Nós leitores sabemos que achar um livro que seja unanimidade em opinião é algo complicado e quase impossível. No Resenhando a coisa não é diferente, e recentemente o Rapha e o Tiago, que são colaboradores por aqui, andaram escrevendo algumas resenhas sobre os mesmos livros, e o mais interessante é que ambos tinham visões bem diferentes da mesma história. Assim, pra não puxar brasa pra nenhum assado, e não matar vocês com dois posts resenha sobre o mesmo livro, resolvi criar esse novo quadro, pra deixar o pessoal ainda mais solto pra dar sua verdadeira impressão sobre as obras que resenham.

Assim, abrindo o “Um Livro, Duas Opiniões”, a discussão de hoje é sobre Jurassic Park do Michael Crichton, publicado aqui no Brasil em 2015 pela editora Aleph. O livro deu origem ao blockbuster de mesmo nome, dirigido por Steven Spielberg. E, a seguir, vocês encontrarão as opiniões do Rapha, que é um super fã da obra, e do Tiago, que trás questões mais técnicas sobre a construção da história. Peço antecipadamente desculpas pelo post enorme, mas é que os rapazes tinham bastante a dizer. Enjoy ;)

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Começamos o livro com uma pequena nota de introdução, intitulada “Incidente Ingen”. Esta pequena nota fala sobre as conquistas e as irresponsabilidades do homem para com o biotecnologia, dando exemplos de como a ciência propiciou ao homem o poder de esculpir a natureza segundo o seu intento, e também as responsabilidades deste privilégio. O livro avisa, que o trabalho biotecnológico tem três características. Diferente de pesquisas atômicas ou outras tantas, a biotecnologia não é uma ciência polarizada, ou seja, ela se desenvolve em muitos países, sem que haja um centro responsável ou patenteado para  a mesma. Segundo, é um tipo de pesquisa impensada e frívola, visto que os avanços se dão muito mais pelos caprichos do homem, passíveis aos interesses da moda ou do mercado. Por exemplo: criar uma truta de cor branca e rápido crescimento, para que seja mais facilmente visualizada nos rios (não se importando com o fato das trutas morrerem queimadas pelo sol, ou da sua carne ser esponjosa e sem gosto). E por fim, o trabalho da pesquisa biotecnológica não é controlado, não existem leis que a vistorie em nenhum lugar do mundo. Aspecto perigoso para uma pesquisa que abrange desde drogas a colheitas.

A história começa com dois ataques misteriosos, porém com os mesmos padrões. A surpresa Dra. Carter nota que, em meio a uma furiosa tempestade tropical, um helicóptero teima em tentar pousar no heliporto do seu hospital. Ela recebe o homem gravemente ferido, sob a justificativa que havia sofrido um acidente na construção em que trabalhava. A Dra. logo vê que os padrões de seus ferimentos não condizem com a história, e sim que ele aparenta ter sido atacado por um animal poderoso. O segundo ataque se dá a uma menina que ao se afastar dos pais em busca de visualizar algum animal da rica fauna da Costa Rica, tem um encontro com um pequeno lagarto de três patas que até então era desconhecido. Ataque este, estranhamente com os mesmo padrões, embora em menor escala, do ataque que a dra. Carter havia atendido.

Na sequência temos o primeiro vislumbre do perito em paleontologia Alan Grant, que no momento se encontra em um descampado de Snakewater, Montana. Trabalhando com delicadeza, utilizando um pincel artístico de pelos de camelo, separa da poeira, areia e pedra o frágil esqueleto fossilizado de um filhote de dinossauro carnívoro. Exemplar raríssimo, ao contrário dos filhotes de herbívoros. Grant trabalha junto com a paleobotânica Ellie Sattler. Os dois são referência no estudo da vida na época dos dinossauros, e qual não foi a surpresa deles quando uma misteriosa empresa chamada Ingen, os contratou para uma bem paga consultoria. O assunto? Os hábitos alimentares de bebês dinossauros, a princípio para um trabalho de pesquisa. Esta empresa, propriedade de Hammond, um entusiasta da vida paleontológica e dono de um conglomerado de empresas.

