O Hobbit, de J. R. R. Tolkien, foi publicado originalmente em 1937. No Brasil, existem diversas edições, sendo que a mais antiga é de 1976, pela editora Artenova. Porém, suas edições mais clássicas e comercializadas foram publicadas pela Martins Fontes.

Sobre o livro

Bilbo Bolseiro é um Hobbit como outro qualquer. Leva uma vida simples, confortável, sem muitas surpresas nem perigos. Até que um dia, um mago e treze anões aparecem em sua casa fazendo bagunça e estardalhaço, se preparando para uma grande aventura.

Acontece que Thorin, o príncipe dos anões, decidiu recuperar o tesouro perdido de sua família, que é guardado pelo grande e feroz dragão Smaug. Convocado pelo príncipe dos anões, com recomendação do grande Gandalf, Bilbo encontra dentro dele vontade e coragem para participar dessa aventura, saindo pela primeira vez de sua vila calma e segura para enfrentar perigos inimagináveis, conhecer amigos incríveis e lugares mágicos.

Quando se procura geralmente se encontra alguma coisa, sem dúvida, mas nem sempre o que estávamos procurando.


Minha opinião

Eu já perdi as contas de quantas vezes durante minha vida de leitora eu quis ler as obras de Tolkien. No começo, eu não sabia por qual começar. Senhor dos Anéis me parecia a escolha mais óbvia, mas então eu descobri que O Hobbit acontecia cronologicamente antes da famosa trilogia. Então decidi que esse seria meu primeiro contato com o autor.

Não existe muito desse livro em relação à magia com que eu já não esteja familiarizada, mas ao mesmo tempo, foram esses livros que inspiraram todos aqueles outros que eu li. Aprender sobre o mundo criado por Tolkien, com sua versão de elfos, anões, e toda forma de criaturas foi realmente mágico. Tentei ao máximo me imaginar no lugar de quem conheceu fantasia através desses livros e consigo imaginar o fascínio que os leitores devem ter sentido.

A criação de mundo é impecável. Existem coisas no livro que eu sei que terão mais relevância em Senhor dos Anéis, mas ler como a mente do autor viajou e montou aqueles cenários, aquela viagem, foi realmente incrível.

Mas tinha uma coisa que de fato me preocupava, e era a escrita. A crítica que mais ouvi quando se mencionava o nome Tolkien, era que tudo e todos eram excessivamente descritos. Que o autor passava páginas e mais páginas descrevendo apenas o cenário… Eu tenho algumas opiniões a esse respeito.

Primeiro, existe uma história que pode ou não ser verdade por completo, mas que é verdadeira em partes. Aparentemente, Tolkien criou os personagens enquanto contava histórias de ninar para os filhos, e como forma de fazê-los pegar no sono, focava em pontos não tão interessantes, até que dormissem. Essa é a parte que não consigo saber se de fato aconteceu. Mas uma coisa é certa – e inclusive é mencionada por um de seus filhos em um posfácio presente na edição da NerdBooks –, seus filhos foram um público ativo e constante na criação das obras.

Meu maior problema com esse livro foi de fato a lentidão. Mas de uma outra forma.

Iniciei essa leitura muito preparada para a famosa enrolação no autor nas descrições, tanto que, na primeira vez que sentei para ler, li mais de cem páginas de uma só vez. Mas aos poucos notei o que me incomodava. O livro não tem história.

Tudo o que temos de decidir é o que fazer com o tempo que nos é dado.

É, claro. Bilbo tem um objetivo, um propósito. Uma aventura inteira pela frente. E nesse quesito, nada fica a desejar. Mas não existe nada além da dita aventura. Nenhum plot mais grandioso, um grande plano por trás de tudo. O livro é exatamente o que diz ser: “Uma jornada inesperada” e “Lá e de volta outra vez”.

Isso não quer dizer que o livro é ruim, de forma alguma. Só que, para mim, por conta de ser um livro de mais de trezentas páginas de viagem atravessando o mapa inteiro de Trevamata, foi um pouco cansativo. Além disso, eu já conhecia os conceitos apresentados no livro. As criaturas mágicas, de uma forma geral, não eram estranhas para mim, e isso acabou tirando um pouco da experiência impactante que esse livro pode ter para alguém que não conheça muito o gênero de fantasia.

São as mesmas reclamações que tive ao ler 2001: Uma Odisseia no Espaço. Porém, nesse caso, a leitura foi muito mais satisfatória. Ao contrário do que aconteceu na leitura de 2001, O Hobbit tem um objetivo claro. Os acontecimentos fazem sentido, existe uma linha a ser seguida, a grande ameaça/vilão não é derrotada como se não fosse tão perigosa assim. O Hobbit conseguiu me instigar a ver os personagens bem, ver eles derrotarem o dragão. Por mais longa e cansativa que tenha sido a leitura, ainda foi agradável e eu ainda quero ler a trilogia de O Senhor dos Anéis e conhecer mais desse universo.

Se mais pessoas valorizassem o lar mais do que o ouro, o mundo seria um lugar melhor.

Sobre a edição da NerdBooks, eu achei um primor completo. A capa minimalista, vermelha, de tecido. Capa dura. Com uma jacket belíssima que por dentro é um poster lindo de uma das artes presentes no livro. Veio também com certificado de autenticidade e um marcador de páginas exclusivo. Foi a edição que mais me chamou a atenção entre todas, e eu tinha decidido que já que ia ler os livros, devia ler com estilo.

E para terminar essa resenha, vou dizer algo polêmico para os fãs da série… Anões são muito mal educados e folgados. Elfos são belos e elegantes e ótimos anfitriões.

Como você conheceu o universo de Senhor dos Anéis? Me indiquem outro livro do Tolkien para ler!

O HOBBIT

Autor: J. R. R. Tolkien

Tradução: Reinaldo José Lopes

Editora: HarperCollins/Nerdbooks

Ano de publicação: 2019

Nerdstore em parceria com a HarperCollins orgulhosamente apresenta a edição exclusiva do livro O Hobbit com capa de tecido e sobrecapa da Nerdstore. Bilbo Bolseiro era um dos mais respeitáveis hobbits de todo o Condado até que, um dia, o mago Gandalf bate à sua porta. A partir de então, toda sua vida pacata e campestre soprando anéis de fumaça com seu belo cachimbo começa a mudar. Ele é convocado a participar de uma aventura por ninguém menos do que Thorin Escudo-de-Carvalho, um príncipe do poderoso povo dos Anãos. Essa jornada fará Bilbo, Gandalf e 13 anãos atravessarem a Terra-média, passando por inúmeros perigos, sejam eles, os imensos trols, as Montanhas Nevoentas infestadas de gobelins ou a muito antiga e misteriosa Trevamata, até chegarem (se conseguirem) na Montanha Solitária. Lá está um incalculável tesouro, mas há um porém. Deitado em cima dele está Smaug, o Dourado, um dragão malicioso que… bem, você terá que ler e descobrir. Lançado em 1937, O Hobbit é um divisor de águas na literatura fantástica mundial. Mais de 80 anos após a sua publicação, o livro que antecede os ocorridos em O Senhor dos Anéis continua arrebatando fãs de todas as idades, talvez pelo seu tom brincalhão com uma pitada de magia élfica, ou talvez porque J.R.R. Tolkien tenha escrito o melhor livro infanto-juvenil de todos os tempos.

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