Atenção!

Este filme contém temas relacionados a morte e luto.

Filmes que possuem a temática de romance com uma pitada de tragedia sempre chamam muito a atenção do público jovem e apaixonado. E assim como tanto, o filme Sol da Meia-Noite, entrega ao público uma história com um romance bem dramático com uma pitada de tragédia e grandes reflexões sobre amizade, amor, família e como lidar com uma doença que pode causar a morte de alguém e se preocupar com cada percalço que vem adentrar e conviver junto dela.  

O filme foi uma aposta do diretor Scott Speer (Ela Dança, Eu Danço 4) baseado em um outro filme japonês, escrito por Kenji Bando e que teve seu roteiro adaptado por Eric Kirsten. Foi lançado em 2018 e distribuído pela Diamond Films.

O longa acompanha Katie (Bella Thorne), uma jovem que só pode sair de sua casa quando o sol se põe, e o motivo não é por conta de algo sobrenatural (poderia ser uma vampira né), mas sim, por conta de uma doença onde o contato com os raios solares podem ser fatais (xeroderma pigmentosum). Uma doença real e que não tem cura. E como a grande maioria dos romances adolescentes, Katie vive e suspira por uma paixão da vida inteira, que nesta história é o personagem Charlie (Patrick Schwarzenegger), personagem clássico que é o bonitão do colégio que Katie sempre vira passar em frente à sua casa. E como em um conto de fadas o caminho dos belos adolescentes se cruzam e eles se apaixonam perdidamente. Mas como nem tudo são flores na vida, o romance se encontra em perigo por conta da doença da garota.

Encontramos então nesse filme como ponto extremamente positivo a boa atuação do elenco. Além de boas escolhas desse time de estrelas, tendo como já citado Bella Thorne (Scream e No Ritmo), como protagonista interpretando Katie e Patrick Schwarzenegger (Gente Grande 2) em sua estréia nos cinemas interpretando Charlie, temos a presença também de Rob Riggle (Hotel Transilvania e Corra Que A Polícia Vem Ai), que interpreta o pai de Katie, e Quinn Shephard a melhor amiga da protagonista, que é o grande destaque de atuação no filme, pegando um papel privilegiado de coadjuvante que se configura como a parte cômica do filme trazendo um pouco de humor em meio a tanto drama.

O filme consegue cativar o público por sua trama, que por mais previsível que possa parecer, funciona muito bem aqui por se trata de um filme gotoso de se ver. Cumpre bem seu objetivo e atinge em cheio o seu público alvo com maestria, não pelo romance ou pelo clichê já esperado, mas pelo clima que o filme carrega e as mensagens que transmite. O filme também ganha pontos pela fotografia que consegue entregar cenas lindas e impactantes, trazendo hora drama e hora leveza, tocando assim o coração dos espectadores sem exageros, mas na medida certa.

Só que como o filme mesmo apresenta de que na vida nem tudo são flores, o longa perde um pouco a mão na premissa original apresentada, ao invés de encher o espectador com grandes expectativas e um romance todo açucarado assim como é em A Culpa é das Estrelas (2014) e Tudo e Todas as Coisas (2017), tenta trabalhar um pouco mais dentro da realidade de que o amor não é tudo pra história, o que acaba deixando bem claro que por mais que o caminho original era um romance não é por onde filme está indo. Assim acaba trabalhando excessivamente em cima do drama teen sobre a doença, sem quase nenhum brilho no amor .

Só que por mais rasa que se configure o romance a história ainda sim me cativou, o maior problema que posso pontuar para a história não funcionar com todos é o relacionamento dos protagonistas que não me convenceu em nenhum momento. Existe uma boa atuação em ambos protagonistas, mas a química que deveria existir que convencesse a todos vai muito além de boa atuação e bons personagens, mas de apresentar um clima onde todos possam acreditar nos relacionamento (que está bem dificil utimamente) só que aqui, não me convenceu tanto assim.

Em compensasão o filme ganha muitos pontos por apresentar através dos personagens a paixão de ambos pela música (quem não curte um bom muscial). Charlie trabalha com produção musical e Katie (Assim como Thorne na vida real) possui uma voz magnifica e uma vontade gigantesca de cantar, por isso cenas como quando Charlie convida Katie a cantar e tocar e a voz da garota atrai um público cada vez maior, num local anteriormente desértico impacta de maneira positiva o público e tem um grande destaque na história.

Pontos positivos para o enredo também por apresentar uma amizade tão bonita entre as mulheres do filme que é muito bem retratada e de grande importância para a história quanto para a vida. A amizade talvez seja a grande e a lição que o filme traz. Nós nos envolvemos tanto com a História de amizade Katie e de Morgan que por um momento desejamos que a história desistisse de vez do romance e continuasse acompanhando elas (Principalmente a Morgan que é uma das melhores personagens amigas que já vi).

No final, o filme de uma maneira um tanto quanto descuidada e acelerada encerra sua história.Por mais que o espectador já esperasse os acontecimentos finais, a historia ainda surpreende por não desejarmos que não acabasse assim, e sim, o longa acaba tirando algumas lagrimas nos mais envolvidos com história e causa emoções profundas no espectador mesmo sem estar tão envolvido assim. O filme recebeu muitas críticas por conta da maneira como o diretor resolveu encerrar a obra, mas na minha opinião o final faz total sentido pelo simples fato de mostrar o quanto vale a pena amar e quando encontramos o amor a gente se entrega de verdade, sem parar para pensar muito nas consequências de assumir esse desafio, mas só pela vontade de viver intensamente enquanto tudo durar.

O Sol da Meia-Noite então é uma recomendação para todos aqueles que querem se emocionar e acompanhar um pouco uma boa história de família, amizade e amor… Refletir em como tomamos nossas escolhas e se estamos preparados para todas as consequências que vem junto delas. Então minha recomendação é mergulhar de cabeça na noite de Katie e Charlie, mas mantenha por perto os lencinhos para não se afogar no final. Você pode encontrar esse filme no Amazon Prime Video.

O SOL DA MEIA-NOITE

Diretor: Scott Speer

Elenco: Bella Thorne, Patrick Schwarzenegger, Rob Rigger, Quinn Shephard, Tiera Skovbye e mais

Ano de lançamento: 2018

Katie é uma jovem de 17 anos que vive protegida dentro de sua casa desde a infância. Confinada no local durante os dias, ela possui uma rara doença que faz com que a menor quantidade de luz solar seja mortal. Sua situação muda quando seu destino se cruza com o de Charlie e eles iniciam um romance de verão

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