Tudo muda quando Grant e Ellie recebem um convite do próprio Hammond para visitar o resort que o mesmo está prestes a inaugurar e uma ilha da Costa Rica, a famosa Isla Nublar. A contragosto, mas seduzidos pela poupuda diária de consultoria (raríssima, e por esse motivo tão importante para estudos de paleontologia), os dois pesquisadores aceitam o convite e embarcam no jatinho particular para a ilha. No jato, eles encontram mais um dos consultores que Hammond angariou para a sua causa, o matemático Ian Malcolm. Dr. Malcolm, um pesquisador da teoria do caos com pinta de rock star, foi um dos primeiros a ter acesso completo ao projeto de Hammond, e por isso é um ardente opositor da causa.

Chegando na ilha, Grant desce do helicóptero e tem a surpresa de ver que as instalações não eram somente fortificadas, mas sofisticadas e encrustadas dentro de uma densa mata tropical. Mas nada o havia preparado para o que veria a seguir:

“Ao sul, assolando sobre as palmeiras, Grant viu um tronco solitário sem nenhuma folha, apenas um grande toco curvo. E então o toco se mexer e virou para encarar os recém chegados. Grant percebeu que não estava olhando para uma árvore.

Ele estava olhando para o pescoço curvo e gracioso de uma criatura imensa, que se erguia quinze metros no ar.

Ele estava olhando para um dinossauro.”

Estupefatos, todos se rendem a maravilha que a Ingen havia operado. A empresa de Hammond havia clonado com sucesso vários espécimes de dinossauros, os quais estavam dispostos em toda a ilha em uma reprodução do ambiente pré histórico, com os animais livres no seu habitat. Ainda mais surpresos, eles notaram que o controle da ilha era impecável, tanto para a reprodução dos animais (todos fêmeas), quanto do isolamento entre carnívoros e herbívoros e a contagem em tempo real dos animais.

Empolgados, e embriagados ainda com a fantástica realidade na frente dos seus olhos, Grant, Sattler e Malcolm, se juntam aos netos de Hammond para inaugurar o primeiro passeio no novíssimo parque. Passeio este que serviria como avaliação dos investidores, para a abertura do parque ou não. Os carros elétricos, guiados por um trilho, iniciam o safari pré-histórico. Dando aos atônitos expectadores a experiência de verem dinossauros vivos! Porém, o passeio é interrompido por uma queda brusca de todos os sistemas do parque.

O programador Nedry havia sabotado os sistemas do parque com o intuito de roubar e posteriormente vender os embriões de dinossauros a empresa rival da Ingen. Mal sabia ele que esta trama de espionagem industrial custaria muito mais que simplesmente alguns minutos de atraso. Hammond observa atônito, o seu parque que nunca havia saído dos trilhos parar de funcionar. Enquanto ele e seus funcionários tentam sem sucesso reestabelecer o parque ao controle, os carros estão desligados em frente ao cercado que continha o maior predador já conhecido, o Tiranossauro Rex. O problema é que este cercado, antes eletrificado, agora se quedava desligado. Dando a possibilidade do gigante carnívoro escapasse.

MINHA OPINIÃO

Pessoal, eu sou um aficionado por dinossauros desde que eu me entendo por gente, então o universo criado por Crichton é um dos que eu tenho mais carinho. Assim como ocorre em outras obras, há com frequência a apropriação da mesma por aquele que a adaptou para o cinema, estamos falando nada menos de Steven Spielberg… Justificado não? O filme é fantástico, um dos maiores blockbusters de todos os tempos e povoou a imaginação do mundo todo com os poderosos dinossauros. Muitas pessoas nem sabem da existência da obra que baseou o filme, apesar de nos créditos o primeiro nome a aparecer é o do autor.

