A Estrela dos Mortos é o segundo livro da série Supernova, do autor nacional Renan Carvalho, que foi publicado em 2015 sob o selo Novas Páginas da Editora Novo Conceito.

Sobre o Livro

*Essa resenha contém spoilers do primeiro livro, Supernova: O Encantador de Flechas.

No primeiro livro Leran descobriu que o mundo suprimido pela política de Acigam era mais complexo do que ele podia imaginar e essa descoberta teve um preço alto. Ele se viu envolvido em uma luta entre os magos e silenciadores e perdeu o avô e amigos. Agora, sabendo o que a Rainha escondia, partiu da cidade com Luana, tendo como missão principal protegê-la e descobrir tudo o que puder sobre o farol, indo em busca do homem que o deu para seu pai. Porém, o caminho vai ser tortuoso, e sua irmã que não tem uma personalidade fácil também vai precisar ajudar e é claro, controlar seus poderes de estrela.

Enquanto isso, na Cidade Dourada, vamos conhecer Tlavi, a Estrela da Cura e chefe dos Paladinos, um exército poderoso que serve ao governo e ao conselho de estrelas. Em uma missão a Cimérium, uma cidade de minas que aparentemente está sofrendo com uma praga, a Paladina descobre que uma força maligna e poderosa está se reerguendo, e é a culpada por causar milhares de mortes.

“As Trevas corrompem tudo por onde passam. Fora assim desde a criação, quando Sharpz tocou o mundo com suas mãos imundas. Ela conseguiu infectar todos os elementos, exceto a Luz.”

Ao trazer essa informação ao conselho ela é ignorada e tem de achar uma forma de parar Sharpz. Porém, parece que já pode ser tarde demais e a magnitude do que esse ser está construindo já alcançou grandes proporções.

É na jornada de Tlavi em combater esse mal e na busca de Leram e Luana por desvendar os mistérios do farol e de ser uma estrela, enquanto fogem de Nagisa, que um novo e importante personagem vai entrar na história, fazendo com que o caminho desses dois núcleos colidam e quem sabe juntos, possam fazer algo para salvar o Reino.


Capa e Edição

Gosto muito mais dessa capa do que da de O Encantador de Flechas, o simples fato de que há mais cor faz com que a capa tenha mais vida. Como no primeiro livro, ela representa uma cena importante logo do começo da história, que desencadeia muito do que acontece depois. E, ao contrário do que eu pensei a um primeiro olhar, o personagem da capa não é o Leran, mas sim a Tlavi, em sua armadura de Paladina, ao adentrar o templo em Cimérium.

A edição está muito bonita com várias ilustrações, e tem os capítulos divididos por pontos de vista, variando entre Tlavi, Leran e Gueth, fazendo com que a história possa contemplar todos os ângulos possíveis e também, tornando a narrativa dinâmica.

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Minha Opinião

Esse livro é bem mais acelerado do que o primeiro e quem leu O Encantador de Flechas e achou a história lenta ou fraca, recomendo a leitura desse segundo livro para tirar essa impressão da cabeça. A Estrela dos Mortos é muito melhor em vários aspectos: construção da história, personagens, aceleração e ambientação.

Digo isso porque quando mergulhamos em um mundo fantástico queremos descobrir logo tudo sobre ele e, no primeiro livro, como Acigam estava isolada do resto do mundo, tudo foi muito simples e o universo pareceu mal construído. Porém, eu sempre tive a esperança de que assim que colocássemos nossos pés fora dessa cidade, seríamos coroados por um contexto bem mais interessante, e foi justamente isso o que aconteceu.

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O artifício de trazer uma nova personagem e centralizar grande parte da história nela é algo que gosto bastante, principalmente quando o protagonista anterior não é assim tão forte, o que é o caso de Leran. Tlavi é complexa e forte e, enquanto pode parecer insensível e seca, tem um senso de dever muito grande com a cidade e suas obrigações, deixando sua família completamente de lado. Toda a história que a rodeia é muito interessante e vê-la caminhar em direção ao perigo vez após vez, deixa o leitor bastante inquieto.

Leran, que reinou quase que absoluto em O Encantador de Flechas, aqui fica em segundo plano, o que como já mencionei, achei um acerto. É importante entender que ao sair de Acigam o mundo se ampliou e que o drama dele com Luana é apenas um grão de areia em um deserto imenso de problemas, que está por vir com a volta do vilão Sharpz.

O mais legal sobre A Estrela dos Mortos é que você se aproxima do fim achando que tudo pode dar certo e teremos um final feliz, porém já sabendo que esse não é o livro que finaliza a série é um tanto quanto ingênuo pensar assim e é, naturalmente, o erro que cometemos. O fim é uma desgraça só e pode enganar muitos leitores desavisados, que achariam que teríamos um fim mais feliz do que no primeiro livro. Aparentemente Renan Carvalho gosta de deixar seus leitores apreensivos e ansiosos com as continuações de seus livros. Continuação essa que ainda não tem data de lançamento.

Enfim, eu gostei muito mais desse segundo livro e pude ver uma grande evolução na história, escrita e até mesmo na construção dos personagens. Apesar de seguirmos com uma Luana birrenta e um Leran que falta amadurecer um bocado ainda, os outros personagens são um sopro de frescor à história e ajudam a trama a permanecer interessante. Espero muito continuar acompanhando a série Supernova e descobrir aonde essa história vai dar!

SUPERNOVA #2: A ESTRELA DOS MORTOS

Autor: Renan Carvalho

Editora: Novo Conceito

Ano de publicação: 2015

Após deixar sua cidade natal, Leran está perdido em busca de uma pessoa que possa ajudar sua irmã Luana a controlar seus poderes. Enquanto foge de caçadores colocados em seu encalço, o arqueiro conhecerá novos lugares e aliados para sua jornada. Ao mesmo tempo, Tlavi, a jovem Estrela da Cura, tenta desvendar os mistérios de um criminoso capaz de erguer as forças das trevas no território pacificado do Reino Central. O caminho desses personagens está ligado pelo destino. Será que poderão lutar juntos para descobrir como vencer os novos inimigos? Conseguirá Luana despertar sua verdadeira força? Como Leran agirá diante da evolução dos poderes da irmã? É o que você vai descobrir em Supernova: A Estrela dos Mortos.

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