalho de Patti Smith, mas não é necessariamente um livro para fãs; há nas suas reflexões questões que podem atingir os mais diversos públicos.

Também é interessante observar o modo como se mesclam aos seus relatos fotos suas da estrada, de lugares por onde ela passa e pessoas que movem sua história.

“E ainda assim eu continuo achando que alguma coisa maravilhosa está para acontecer. Quem sabe amanhã.”

Embora sua narrativa por vezes se torne melancólica, principalmente quando fala das pessoas que já perdeu ou lembra do quanto de sua vida já passou, Patti Smith nos deixa com um mensagem muito positiva de que sempre há o que esperar de positivo do futuro.

O ANO DO MACACO

Autor: Patti Smith

Tradução: Camila Von Holdefer

Editora: Companhia das Letras

Ano de publicação: 2019

O ano é 2016 e Patti Smith atravessa a América numa turnê com sua banda. Neste emocionante relato autobiográfico, a lendária compositora de Horses propõe uma vigorosa meditação sobre morte, política, arte e um mundo em convulsão. Em O ano do Macaco acompanhamos uma Patti Smith prestes a completar setenta anos e precisando lidar com a perda de dois amigos queridos ― seu mentor, o músico Sandy Pearlman, e seu referencial artístico da vida toda, o escritor e dramaturgo Sam Shepard. O ano é 2016. Donald Trump foi eleito presidente dos Estados Unidos e Patti, na estrada, atravessa o país fazendo shows, deixando-se levar por sonhos e delírios, adentrando a bruma de uma espécie de mundo das maravilhas muito particular, onde a lógica do tempo não existe e os mortos podem falar. Nessas memórias, a autora do aclamado Só garotos nos leva por uma delicada e surreal jornada ao coração de um dos períodos mais turbulentos de sua trajetória.

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