Porém, o filme só é fantástico porque cumpre o roteiro do livro. A homônima cena do Tiranossauro atacando os carros é reproduzida por Spielberg com exatidão comparada a narrada no livro. Nada que você viu no cinema está fora do livro, porém o contrário não pode ser dito. O livro supera a adaptação do cinema pela sua riqueza de detalhes: a densa explicação científica sobre o vazamento de espécimes da ilha, as descrições do habitat e da interação agressiva dos dinossauros que não aceitam ser bichinhos de zoológico, as plantas pré-históricas e sua interação para com os dinos, as definições da estratégia de organização do parque e o colapso do mesmo por espionagem industrial, a interação dos paleontólogos para com os fantásticos seres, a descoberta dos ninhos de Velociraptor e MUITA MAIS AÇÃO. Um exemplo prático é dizer que no filme existe um Tiranossauro Rex, já no livro existem TRÊS. Dá pra imaginar o problema não é?

Porém, a cereja que ao meu ver torna o livro interessante é o legado que resta após lermos a obra. O livro todo gira em torno da teoria do caos e da bioética, conceitos estes encarnados no pessimista e estiloso Dr. Malcolm (também adaptado com maestria ao cinema). O livro questiona a irresponsabilidade inerente dos cientistas em almejarem criar um sistema natural com animais os quais não possuem prévio conhecimento, como também da presunção de tratar estes animais como objetos patenteados. É interessante dizer que a bioética é um assunto controverso, e não está na ficção. Animais clonados e plantas geneticamente manipuladas são parte da nossa realidade, e assim como dito no livro não há um questionamento do que os cientistas podem ou não fazer. É uma corrida de quem atinge mais rápido o objetivo, e mal o atingiu, o patenteou e vendeu. Porém, a natureza é um organismo que reage a modificações, essas reações muitas vezes ou são insignificantes a curto prazo (e desastrosas a longo) ou não são interessantes de serem contabilizadas, frente ao poder de monetarização da biotecnologia. Afinal, fazer animais que engordam mais rápido, plantas que crescem e resistem a potentes herbicidas utilizam a mesma tecnologia que no livro deu origem aos dinossauros. A tecnologia já existe, a expertise também, falta somente encontrar uma maneira. E fazer com que isso lucre.

As consequências atualmente são ainda pouco importantes, principalmente para o mundo do capital. Mas doenças que dizimariam a humanidade são testadas em laboratórios, espécimes com resistência acima da normal acabam por destruir a fauna natural ao serem acidentalmente soltos na natureza, usinas nucleares explodem deixando resquícios de câncer para centenas de anos a frente, rios e ecossistemas inteiros são dizimados em favor dos objetivos comerciais do homem. Mesmo os nossos alimentos, manipulados pela biotecnologia, darão alguma resposta no futuro.

O livro de Crichton é uma obra prima da ficção científica, que com méritos foi adaptada para o cinema por nada menos que um mestre da telona. Mas acima de tudo é um aviso, que o homem não é proprietário da natureza. E parafraseando Dr. Malcolm: a vida sempre arranja um jeito… violentamente se necessário.

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Sabe qual a diferença entre um trapaceiro e um artista da trapaça? Um trapaceiro te engana e, logo que você percebe o golpe aciona a polícia. Um artista, no entanto, mesmo caso você perceba, você o agradecerá pelo privilégio de ser enganado por ele.

Essa diferença enorme e notável é necessária para entender a diferença entre as versões literárias e cinematográficas de Jurassic Park (O Parque dos Dinossauros) de Michael Crichton e de Steven Spielberg.

MINHA OPINIÃO

É o tom com que Crichton e Spielberg tratam a obra que muda completamente a forma de absorver seu conteúdo. Crichton, que fez de seu escopo literário de uma ficção científica fria e impessoal retrata os personagens de maneira mais crua e mesmo os eventos com um propósito mais factual (considerando cifras, reuniões administrativas e todas as necessidades de âmbito jurídico que seriam necessárias para uma situação dessas). Spielberg, por outro lado, o mesmo homem que nos fez acreditar no alienígena bonzinho e na ameaça que vem dos mares segue numa ficção científica que é mais próxima da fantasia, do lirismo. Essa diferença é acentuada ao ver a mesma cena – o primeiro contato com um dinossauro pelos protagonistas, os doutores Grant e Sattler no livro e no filme. Uma versão traz um fascínio científico da realização de uma grande descoberta enquanto a outra traz magia e admiração.

