Um Dia Existimos é o segundo livro dentro da trilogia As Crônicas Híbridas que se iniciou em O Que Restou de Mim, ele é da escritora Kat Zhang e foi publicado em 2015 aqui no Brasil pela Galera Record.

Sobre o Livro

Depois de serem trancafiadas na Nornand, hospital especializado em pesquisar formas de cura para o hibridismo Eva e Addie conseguiram fugir com o auxílio de um grupo da resistência híbrida e da Dr. Lyanne, que em meio ao drama acabou traindo Normand. Entretanto o plano de fuga não foi tão bem sucedido, pois a ideia era sair com todas as crianças que estavam ali, principalmente Jaime Cortae, primeira criança a conseguir sobreviver após a cirurgia para se livrar de uma das almas, o que o torna algo precioso, mas as circunstâncias levou apenas a fuga de um grupo menor, com a felicidade de que Jaime faz parte dele.

“Mas o problema é que compartilhar mãos não significa compartilhar objetivos. Compartilha olhos não significar compartilhar pontos de vista. E compartilhar um coração não significa compartilhar as coisas que amamos.”

Vivendo agora junto a essa “resistência”, as irmãs conseguem ter uma imersão maior em quem elas realmente são, tendo contato com outras pessoas híbridas de diversas idades, elas vão aprendendo como se esconder na sociedade e em como conviver com os sentimentos que cada alma tem, como os gostos e amores que se divergem ao logo do tempo. Entretanto, Addie e Eva acabam fazendo amizade com um grupo de jovens híbridos com quem elas sentem-se seguras, porém segredos rondam esses jovens e elas vão perceber que nem todos da resistência são diferentes das pessoas as quais estão fugindo e pode acabar colocando em risco tanto suas vidas como dos outros híbridos a sua volta.


Minha Opinião

Com o final do primeiro livro estava com uma expectativa maior para esse segundo livro, porém acho que o ritmo da leitura ficou mais lento e acabou sendo traçado uma narrativa bem cansativa e nada tão cativante. Só no final que foi entregue uma dinâmica de acontecimentos que prendeu minha atenção e me deixou super apreensivo.

Continuo achando a série boa, não como gostei do primeiro, pois se no volume um já encontramos mais do mesmo, nesse segundo a mesmice vem em dobro, ele segue como quase todos os livros do meio de várias outras trilogias de distopia, não que esse clichê seja ruim, mas acaba não apresentando nada muito novo, já que seu diferencial era a premissa da dualidade de almas que aqui não tem mais um impacto como no primeiro. O plot twist final também mostra como a história não passa de mais uma distopia refletida em outras com uma fama maior.

“Não seria uma cura, Eva. Nada pode curar o hibridismo, porque ser híbrido não é uma doença.”

A apresentação de novos personagens aqui não foi tão legal, levando em conta que a maioria tem duas almas e isso acaba deixando as cenas muito confusas pois nunca sabemos ao certo quem é quem. Alguns personagens antigos como Hally e Lissa acabam ficando um pouco de lado, pois o foco agora estão nos novos, que não são tão carismáticos. Algo que nunca achei que ia acontecer é que nesse livro adquiri um ranço da Eva, pois ela acaba meio que sufocando Addie e roubando certas liberdades que ambas decidiram compartilhar, e isso fez com que Addie acabasse se tornando mais distante dela.

Aqui continua mostrando a desigualdade não só entre os híbridos e não híbridos como também o racismo contra pessoas de cores diferentes, os quais tem uma introdução maior.

A edição é bem padrãozinho, nada muito diferente, acho a capa bonita, folhas confortáveis, a leitura e a diagramação continuam igual ao primeiro livro, tudo muito apertadinho. Finalizando, deixo a indicação para amantes de distopias e para quem já conhece a trilogia.

UM DIA EXISTIMOS

Autor: Kat Zhang

Tradução: Joana Faro

Editora: Galera

Ano de publicação: 2015

Uma trama distópica, passada num futuro onde pessoas com duas almas habitando o mesmo corpo são uma possibilidade Considerados instáveis e perigosos, os híbridos foram perseguidos e eliminados das Américas. As fugitivas irmãs Addie e Eva encontram abrigo com um grupo de híbridos que coordenam um movimento de resistência. Apesar dos conflitos envolvidos em dividir um corpo, ambas estão animadas para se juntar à revolução. Com o envolvimento, entretanto, surgem as dúvidas: até que ponto Addie e Eva estão dispostas a usar da violência em nome dessa causa?

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