Rainha das Sombras é o quatro livro da série Trono de Vidro, da autora Sarah. J. Maas, e é lançamento de 2016 da editora Galera Record. Os livros anteriores, Trono de Vidro, Coroa da Meia-Noite, Herdeira do Fogo e o prequel A Lâmina da Assassina já foram resenhados por aqui.

Sobre o livro

*Esta resenha contém spoilers dos livros anteriores

Celaena Sardothien agora é Aelin Ashryver Galathynius, ela dominou seus poderes, deixou Rowan para trás e está de volta a Adarlan para acertar suas contas com o Rei Havilliard e também com o Rei dos Assassinos, que possui algo que ela precisa. Porém, ao chegar a cidade de forma sorrateira para não ser reconhecida e ter que se apresentar ao soberano antes de ter bolado um plano, ela se depara com um cenário caótico que vai exigir muito mais estratégia do que o imaginado.

“Dez anos de sombras, mas não mais. Ilumine a escuridão, Majestade.”

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Aedion Ashryver está preso e condenado a ser assassinado em praça pública em apenas alguns dias, e Dorian está aprisionado dentro de seu próprio corpo sendo controlado por um príncipe valg, sob imposição do próprio pai. Agora, mais do que matar os “Reis” que estão em seu caminho, Aelin precisa resgatar seus amigos e aliados.

O retorno vai se mostrar complicado, reencontrar Chaol ,depois de tudo o que aconteceu e ver como a configuração das coisas mudou, e hoje ele é quem comanda os rebeldes; encontrar em uma inimiga do passado uma possível aliada e, principalmente, ter que lidar com aquele que a moldou como Celaena Sardothien: Arobynn Hamel, antes que ele faça isso com ela algo muito pior.

Há mais ameaças espreitando, como os cães do inferno, comandados pela magia negra do Rei e os inimigos que pegaram seu rastro e a seguiram até Adarlan para um acerto de contas. E, enquanto isso se desenrola ao redor dela nessa cidade, mais perigo se aproxima nas montanhas onde Manon e as Dentes de Ferro também estão a serviço do Rei.

Minha opinião

Acho que não é novidade pra ninguém o quanto eu adoro a série Trono de Vidro e lendo Rainha das Sombras, um dos lançamentos do ano que eu mais aguardava, foi possível mais uma vez me lembrar do porquê. Esse livro é bem próximo de Herdeira do Fogo, onde a narrativa é mais lenta porque monta um quebra cabeça junto com o leitor. As peças vão se encaixando aos poucos e a trama fica mais complicada e complexa.

Diferente dos dois primeiros livros onde havia mais ação e menos estratégia, esse é um livro onde pela primeira vez vemos o quanto a Aelin é realmente inteligente e está focada no que ela quer. Ela é uma Rainha e sabe disso, só que para poder realmente reivindicar seu trono é preciso lidar com algumas coisas antes. Com uma postura altiva e também pela primeira vez com aliados muito fortes ao seu lado, Celaena coordena sua “corte” com maestria e, por mais que as vezes não entendamos direito o que ela está fazendo, no final fará sentido e será uma boa reviravolta.

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Aqui, um grande arco a história vai se encerrar e isso pra mim foi o que mais fez o livro valer a pena. Sarah J. Maas poderia ter enrolado o leitor por 6 livros, como muitos autores fazem, para concluir o arco aberto no primeiro, mas não, há conclusão aqui. E com isso há também a abertura para que uma nova história norteie os próximos dois livros, baseado no que começamos a ver se desenrolar em Herdeira do Fogo e que ganhou mais destaque em Rainha das Sombras

A diferença entre os dois primeiros livros, o terceiro e quarto, e  a conclusão desse arco, me fez pensar sobre várias coisas. Primeiro, como a trama da autora evoluiu ao longo dos livros e como parece que ela ficou mais confiante a escrever a história e criar desmembramentos pra ela. Segundo, o quanto lá no começo, o que eu me encantei era apenas a ponta no iceberg e que muito mais estava escondido, mesmo que talvez, na época, ninguém soubesse disso.