Ainda que eu não seja nem de longe fã da obra de Crichton enquanto sou da obra de Spielberg, acho que posso dizer que o filme é superior ao livro, principalmente pelo ponto crucial da história – que remete ao primeiro parágrafo deste texto. Qual é ele, caro(a) leitor(a)? Você está sendo enganado, assim como os protagonistas.

Veja bem, se a clonagem fosse de fato bem sucedida, bem, os dinossauros seriam um tanto diferentes da representação artística da época (sabe, como PENAS, por exemplo). Mas isso remete a uma importante peça do quebra-cabeças que reside no fato de que a preservação de DNA não se dá, nem de longe da maneira proposta.

Por mais que possamos aceitar o absurdo científico (que é a base de toda ficção científica, só mudando a condição e característica de acordo com a obra, como robôs inteligentes, teletransporte ou qualquer outra opção – e até combinação), é importante ressaltar que não é APENAS a extração e isolamento do DNA de uma espécie a partir de uma amostra minúscula que jamais manteria por milhões de anos intacta. É a preservação de centenas de espécies diferentes, e uma tecnologia capaz de isolar em meio a essas amostras as diferentes tipologias E a partir disso recriar o DNA para possibilitar a clonagem.

Dá pra ir mais fundo nas improbabilidades/impossibilidades científicas ou destacar as similaridades com a obra de H.G. Wells, “A Ilha do Doutor Moreau“, mas não são esses o ponto do argumento. Na verdade elas estão ali para que você leitor perceba, a partir da sutileza, que isso é impossível e que esse é o truque, como quando o mágico serra sua assistente ao meio ou faz desaparecer a estátua da liberdade.

No filme, John Hammond destaca para a botânica Ellie Sattler como a empresa se esforçou para recriar PLANTAS do mesmo período dos dinossauros – algo que ela, como especialista, confirma. Mas veja, isso não se aplica ao processo proposto (da extração do DNA a partir do mosquito conservado pelo âmbar). Como um mosquito conservaria o DNA de uma planta? Esse é o golpe.

Utilizando a visão de especialistas e autoridades nos diversos campos (o paleontólogo Grant, a botânica Sattler e o matemático Malcolm) para legitimar o esquema como plausível. Enquanto ficamos todos embasbacados pelos dinossauros e as esplendorosas imagens, não reparamos no quanto são impossíveis, e, mas que isso, agradecemos pela possibilidade de sermos enganados – pois a alternativa, de que nada disso é real, e, ao contrário, um golpe, é ainda pior.

Primeiro, para que o texto não fique repleto de comentários do tipo ‘mas é ficção’ ou ‘é assim que funciona a ficção’, é preciso entender a básica e primordial diferença entre ficção em geral e ficção científica. Isso é a chave para entender o argumento de que tudo é uma elaborada farsa. A ficção é um vasto reino por onde todo tipo de obra não baseada em fatos se compila, e, sim, a ficção científica permeia por esse território. PORÉM, a ficção científica é um bocado diferente do pretexto simples da ficção pois detém parâmetros bem delimitados: ela se baseia em preceitos tipicamente científicos, ao ponto de extrapolar um ou mais conceitos, ao ponto que, normalmente a ficção científica TEM um propósito de servir como uma alegoria e análise intrincada da natureza humana. MAS, a ficção científica sempre tem um pé firme em fundamentos científicos, e é isso o que diferencia a obra de Júlio Verne da de H.P. Lovecraft, por exemplo.

Então, enquanto é bem provável que eu ou qualquer um possa destacar inúmeras incongruências científicas (sim, sim, vemos mais dinossauros do Cretáceo que do período Jurássico) com o processo utilizado/proposto na obra, não é esse o ponto. Essa não é uma obra sobre clonagem ou sobre o ato profano (ou brilhante) do ser humano com o uso de tecnologia. Existem vários exemplos de histórias com essas temáticas que seguem tons bem diferentes do de Jurassic Park.

Existem algumas pistas do quanto a situação toda é absurda – como um truque de mágica – nos distraindo, e, nos fazendo perder os detalhes cruciais. Detalhes como o fato que esses não são dinossauros. Não, sério. Isso está ali, eu não estou inventando.

