O Primeiro Cintilar é o livro um das Crônicas de Luz e Escuridão, do autor nacional Wesley J. Santos. A publicação é de 2019 pela editora Chiado.

Sobre o Livro

Em um mundo onde antes só andavam Deuses, o caos entre os humanos parece estar próximo. Quando o tempo de uma profecia de aproxima, uma poderosa organização começa a caçar todos aqueles que tenham afinidade com o fogo.

Em uma pomposa propriedade se esconde uma importante mulher e seu filho. Quando um cavaleiro invade o local apenas para já se dar com os guardas adormecidos, corre para alertá-la de um ataque eminente. A vida do filho dela está em risco!

Dezessete anos depois, em uma pequena vila, afastada da cidade, Luiz, com apenas oito anos, pede para a mãe, membro do exército, se ele já pode começar a aprender magia. Ao concordar com o aprendizado do filho, a mãe também de preocupa com as consequências disso e a possibilidade de ele querer se unir ao exército.


Minha Opinião

Como quase toda história de fantasia que vai introduzir um mundo novo para o leitor, o ponto de partida e a forma como isso vai ser feito sempre é algo importante. Aqui o livro começa com uma ritmo interessante em uma cena que já nos apresenta alguns personagens e introduz um pouco da magia. A linguagem aqui me lembrou um pouco uma história de época, o que foi bem diferente. Não tenho certeza se foi intencional do autor, por se tratar de pessoas de maior nobreza envolvidos, pois quando entramos na segunda parte passamos a ter uma narração mais tradicional.

Como estamos falando de um garoto de oito anos e de sua mãe, as os diálogos são sempre simples e através da curiosidade do garoto vamos conhecendo as lendas e formas de praticar magia. Nesse mundo, existe um universo invertido que algumas pessoas que possuem acesso a magia podem acessar e cada portador acaba por ter uma afinidade.

A relação entre mãe e filho é bem evoluída e vemos a personagem que estampa a capa se abrindo com o garoto sobre várias coisas de seu passado, principalmente no que diz respeito a reação da sua família sobre o desejo de entrar no exército e o quanto isso a assombra na perspectiva do filho querer seguir pelo mesmo caminho.

Sendo um primeiro livro de uma série e seguindo o que parece ser um conflito já pré estabelecido pelas lendas aqui, vamos ter alguns pequenos conflitos durante o livro, mas o grande estopim fica para o final, incitando portanto o leitor a esperar pela continuação da história.

Das coisas que gostaria de ressaltar enquanto aspectos que acabaram me incomodando estão as descrições que acabam sendo um pouco excessivas e não tão verídicas, principalmente em um momento específico onde há uma lembrança; e há uma cena de sexo bastante descritiva que não me pareceu condizente com o tom que a narrativa vinha desenvolvendo, trabalhando uma visão até mais infantil em alguns aspectos.

O pai do menino e marido acaba por entrar na história em certo ponto e ele trás toda uma questão de ciúmes e desconfiança sobre a esposa que aliado ao mencionado acima, quebrou para mim o ritmo da leitura.

Enquanto leitora do gênero, eu acho que seria mais interessante se tivéssemos uma capa mais comercial e moderna, conectada com a história e a sinopse oficial não fosse tanto sobre as lendas que criaram esse mundo e mais sobre a real história que vamos encontrar no livro.

Porém, queria deixar aqui a dica pra vocês de mais uma história disponível no mercado, de autor nacional! E o livro também conta com algumas ilustrações ao longo das páginas.

O Primeiro Cintilar

Autor: Wesley J. Santos

Editora: Chiado

Ano de publicação: 2018

Há muito, muito tempo, antes mesmo do ano Primeiro, a Deusa da Magia governava o mundo e trouxe consigo a grande era de paz, que ficou conhecida como, A era da Aurora. Porém, após governar o mundo por tantos e tantos séculos, a Deusa da Magia já não suportava mais permanecer nesse mundo. Ela não aguentava mais ver sempre novos rostos ficando velhos, e se tornando pó, sendo levados pelo vento. Perdendo o seu significado e a sua importância com o passar dos séculos, isso a entristecia demais. Por esse motivo, a Deusa da Magia chamou quatro de seus servos para um lago de águas correntes, e naquele lugar, ela dividiu metade de seu poder com essas quatro pessoas elevando três delas a Deuses. Depois disso, a Deusa da magia partiu desse mundo para viver na Morada do Tempo com o homem que ela amava, o Deus Tempo, deixando assim esses mortais para governar o mundo em seu lugar, dando então fim a era da Aurora para começar a Grande era dos Deuses, que dura até os dias de hoje. No entanto, há quinhentos anos a Deusa da Luz desapareceu, e a contenda entre os Deuses que já era grande ficou insustentável. A verdade é que a Deusa da Luz sempreapaziguou os Deuses, e com o seu desaparecimento sem sentido os Deuses acusaram uns aos outros de tê-la matado. A guerra foi inevitável. Os vulcões entraram em erupção, os furacões devastavam a terra enquanto maremotos aplacavam os mares. A noite parecia não ter fim. Ao fim da Guerra dos Imortais, a Deusa da Noite se viu a grande vencedora, mas a sua vitória tinha o odor lúgubre da morte daqueles que ela mais amava, por isso, não fazia sentido comemorar. Não existia nada nesse mundo para fazer com que a Deusa da Noite continuasse nele. Por isso, ela deixou o império que ela construiu, o Ninho da Harpia, sobre os domínios da Casa Ástrea, a qual ela havia amadrinhado tempos atrás. O império construído pela Deusa da Luz, o Império da Neve, ficou sobre os domínios da Casa Kerber. O império do Deus do Fogo, no entanto, fora completamente devastado e amaldiçoado pela Deusa da Noite, estando inabitável até os dias de hoje. A Deusa da Noite também amaldiçoou Terra Dourada, onde governou o Deus do ar, deixando a terra infértil e os mares salgados demais para que haja vida; mas o ouro e a jade permaneceram para aqueles que ousassem se aventurar. Contudo, mesmo que os Deuses tenham deixado esse mundo há muito tempo, a Grande era dos Deuses ainda não acabou, pois, uma sombra remanescente dessa era insiste em regressar de tempos em tempos, no entanto, os dias de uma nova era se aproximam cada vez mais.

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