Oppenheimer é uma cinebiografia que foi escrita e dirigida por Christopher Nolan e lançada em 2023 pela Universal Pictures. O filme é baseado no livro Oppenheimer: O Triunfo e a Tragédia do Prometeu Americano, biografia de 2005 sobre o físico teórico J. Robert Oppenheimer, escrito por Kai Bird e Martin J. Sherwin.

Sobre o Filme

Julius Robert Oppenheimer (Cillian Murphy) é um estudante de doutorado em Cambridge que vai estudar física teórica na Alemanha, onde completa seus estudos do PhD. Ao retornar aos Estados Unidos, ele passa a lecionar física quântica na Universidade da Califórnia e no Instituto de Tecnologia da Califórnia. Ele conhece sua futura esposa, Katherine “Kitty” Puening (Emily Blunt), bióloga e ex-comunista; e tem um caso com Jean Tatlock (Florence Pugh), membra do Partido Comunista.

Em meio a Segunda Guerra Mundial, o general do exército americano, Leslie Groves (Matt Damon), recruta Oppenheimer para liderar o Projeto Manhattan para desenvolver uma bomba nuclear. Sendo judeu, Oppenheimer é particularmente motivado a desenvolver a arma contra o exército nazista. Porém, após a rendição da Alemanha, alguns cientistas questionam a relevância da bomba, mas Oppenheimer acredita que sua utilização acabará com a guerra contra o Japão, ainda em curso.

O Teste Trinity é bem-sucedido, então o presidente Harry S. Truman (Gary Oldman) ordena que Hiroshima e Nagasaki sejam bombardeadas, forçando a rendição do Japão. Oppenheimer é apresentado ao público como o “pai da bomba atômica”, mas a imensa destruição e as mortes em massa o assombram. Ele tenta restringir o desenvolvimento de armas nucleares e que mais pesquisas sejam feitas, mas essa postura se tornará ponto de discordância em meio à tensa Guerra Fria com a União Soviética, prejudicando sua imagem pública e neutralizando sua influência política.


Minha Opinião

Oppenheimer é um filme difícil. São três horas tensas de uma história cheia de camadas complexas sobre um dos maiores gênios da ciência que já existiram, porém, um trabalho tecnicamente incrível do diretor Christopher Nolan e extremamente recompensador que levou o prêmio de Melhor Filme no Oscar 2024.

O filme conta a história do cientista através de uma narrativa não linear, misturando cenas do passado dele (a partir do final da década de 1920) e do presente (nos anos 1950) e divide-se em três arcos muito bem definidos.

O primeiro e mais curto é a apresentação do jovem Oppenheimer e seus estudos na universidade. O segundo arco é bem mais longo e trata da consolidação profissional do cientista, todo o desenvolvimento da bomba atômica, alternando com cenas do presente dele sendo interrogado, que será mais bem desenvolvido no terceiro arco, o que nos leva à curiosidade do que está acontecendo e como ele foi parar ali.

Agora eu me tornei a morte, a destruidora de mundos.

Há interessantes discussões quanto à ética de desenvolver uma bomba de potencial destrutivo mundial. Uma corrida tecnológica contra os nazistas justificaria isso? E será que o objetivo seria apenas esse? Oppenheimer se pergunta se ele tem sangue nas mãos, mas o responsável por tanta destruição é quem construiu a bomba ou quem mandou explodi-la sobre as duas cidades japonesas?

Diante do sucesso da bomba, Oppenheimer percebeu que, ao colaborar com a vitória de seu país e revelar os mistérios da energia atômica, ele teria falhado com a humanidade para sempre.

O ator Cillian Murphy mereceu o papel do protagonista Oppenheimer. Apenas seu olhar penetrante, ferido e arrasador nos leva a sentir o peso que carrega alguém que criou uma das armas mais destruidoras da humanidade. Não é à toa que levou o Oscar de Melhor Ator por esse longa.

Oppenheimer se saiu bem nas bilheterias e na visibilidade – para um filme voltado a um público adulto e um nicho específico – graças ao “Barbenheimer”, que foi uma competição intrigante com o filme Barbie, de Greta Gerwig, por terem estreado nos cinemas no mesmo dia. A coexistência das obras foi muito benéfica para ambos e movimentou a Internet como há muito tempo não acontecia.

No fim das contas, Oppenheimer é um primor técnico, admirável em vários aspectos, mas não é uma obra muito convidativa e simpática, com a intenção de entreter. Ele é longo, denso e difícil de engolir. Portanto, seria preferível que partisse do expectador o interesse em consumir aquela produção tão rica e complexa que leva à reflexão, do contrário, apenas passará por longas e cansativas três horas.

OPPENHEIMER

Diretor: Christopher Nolan

Elenco: Cillian Murphy, Emily Blunt, Matt Damon, Robert Downey Jr., Florence Pugh

Ano de lançamento: 2023

Ambientado na Segunda Guerra Mundial, o longa acompanha a vida de J. Robert Oppenheimer, físico teórico da Universidade da Califórnia e diretor do Laboratório de Los Alamos durante o Projeto Manhattan – que tinha a missão de projetar e construir as primeiras bombas atômicas. A trama acompanha o físico e um grupo formado por outros cientistas ao longo do processo de desenvolvimento da arma nuclear que foi responsável pelas tragédias nas cidades de Hiroshima e Nagasaki, no Japão, em 1945.

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