Uma vez que, se faz necessário combinar o DNA encontrado nos mosquitos em âmbar com o de outros animais – prioritariamente uma espécie de sapo, ao menos o o que dizem – o resultado é uma combinação. Um híbrido. E, sim, um híbrido com a aparência de um dinossauro, mas, prioritariamente um mutante modificado geneticamente com DNA híbrido (e sim, o slogan do parque ficaria menos charmoso como ‘Parque de mutantes geneticamente modificados para parecer com dinossauros’). Até porque, por mais que sejam mínimas as distorções no DNA, o DNA humano e de ratos é 91% compatível, ao que mínimas variações produzem enormes mudanças.

Porque isso é importante? Bem, porque esse é o ponto crucial do raciocínio que leva uma empresa que desenvolveu tamanha e revolucionária técnica que permite criar dinossauros a partir de traços de DNA obtidos por mosquitos a achar que a melhor aplicação para isso é um zoológico/hotel fazenda. Sei que nem todo leitor conheça todos os passos de uma pesquisa acadêmica como, bem, quem fez parte de algum processo de pesquisa e/ou publicação científica. Eu, no entanto, já tive minha cota de artigos recusados por publicações para saber uma coisa ou duas sobre o processo todo, e, posso garantir: Um projeto de tamanha notoriedade não ficaria tanto tempo em segredo SE fosse um sucesso.

Alguém publicaria um artigo, providenciaria um patente, droga, qualquer tipo de registro para deixar claro que esse método e processo existe – e foi desenvolvido por esse grupo ou indivíduo. Mas isso não existe, ao ponto que quando a ilha onde os dinossauros estão é apresentada, parece mais um episódio de Arquivo X com toda uma enorme conspiração do governo para esconder a coisa toda do que um enorme e orgulhoso anúncio de sucesso. Ainda mais por tanto tempo – existem dinossauros adultos na ilha, o que levaria no mínimo anos. No caso do Tiranossauro, por exemplo, cuja vida média era de 30 anos, estamos falando em 20 anos para chegar a sua altura máxima. Mesmo se o crescimento fosse acelerado por algum motivo, AINDA estamos falando em alguns anos…

Consegue perceber o padrão, caro leitor? O fracasso em conseguir patentear o processo, em publicar sobre o assunto ou produzir qualquer tipo de oportunidade mercadológica (ou seja, planos A, B, C e subsequentes) levam a última e desesperada solução de produzir em alta escala uma grande diversidade de animais e tentar capitalizar de volta (parte d)o investimento… Aí entra o marketing para vender a ilusão de que essa foi a intenção toda desde o começo. Vendendo essas aberrações da natureza como o produto original, e, com as ferramentas corretas de venda, nós até acabamos comprando.

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Se você resistiu à longa leitura e chegou até aqui, acredito que tenha visto como os focos de abordagem são bem diferentes e em como um fator que é tão importante pra um, não é para o outro e vice versa. Acho que mais do que gerar um debate sobre como olhar um livro, fica a certeza de que é impossível que todos olhem pra uma mesma obra com os mesmos olhos ou tenha totalmente as mesmas impressões e sentimentos. Se você já leu Jurassic Park ou assistiu ao filme, qual é a sua opinião? :D

JURASSIC PARK

Autor: Michael Crichton

Editora: Aleph

Ano de publicação: 2015

Uma impressionante técnica de recuperação e clonagem de DNA de seres pré-históricos foi descoberta. Finalmente, uma das maiores fantasias da mente humana, algo que parecia impossível, tornou-se realidade. Agora, criaturas extintas há eras podem ser vistas de perto, para o fascínio e o encantamento do público. Até que algo sai do controle. Em Jurassic Park, escrito em 1990 por Michael Crichton, questões de bioética e a teoria do caos funcionam como pano de fundo para uma trama de aventura e luta pela sobrevivência. O livro inspirou o filme homônimo de 1993, dirigido por Steven Spielberg, uma das maiores bilheterias do cinema de todos os tempos.

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