Celaena foi quem mais me surpreendeu, ela realmente decidiu ser Aelin e não ficou lutando contra quem ela verdadeiramente é, mas mais do que isso, não pôs sua “corte” para fazer seu trabalho, tomou as rédeas da coisa e conduziu completamente a história durante todo o livro, somente mostrando suas cartas bem próximo do final. Há tanta coisa acontecendo ás claras e por debaixo dos panos que a cada revelação um novo choque espera o leitor.

Sobre as aproximações amorosas da protagonista, esse livro tem uma tensão ~sexual~ bem grande, mas eu achei bem positivo também. Muita gente fica incomodado com o fato de a autora colocar quase todos os homens da trama aos pés dela, mas acho que nesse livro vemos que as posições de cada um foram estabelecidas e que isso provavelmente só mudará se uma tragédia se abalar sobre algum personagem.

“Monstro, Chaol a chamara assim semanas antes. Acreditara naquilo e permitira que fosse um escudo contra o gosto amargo da decepção e da tristeza. Era um tolo.”

O encontro dela com Chaol foi complicado, mas o mimimi que poderia acontecer em função disso foi completamente dispensado e podemos ver o quanto os personagens seguiram em frente e, eventualmente, até aprenderam a perdoar e se olhar com novos olhos. Ele, até o terceiro livro, era o meu ship com ela, mas estou feliz com como as coisas caminharam.

Aedion, ao contrário de especulações no terceiro livro, é um seguidor, ele não tem interesses amorosos na prima, o que ele sempre desejou foi ser seu braço direito, aquele a fazer o juramento de sangue para estar para sempre ligado a sua Rainha. É claro que quando ele descobrir que esse juramento já foi feito com Rowan vai rolar um tensão, mas o guerreiro tem grande admiração pelo Príncipe Feérico e o tom de lealdade e dever entre eles será muito mais  forte do que qualquer disputa por território. E sim, vamos ter Rowan de volta em algum momento desse livro.

“Rowan era o mais poderoso macho feérico de sangue puro vivo. E o cheiro dele se derramava sobre Aelin. Mesmo assim, ela não fazia ideia.”

Já de Dorian teremos muito poucos vislumbres, já que ele não está no comando do seu corpo. Mas ele cruzará caminhos com Manon, assim como Celaena e, essa personagem que pareceu super avulsa no terceiro livro, ganha um tremenda importância nessa história e até certa simpatia por minha parte. Estou esperando que ela seja a ~game change~ do 5º livro e acho que ela vai acabar escolhendo o lado certo, como já mostrou estar inclinada em Rainha das Sombras.

Então, depois dessa resenha enorme, tenho a dizer que Rainha das Sombras é um livro onde as coisas se encaixam, um ciclo se fecha para outro começar, novos personagens ganham voz na história e se tornam importantes para a trama, assim como ela fica mais complexa e cheia de desdobramentos, com todas as revelações que são feitas, principalmente no final do livro. Esse quarto volume é o maior até agora e eu não vejo a hora de ter o 5º em mãos. Empire of Storms deve ser lançado lá fora em 2016 e provavelmente chegará ao Brasil em 2017!

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Todos que Celaena Sardothien amou lhe foram tirados. Mas finalmente chegou a hora da retribuição. A vingança promete ser tão dura quanto o aço da Espada de Orynth — a espada de seu pai. Finalmente Celaena retornou ao império; por justiça, para resgatar seu reino e confrontar as sombras do passado.

A assassina está morta. Ela abraçou a identidade de Aelin Galathynius, rainha de Terrasen. Mas antes de reclamar o trono, precisa lutar. E ela vai lutar. Por seu primo, a Puta de Adarlan, o general do Norte… um guerreiro preparado para morrer por sua soberana; por seu amigo Dorian, um príncipe preso em uma inimaginável prisão; por seu povo, escravizado por um rei cruel e à espera do retorno triunfante de sua líder; por seu carranam e a libertação da magia.

Ao avançar em seu plano, no entanto, Aelin precisa tomar cuidado com velhos inimigos. E abrir o coração para novos e improváveis aliados. Tudo isso enquanto os valg continuam trabalhando nas sombras. E Manon Bico Negro, a Líder Alada das Treze, treina suas bestas voadoras. Mas é de Morath, a fortaleza montanhosa do Duque de Perrington, que uma ameaça como nenhuma outra promete destroçar seu grupo de rebeldes e sua corte recém-formada.

 

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